Bullying

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Na balança da educação, quanto pesa um ‘não’?

 



A imagem apresenta uma família distribuída nos dois pratos de uma balança antiga, sobre um fundo branco. À esquerda, estão dois adultos, representando os pais; à direita, um menino e uma menina mais alta, representando os filhos. Os grupos estão voltados um para o outro, com gestos que sugerem uma conversa e a apresentação de diferentes pontos de vista.

A mulher estende um braço em direção aos filhos, enquanto o homem permanece ao seu lado. No outro prato, a menina também dirige um braço para os adultos, passando-o à frente do menino. Essa correspondência entre os gestos aproxima os dois grupos e sugere uma relação em que ambos procuram se expressar.

A balança está inclinada: o prato dos pais aparece mais baixo, e o dos filhos, mais alto. Na lógica do objeto, o lado mais baixo representa maior peso. Simbolicamente, essa posição pode sugerir o peso da experiência, da autoridade e, sobretudo, da responsabilidade dos pais na condução da vida familiar. Trata-se de uma interpretação possível da composição, sem significar que os adultos tenham maior valor como pessoas.

Entretanto, há outro detalhe expressivo: apesar da diferença de altura entre os pratos, os rostos dos pais e dos filhos aparecem aproximadamente no mesmo nível. A posição das figuras permite um encontro de olhares, como se todos pudessem conversar olhando uns para os outros. A imagem reúne, assim, duas ideias fundamentais para a educação familiar: a igualdade de dignidade e a diferença de responsabilidades.

O encontro dos olhares pode simbolizar o reconhecimento de que os filhos têm sentimentos, opiniões e necessidades que merecem atenção. Já o maior peso do prato dos pais pode representar o compromisso dos adultos de proteger, orientar e estabelecer limites. Escutar os filhos e assumir a responsabilidade pelas decisões são atitudes que podem caminhar juntas.

Na parte inferior, diante da base da balança, aparecem pesos metálicos de diferentes tamanhos. Esses elementos reforçam a ideia de medir, ponderar e ajustar. Na leitura da relação familiar, podem representar os fatores que precisam ser considerados ao educar: a idade dos filhos, suas necessidades, seus desejos, as regras de convivência e as consequências de cada decisão. Educar exige discernimento para reconhecer quando acolher, quando negociar e quando sustentar um limite.

A separação em dois pratos também chama a atenção: pais e filhos ocupam lugares distintos, mas pertencem à mesma estrutura. O que acontece de um lado repercute no outro. A balança permite pensar a família como uma relação de interdependência, na qual as atitudes de cada pessoa influenciam a convivência de todos.

Relacionada ao desafio de disciplinar e dizer “não”, a composição sugere que a autoridade dos pais pode ser exercida com proximidade e respeito. Os adultos podem explicar uma decisão, acolher a contrariedade dos filhos e manter o limite necessário. O diálogo não exige concordância em todos os momentos; exige disposição para ouvir e cuidado na maneira de conduzir os desacordos.

O equilíbrio educativo sugerido pela imagem está na combinação entre o encontro dos olhares e o peso da responsabilidade. Cabe aos pais orientar com firmeza, respeito e afeto, oferecendo aos filhos condições para desenvolver gradualmente sua autonomia. Olhar nos olhos dos filhos, reconhecer seus sentimentos e assumir a responsabilidade de dizer “não” são atitudes que se complementam na tarefa de educar.

domingo, 18 de outubro de 2026

Estudantes da Escola Brazilino visitam o Mineirão e ampliam aprendizagens além da sala de aula!


Estudantes da Escola Brazilino visitam o Mineirão e ampliam aprendizagens além da sala de aula.

Visita realizada em 14 de outubro despertou a euforia dos alunos e aproximou a educação do patrimônio esportivo e cultural de Minas Gerais.

A emoção de conhecer de perto um dos grandes templos do futebol brasileiro marcou a visita dos estudantes da Escola Municipal Brazilino Rodrigues de Souza, de Carlos Chagas, ao Mineirão, em Belo Horizonte. Realizada no dia 14 de outubro de 2026, a atividade integrou a excursão educativa que também levou o grupo à cidade histórica de Ouro Preto.

Para os alunos da escola rural, estar no Mineirão foi motivo de euforia. O estádio, conhecido pelas transmissões esportivas, passou a fazer parte de uma experiência vivida pessoalmente. A grandiosidade do espaço despertou entusiasmo e curiosidade, acrescentando novas descobertas ao percurso de aprendizagem.

A excursão reuniu 31 participantes: 17 estudantes, duas mães de alunos, duas cantineiras, uma supervisora, o diretor e oito professores. A convivência entre estudantes, familiares e profissionais da escola também fortaleceu os vínculos da comunidade escolar.

Futebol, cultura e conhecimento

Conhecer o Mineirão oferece oportunidades de aprendizagem que ultrapassam o interesse pelo esporte. O futebol faz parte da cultura brasileira e permite discutir identidade, pertencimento, diversidade, convivência e respeito. A experiência também pode alimentar atividades de diferentes componentes curriculares, como a produção de relatos em Língua Portuguesa, o estudo dos espaços urbanos em Geografia e a reflexão sobre a história social do esporte.

Na Educação Física, a visita pode abrir conversas sobre cooperação, regras, competição e respeito aos adversários. Assim, o entusiasmo dos estudantes torna-se um ponto de partida para perguntas, pesquisas e novos conhecimentos.

Ao lado das visitas ao Museu da Inconfidência, às igrejas e à Mina do Veloso, em Ouro Preto, a passagem pelo estádio ampliou o repertório cultural do grupo. Lugares antes distantes do cotidiano dos estudantes ganharam significado concreto e passaram a integrar suas memórias.

Parcerias que tornam a experiência possível

A realização da excursão contou com a autorização do prefeito Nanayoski e com o apoio da Secretaria Municipal de Educação de Carlos Chagas, que viabilizou o deslocamento utilizando a estrutura própria do transporte escolar. Os alojamentos foram disponibilizados por meio da parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Ouro Preto e com a diretora Luciana.

Para o diretor Guilherme Ciriaco, o empenho dedicado à viagem valeu a pena diante do encantamento dos alunos e das aprendizagens proporcionadas pelo roteiro.

A visita ao Mineirão reforça a importância de garantir aos estudantes da escola pública o acesso a espaços culturais, históricos e esportivos. Conhecer esses lugares amplia referências, desperta interesses e ajuda os alunos a perceber que também fazem parte da história e da cultura que aprendem na escola.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

De Carlos Chagas a Ouro Preto: estudantes vivem uma viagem de descobertas e aprendizagem!

De Carlos Chagas a Ouro Preto: estudantes da Escola Municipal Brasilino, vivem uma viagem de descobertas e aprendizagem!

Uma viagem para conhecer lugares históricos, ampliar conhecimentos e construir memórias. Foi com esse propósito que um grupo da Escola Municipal Brazilino Rodrigues de Souza, de Carlos Chagas, partiu no sábado, 10 de outubro de 2026, em direção a Ouro Preto.

Acompanhados por um guia turístico, os participantes visitaram o Museu da Inconfidência, a Basílica de Nossa Senhora do Pilar, a Igreja de São Francisco de Assis e a Mina do Veloso, entre outros pontos da cidade. O percurso aproximou os estudantes de importantes referências da história, da arte barroca e do patrimônio cultural brasileiro.

Após a programação em Ouro Preto, o grupo seguiu para Belo Horizonte, onde visitou o Mineirão, acrescentando ao roteiro uma experiência ligada ao esporte e à cultura nacional.

Ao todo, participaram 31 pessoas: 17 estudantes, duas mães de alunos, duas cantineiras, uma supervisora, o diretor e oito professores. A presença de familiares e profissionais da escola fez da viagem uma experiência compartilhada de convivência e aprendizagem.

Segundo o diretor Guilherme Ciriaco, os alunos ficaram deslumbrados com os pontos históricos visitados. O entusiasmo também alcançou o próprio educador, que retornou tão impactado pela experiência que manifestou o desejo de cursar História.

Para Guilherme, todo o empenho e os sacrifícios envolvidos na realização da viagem valeram a pena. Ao falar sobre as lembranças que espera deixar, afirmou:

“Daqui um tempo estes alunos vão lembrar desta viagem e de mim como alguém que deixou esse grande repertório cultural no coração de todos”.

O depoimento expressa o sentido de uma educação que amplia horizontes. Ao percorrer museus, igrejas, uma antiga mina e um estádio, os estudantes tiveram a oportunidade de relacionar os conhecimentos escolares aos lugares, às histórias e às experiências que encontraram pelo caminho.

A realização dessas excursões conta com a autorização do prefeito e da nossa Secretaria  que viabiliza o deslocamento utilizando toda a estrutura própria do transporte escolar. Os alojamentos são disponibilizados por meio da parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Ouro Preto e com a diretora Luciana, a quem expressamos nossa profunda gratidão pela acolhida e pela colaboração. Esse apoio torna possíveis experiências que ampliam o repertório cultural dos estudantes e aproximam a aprendizagem escolar do patrimônio histórico de Minas Gerais.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Aos 93 anos, professora Diva é homenageada por sua trajetória na educação de Carlos Chagas.

Aos 93 anos, professora Diva é homenageada por sua trajetória na educação de Carlos Chagas.

A professora Diva Antunes de Oliveira, de 93 anos, foi homenageada neste Dia dos Professores por sua contribuição à educação de Carlos Chagas. Aposentada da rede estadual, ela começou sua trajetória docente no antigo Grupo Escolar Dr. João Beraldo, onde participou da alfabetização de muitas crianças do município.

Reconhecida como a professora mais longeva da cidade, Diva é apresentada na homenagem como uma referência para os profissionais que hoje atuam na Rede Municipal de Educação. Seu depoimento em vídeo recupera uma convicção que atravessa sua trajetória: a importância de aprender a ler e escrever para se comunicar com as pessoas.

A publicação também mobilizou lembranças de antigos alunos. No Instagram, Maria Zulmira Miranda Barcelos escreveu: “Dona Diva minha querida e amada professora. Estudei com ela no segundo ano primário.” O comentário acrescenta à história da educadora o testemunho de quem passou por suas aulas e preserva esse vínculo na memória.

Um marco de 1946 na história da educação local

A trajetória de Diva no Grupo Escolar Dr. João Beraldo se insere em um contexto de expansão do ensino primário em Minas Gerais. Em 29 de abril de 1946, o Decreto-Lei nº 1.723 autorizou o governo estadual a criar e instalar 41 grupos escolares, incluindo um em Carlos Chagas. O ato foi assinado pelo interventor federal João Tavares Corrêa Beraldo. Assembleia Legislativa de Minas Gerais

O documento constitui um marco para a pesquisa sobre a organização do ensino no município. Embora não registre o nome Dr. João Beraldo nem a data de instalação da unidade, comprova que Carlos Chagas estava entre as cidades contempladas pela autorização estadual de 1946. Naquele ano, Diva tinha 13 anos. Sua atuação como professora aconteceria posteriormente. Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Da infância em São Pedro às viagens para estudar

Diva nasceu em 15 de janeiro de 1933, em São Pedro de Jequitinhonha, filha de João Antunes de Oliveira e Arsênia Alves Martins. Primogênita do casal, cresceu ao lado de Gilda, José Venerando, Ilza, Zilma e Joana.

Segundo o relato familiar, chegou ainda criança à Fazenda Avenida, em Carlos Chagas, às margens do Rio Pampam. A primeira viagem foi feita em uma bruaca, transportada numa tropa de burros.

Mais tarde, os deslocamentos passaram a estar ligados à sua formação escolar. As viagens a cavalo entre Carlos Chagas e Pedra Azul fazem parte das lembranças de uma época em que estudar exigia enfrentar distâncias e dificuldades de transporte.

O cuidado com os irmãos e a valorização do estudo

Com a morte do pai, Diva assumiu novas responsabilidades, auxiliando a mãe no cuidado e na educação dos irmãos mais novos.

Após alguns anos, Arsênia casou-se com Procópio da Rocha Prates. Nasceram dessa união Juarez, Luciano, Maria Zaane, Aécio, Helvécio, Cássia e Max. A família passou a reunir treze irmãos, e Diva continuou participando de sua criação.

Entre os episódios recordados está uma viagem de avião a Belo Horizonte para acompanhar Max, diagnosticado com paralisia infantil. A família também destaca sua presença constante no acompanhamento dos estudos e das necessidades dos irmãos.

A importância atribuída à educação encontrava exemplo na própria mãe. Conforme o relato, Arsênia voltou a estudar aos 50 anos e concluiu o antigo curso primário, com uma comemoração no Clube Carlos Chagas.

Das responsabilidades familiares à sala de aula

No Grupo Escolar Dr. João Beraldo, Diva ampliou para outras crianças a dedicação à educação já presente em sua vida familiar. Trabalhou com alfabetização, acompanhando estudantes na descoberta da leitura e da escrita.

O relato da família informa que começou a ensinar antes de concluir sua formação. Posteriormente, mudou-se para Teófilo Otoni para apoiar a continuidade dos estudos do irmão Luciano, que enfrentava dificuldades de adaptação escolar em Carlos Chagas. Na nova cidade, aproveitou para concluir seus próprios estudos. Outros irmãos também passaram a integrar essa experiência de convivência e escolarização.

Sem se casar, dedicou grande parte de sua vida ao trabalho e à família. As casas das ruas Manoel Pimenta e Gabriel Passos tornaram-se referências dessa história compartilhada entre irmãos e diferentes gerações.

A memória dos alunos e a mensagem aos professores de hoje

No vídeo da homenagem, ao imaginar uma nova oportunidade de entrar em sala de aula, Diva destaca a leitura e a escrita como aprendizagens fundamentais à comunicação. Aos 93 anos, sua resposta retoma o compromisso que marcou sua atuação como alfabetizadora.

A canção “A Danada da Saudade”, interpretada por Emilinha Borba, acompanha essa recuperação biográfica. Ao evocar a infância, a música dialoga com as lembranças de escola e com depoimentos como o de Zulmira: a antiga aluna reconhece, no presente, a professora que participou de sua formação.

Essa relação também orienta a homenagem aos educadores da Rede Municipal. Um professor pode não conhecer todos os caminhos percorridos por seus estudantes, mas sua contribuição permanece nas aprendizagens que eles levam para a vida.

A história de Diva reúne experiências de estudo, trabalho docente e cuidado familiar. Ao recuperá-la, Carlos Chagas reconhece uma educadora e preserva parte da memória de sua educação — uma história que continua nas salas de aula e encontra, na voz dos antigos alunos, seu testemunho mais próximo.

Fontes: relato da família Antunes-Martins, elaborado por ocasião dos 90 anos de Diva; depoimento em vídeo; comentário de Maria Zulmira Miranda Barcelos no Instagram; e Decreto-Lei estadual nº 1.723, de 29 de abril de 1946, disponível no acervo da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

DECRETO DE CRIAÇÃO DO GRUPO ESCOLAR DR. JOÃO BERALDO

Eis a transcrição do documento (um decreto-lei oficial do Estado de Minas Gerais publicado no Diário Oficial / "Minas Gerais"):


MINAS GERAIS

GOVERNO

DECRETO-LEI N. 1.723, DE 29 DE ABRIL DE 1946

Dispõe sobre a criação e instalação de grupos escolares.

O Interventor Federal no Estado de Minas Gerais, usando das atribuições que lhe confere o art. 6.º, n. V, do decreto-lei n. 1.202, de 8 de abril de 1939, decreta:

Art. 1.º — Fica o Governo do Estado autorizado a criar e instalar 11 grupos escolares nas seguintes cidades: Aguas Formosas, Almenara, Alterosa, Ataléia, Bias Fortes, Bom Jardim de Minas, Bom Jesus do Gallo, Brumadinho, Campo Florido, Campos Altos, Carlos Chagas, Carmo da Cachoeira, Conceição das Alagoas, Conceição da Aparecida, Divisa Nova, Francisco Sales, Guia Lopes, Inliahópolis, Itambacuri, Itinga, Jacinto, Malacacheta, Mantena, Medina, Nova Ponte, Novo Cruzeiro, Pardizes, Poté, Resplendor, Rubim, Santa Juliana, São Gonçalo do Abaeté, São João do Paraíso, São João da Ponte, São Pedro da União, Sapucaí-Mirim, Simonésia, Tamarumirim, Unaí, Veríssimo e Volta Grande.

Art. 2.º — Ficam criados, no quadro do ensino primário, 83 lugares de diretor de grupo escolar de cidade, 53 de auxiliar de diretor, 83 de porteiro de 3.ª classe e 120 de servente de 3.ª classe, para os grupos escolares criados e para os já criados a serem instalados.

Art. 3.º — Os vencimentos do pessoal a que se refere o artigo anterior serão pagos por conta das respectivas dotações orçamentárias em vigor.

Art. 4.º — O presente decreto-lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Palácio da Liberdade, Belo Horizonte, 29 de abril de 1946.

JOÃO TAVARES CORRÊA BERALDO

Olimpio Orsini de Castro

Jair Negrão de Lima

(Nota: O documento também traz trechos visíveis nas colunas laterais referentes a outros decretos, como o Decreto-Lei n. 1.721, de 29 de abril de 1946, e nomeações/reestruturações de cargos públicos da Imprensa Oficial e da Secretaria de Agricultura e Comércio).