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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Dia de Finados é o momento de sentirmos a ausência de algúem e dar sentido à sua existência.




Olhar a morte nos ajuda a enxergar a vida. A consciência da finitude nos aproxima do que, de fato, somos. A maior verdade é que nos igualamo-nos ao saber que seremos visitados por ela.


















SOBRE OS MORTOS

Dia 2 é o dia de finados, dia dos mortos. Feriado. Dia para se lembrar dos que se foram. Para se lembrar da morte. Lembrar-se da morte para quê? Não é sufocante lembrar da morte? Tem gente que prefere não passar perto de cemitério e sai com a justificativa de que "quem não é visto não é lembrado". Tem gente que prefere não pensar o que virá a acontecer quando a vida resolver deixar de estar.
Pensar na morte tem a sua necessidade e a sua importância. Primeiramente, porque não há como decidir dela se livrar. Ela virá. No tempo que não nos foi dado conhecer. Nem mesmo alguns médicos que teimam em prever o dia do fim conseguem saber. E, depois, porque pensar na morte nos ajuda a compreender o poder que não temos. Somos frágeis. Um sopro, apenas, e a vida se cansa. E nem temos tempo para despedidas. Um passo em falso. Uma doença desnecessária - há doenças necessárias? Um acidente. E há tantos deles por aí. E a morte chega.Viver lembrando a morte nos ajuda a matar em nós tudo aquilo que nos rouba a vida. Ladrões de sonhos, de serenidades, de liberdade. Ladrões de corações. Ladrões de paz. De uma paz tão necessária, inclusive, para que vivamos mais e melhor. Brigas ali e aqui. Disputas. Arrogâncias. Ódios acumulados. Bobagens que nos trazem uma bagagem pesada para viver.
O poeta Quintana dizia: "A morte deveria ser assim: um céu que pouco a pouco anoitecesse e a gente nem soubesse que era o fim...”. O fato é que ninguém sabe quando e como será. O que se sabe é que o fim virá. É preciso lembrar isso. E não depende de nós. Depende de nós, entretanto, matar o que nos mata antes de morrer. Lembrar-se dos que se foram e conviver com a bela saudade. Chorar, se necessário. E prosseguir. Cultuando a brevidade da vida como uma oportunidade de celebrar cada instante. Nenhum deles volta. Nenhum deles se repete. Viva a vida. Mesmo sabendo que dura pouco.                                  Gabriel Chalita

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