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domingo, 24 de junho de 2018

ESCOLAS DE CARLOS CHAGAS CUMPREM PAPEL IMPORTANTE NA MANUTENÇÃO DAS TRADIÇÕES JUNINAS.



Tradição é para ser mantida, e se existe uma tradição que está incrustada, como um cristal na alma da nossa Carlos Chagas, são os festejos juninos. São João tem que ter rasta pé, pois forró é sempre forró. Se não temos mais os genuínos rasta pés do chão batido das roças alimentados pelo ritmo do forró e por sanfonas, é porque vivemos esta cultura hoje de forma bem diversa. Enfatizamos aqui o crédito  às escolas da nossa cidade, que cumprem papel importante na manutenção desta antiga tradição.  As escolas da cidade ajudam a mantê-la, trabalhando a temática com os seus alunos, oportunizando ritmos e comidas,   na realização das suas festas abertas para a comunidade, tendo assim portanto um papel importante frente a preservação desta cultura centenária do Brasil. As visões equivocadas  não deixam ver esta rica manifestação popular como um importante objeto da nossa cultura.
A criatividade dos estudantes e professores é grande e sempre reinventam formas novas de expressar seu jeito de fazer, ser e ver as danças e comidas dos festejos de São João, São Pedro e Santo Antônio. Nem é mais uma questão de religião é o apelo próprio de uma tradição expressa nas canções, nas quadrilhas convocando para esta bonita festa.  Não existe nenhum povo que não se encontre para comer, dançar e festejar juntos, até as tribos mais primitivas fazem isto. As festas populares é prato cheio para antropólogos. No facebook muitos  reclamam da ausência desta tradição em nossa cidade.
“tínhamos ficado
 até tarde com nossa mãe fazendo biscoito 
doce, de goma e bolos. e mãe brigando [...] 
ia assando e a gente comendo. [...] biscoito 
quente dá dor de barriga. dizia minha mãe.
 [...] como éramos felizes”! Marly  Torres 

Na verdade faltam momentos em que a comunidade Carlos Chaguense se encontre para festejar especificamente dentro dessas tradições, regados a xotes e  forrós típicos deste período. Faltam também fogueira  como elementos tão representativos deste tempo, nas festas juninas da nossa cidade hoje, parece que existe uma preguiça cultural para encaminhar coisas bem simples junto à comunidade.  O poder público tem missão primordial para preservação desta cultura. Estivemos em Diamantina e presenciamos uma grande festa junina organizada pela prefeitura local, onde as escolas foram convocadas para se apresentarem na praça, nada de extraordinário, apenas movimentos que já realizam no seu interior e estava bem bonito e alegre. Conversei com alguém da organização que disse que o poder público apenas havia articulado a presença de todos na praça, onde a atração maior eram as escolas enquanto protagonistas de lindas quadrilhas. Já aconteceu inclusive aqui em Carlos Chagas algo semelhante, com a então  Secretaria Municipal de Educação,  D. Elizabeth Murta, que organizou uma bela festa para a população na praça com as escolas. A experiencia de Pavão também é interessante. Armam uma estrutura na praça e cada dia uma escola faz a festa para toda a cidade. 

Temos que entender também que os tempos mudam e que os alunos fazem uma mistura de ritmos e danças que acabam combinando e atualizando esta tradição com a realidade atual. É muita criatividade em efervescência empreendida pelos alunos, que mistura a diversidade cultural,   sem faltar a tradicional quadrilha. Assim as escolas seguem cumprindo seu importante papel de não deixar morrer estas alegrias juninas na cidade, a partir do momento que oportunizam a toda a população e aos seus educandos a participação nesta festa. É um momento de diversão, regado a quentão, bolo de milho, cocada, quibe, pastel, caldo de mandioca, pé de moleque e muita brincadeira, tudo  numa combinação perfeita da escola com os santos: São João, Santo Antônio e São Pedro, mesmo porque é muito saborosa e calórica a gastronomia junina. Apesar do clima ruim que toma conta da cidade, no meu círculo de convivência só escuto as pessoas falarem de dois assuntos: funcionários públicos e aposentados estaduais  que não receberam pagamento e de um projeto de aumento dos cargos comissionados da prefeitura,. Esses assuntos deixam a cidade meio sombria mas   todas as pessoas sempre pedem para não deixar morrer esta tradição. Assim, a cada ano vai ficando  ainda mais acesa  do que nunca, no coração cultural das novas gerações, através da escola,  esta alegria de dançar um forró,  xote,  mas também de combinar todos os festejos desta data, com vários ritmos que foram surgindo ao longo do tempo,como: rap, funk,  reggae etc. Olhem, que nestes festejos, ninguém mais discute a origem religiosa dos mesmos, nem mesmo os segmentos evangélicos. O que as pessoas menos querem  é venerar os santos típicos desta época, o que faz mesmo a cabeça do povo, é cair na alegria de comer muitas coisas gostosas e se mexer aos som dos ritmos juninos. Como uma escola pode deixar de prestar este serviço tão importante à comunidade, sendo ela, por força de sua própria atividade,  uma agente da cultura local? Como uma escola pode deixar de garantir a transmissão desse patrimônio imaterial às novas gerações? Como pode deixar de manter esta tradição quase centenária da nossa cidade e retirar o direito das crianças, adolescentes e jovens dançarem a tradicional quadrilha? Se retirarem esta tradição que amálgama a nossa convivência cidadã, vai ficar o que, neste tempo de crise ética, econômica e política? Como Festa Junina é sempre sinal de muito trabalho colaborativo,  salientamos aqui a grande participação de todos, pais, comerciantes, empresários locais,  que sempre colaboram com doações,  para fazer valer as belas festas juninas das escolas e por conseguinte da nossa cidade.  Nada justifica não fazê-la. Desafiamos todos a visitarem as escolas da nossa cidade e comprovar como elas se transformam em verdadeiros  Arraiás nesta época tão alegre. Nossa gratidão a todos vocês que ajudam a fazer esta GRANDE FESTA JUNINA A PARTIR DAS ESCOLAS DA NOSSA CIDADE, HERDEIRA DESTA TRADIÇÃO MONUMENTAL!  DIVIRTAM, COMAM E DANCEM, POIS AINDA TEM ALGUMAS FESTAS PARA ACONTECEREM NESTE 2018, INCLUSIVE A DA ESCOLA JOÃO BERALDO NO DIA 06 DE JULHO!
Um abraço a todos!
por Deodato Gomes!

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