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terça-feira, 27 de novembro de 2018

Calendário da Gentileza Dezembro-2018 - Gentileza gera gentileza… e bons relacionamentos.

Quem nunca ouviu, leu ou escreveu a assertiva “Gentileza gera gentileza e a gente ainda acrescenta, e bons relacionamentos”?  

Esse dito, com ares de profecia, ressalta a necessidade de manter vivo um comportamento que fica cada vez diminuto, mas que sem ele torna-se muito difícil convivermos bem uns com os outros.
Um detalhe é que esta frase é mais comumente interpretada como sendo sobre comportamentos adotados na rua. E vez ou outra, alguém pinta um muro com ela.
Mas é preciso levá-la para casa, para a escola. Praticar gentilezas em domicílio e no ambiente escolar também faz parte desse apelo e é tão (ou mais) importante quanto fazê-lo na rua.
É mesmo uma verdade que ser gentil no trânsito, no comércio, no trabalho, na escola ou mesmo nas redes sociais é um desafio constante e por vezes exige o máximo do autocontrole de alguém.
Não é tão fácil ser gentil, sobretudo quando não se recebe o mesmo tratamento. Imaginem a relação professor e aluno que não é feita de gentilezas, se torna o que?
Também não é fácil manter-se gentil no dia a dia de nossas casas e das escolas.  Por mais que gostemos das pessoas mais próximas e dos alunos e os alunos gostem da gente bem como entre colegas, nem todo dia é um bom dia. Quando o cansaço se abate sobre nós; em uma aula e que temos ainda mais aulas, quando o barulho e a bagunça toma conta de nossa aula, quando, ao retornar para casa, ao invés do descanso encontramos outros afazeres e problemas a resolver; quando o silêncio do quarto é quebrado pelo barulho nas casas vizinhas; quando o despertador nos acorda de um sono tranquilo e nos chama para um dia cheio de tarefas; quando as outras pessoas se acham no direito de bisbilhotar nossos assuntos particulares. E mais gente, e quando qualquer chateação nos aborrece na escola em que trabalhamos?
É exatamente nesses momentos críticos que tendemos a descontar em quem nos apareça primeiro. Algumas das vítimas acabam sendo as pessoas a quem mais amamos, numa controvérsia que gera muitos conflitos em nossas relações.
Torna-se um desafio reparar na refeição preparada sobre a mesa, e agradecer o esforço de quem se dedicou tanto; perceber que um aluno ou um colega não teve uma boa noite de sono ou não está em um bom momento no trabalho e se dispor a algum gesto que possa melhorar esse quadro;  levar um copo de água para alguém, molhar as plantinhas de alguém, refazer a cama; fazer um elogio; dizer palavras doces quando se está cuspindo marimbondo.
Quanta dificuldade encontramos em manter-nos atentos a esses detalhes e fazer disso uma oportunidade de melhorar o dia de alguém!
Talvez, o melhor seja encararmos as pequenas gentilezas como remédio para amenizar as amarguras deste mundo hostil; ao praticá-las estaremos fazendo dele um lugar mais acolhedor e humano.
Alguém que tenha por hábito tratar bem os de casa, mais facilmente tratará bem todos que encontrarem em uma escola e os outros que cruzarem pelo seu dia, e quem foi bem tratado terá mais chances de fazer o mesmo, fazendo girar o maravilhoso círculo da convivência pacífica.
Gandhi ensinou que “a gentileza não diminui com o uso. Ela retorna multiplicada.” Portanto, não precisamos economizar! Podemos continuar cumprimentando os outros, abrindo portas, cedendo cadeiras e fazendo todo tipo de bondade que uma pessoa gentil é capaz de fazer.
A gentileza possui uma espécie de encantamento que faz os relacionamentos tornarem-se agradáveis e muito, muito mais duradouros.

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