Bullying

domingo, 5 de fevereiro de 2023

Como fazer uma resenha de um livro acordo com as orientações da IA.

Para escrever uma resenha de um livro, você deve seguir os seguintes passos:

Leia o livro: certifique-se de ter uma compreensão profunda do livro antes de começar a escrever a resenha.

Anote suas impressões: durante a leitura, anote suas impressões, comentários e pontos-chave que gostaria de incluir na resenha.

Forneça informações básicas sobre o livro: inclua informações como o título, autor, editora e ano de publicação.

Resuma a trama: forneça uma breve descrição da história, mas evite spoilers.

Avalie o livro: avaliar o livro é uma parte importante da resenha. Forneça sua opinião sobre o livro, incluindo aspectos como personagens, enredo, estilo de escrita e estrutura.

Conclua a resenha: conclua a resenha resumindo suas impressões e forneça uma recomendação para ou contra o livro.

Lembre-se de escrever a resenha de maneira clara, objetiva e coerente, evitando julgamentos subjetivos ou comentários pessoais ofensivos.

sábado, 4 de fevereiro de 2023

Receba alunos e as suas emoções na chegada de 1º dia de aula!...



Bem-vindos crianças, adolescentes e jovens alunos, à escola. Com orgulho e muita alegria, acompanhamos a sua chegada. Aqui, a cada dia, se cultiva o conhecimento, e com paciência se molda o seu caráter.

Sejam bem-vindos ao lugar da aprendizagem, onde o saber se desenvolve a cada dia. Com os professores, caminhem juntos, na busca por conhecimento e sabedoria.

Não tenha medo de perguntar ou errar, aqui, a cada dificuldade, há solução. A sua vontade é o que fará a diferença, e juntos, alcançaremos muitas vitórias.

Bem-vindos a esta escola, bem-vindos ao ensino, que com amor, acolhe a sua chegada.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Acolhimento dos alunos nas Escolas Municipais. Conheça o modelo de acolhimento da Escola da escolha.



A volta às aulas em 2023 apresenta uma série de desafios, especialmente em relação ao acolhimento dos estudantes. É importante que as escolas e instituições de ensino criem um ambiente acolhedor, seguro e saudável para os alunos, de modo a garantir que eles se sintam confortáveis ​​e motivados a aprender.

O acolhimento começa desde o primeiro dia de aula, com a recepção dos alunos e a apresentação da escola. É importante que os funcionários da escola estejam atentos e disponíveis para atender as dúvidas e preocupações dos alunos, além de proporcionar um ambiente amigável e de confiança. Além disso, a escola deve fornecer todas as informações necessárias sobre os recursos e serviços disponíveis, incluindo acesso à internet, biblioteca e outros equipamentos.

Ao garantir um ambiente acolhedor e seguro, as escolas podem ajudar os alunos a se sentirem entusiasmados e motivados a alcançar seus objetivos escolares e pessoais. Enfim o acolhimento dos alunos na escola é importante para a formação de uma cultura positiva e inclusiva, e para o sucesso escolar dos alunos. E envolve criar um ambiente acolhedor e seguro, bem como estabelecer relações positivas entre alunos, professores e funcionários da escola. Incluindo fornecer suporte aos alunos em questões de aprendizagens, sociais e emocionais, e ajudá-los a se sentirem valorizados. É importante que as escolas desenvolvam práticas de acolhimento eficazes para garantir que todos os alunos tenham acesso a uma educação de qualidade.


Sobre a metodologia do Acolhimento


É uma metodologia desenvolvida pelo Modelo Escola da Escolha que objetiva apresentar as bases do projeto escolar para diferentes públicos.

Destinada a quatro situações distintas:

Acolhimento dos estudantes;

Acolhimento diário;

Acolhimento da equipe escolar;

Acolhimento dos pais ou responsáveis.


1 - E o que seria o Acolhimento dos Estudantes?

O que é ?

O Acolhimento no início do ano letivo: “MARCO ZERO”  do Projeto de Vida!

O Acolhimento é um marco na vida dos estudantes que ingressam na escola por demonstrar, desde os primeiros dias do ano letivo, a importância de cada pessoa no processo de construção, autodesenvolvimento e da realização do seu Projeto de Vida, além de garantir a troca de experiências e integração entre todos da escola; 

Seu foco principal é provocar os estudantes a refletirem sobre seus sonhos, seus valores e o que pensam sobre o futuro que cada um poderá construir; 

Por meio dele que toda a equipe escolar tem contato com os primeiros registros dos sonhos dos estudantes; 

Alinhado aos resultados da análise dos questionários socioeconômicos dos estudantes, o Acolhimento apontará diretrizes importantes para o planejamento e para a execução do Plano de Ação da escola.

–Quantos dos nossos estudantes sonham?

–Quantos não sonham?

–Com o que sonham? 

Essas respostas, refletidas no Plano de Ação da escola, serão um importante “sinaleiro” para que as equipes escolares se mobilizem e organizem as metodologias do Modelo, tendo em vista o foco no jovem e no seu Projeto de Vida;

Desde o Acolhimento, os estudantes são estimulados a pensar sobre o papel que lhes cabe como protagonistas de suas vidas, como agentes ativos de transformação e renovação da sociedade, sobre a necessidade de deixar de ser expectador da vida para ser promotor das próprias ações e a se perceber como fonte de iniciativa, autonomia e liberdade;

A mensagem deixada ao final das apresentações do Acolhimento é que todos podem ter sonhos e descobrir no projeto escolar maneiras para construir seus Projetos de Vida e se realizar plenamente como pessoa.

Quando ocorre?

Na implantação do Programa, os novos estudantes são acolhidos pelos Jovens Protagonistas – jovens egressos de escolas onde o Modelo foi implantado e que hoje já se encontram em plena execução dos seus Projetos de Vida; 

A partir do segundo ano de desenvolvimento do Programa, o Acolhimento é realizado por um grupo de estudantes (egressos da escola e aqueles das séries finais), com o apoio da equipe escolar; 

A Equipe Escolar deve previamente identificar se nas turmas haverá estudantes com alguma deficiência; 

Durante o Acolhimento, a participação da equipe escolar consiste exclusivamente em fornecer apoio. Não atuando, portanto, na execução e nem na liderança dos trabalhos.

Como ocorre?

São apresentadas as bases do projeto escolar;

São criadas oportunidades para estabelecimento dos primeiros vínculos entre os estudantes;

Estímulo para que o desejo de conhecer e de fazer parte da vida do outro e da escola aconteça a partir da confiança no projeto escolar;

São iniciados os primeiros exercícios como Protagonistas;

O ambiente reflete a intenção clara de recebê-los e permitir que sintam-se pertencentes à escola desde os primeiros dias do ano letivo;

Os sonhos e as expectativas em torno da sua realização são objeto do trabalho a ser realizado a partir do apoio deste novo tempo, nesta nova escola.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Muitas reflexões marcam o início da nossa Semana pedagógica 2023 e do ano letivo.

 

                           Se interessar em ver todo o álbum, basta clicar na imagem acima.

Buscando alcançar melhores resultados e avançar na Educação da Rede Municipal de Carlos Chagas, Profissionais da Educação começaram hoje os encontros da Semana Pedagógica que acontecerão do dia 1º a 03 de Fevereiro. No dia 1º aconteceu o encontrão geral dos Professores, Supervisores, e Gestores no Pólo-UAB e nos dias 02 e 03 os profissionais se reunirão em suas respectivas escolas encaminhando as ações e demandas específicas do planejamento anual de 2023. 

O principal objetivo da Semana Pedagógica, que organizamos com tanto zelo,  é promover momentos de reflexão e planejamento de ações com a intencionalidade de fazer avançar a Educação em nosso Município. Estamos montando uma base forte de aprendizado na Rede Municipal de Educação de nossa cidade com ações estruturantes, afim de garantir uma efetiva aprendizagem para todos os estudantes. 

Foi muitíssimo interessante o Encontro geral de hoje que contou com a presença do nosso Procurador Dr. Sylvio, representando o Prefeito Nanayoski, que não pode estar presente neste momento pelo fato de estar na posse dos deputados em Belo Horizonte. 

Dr. Sylvio, muito aplaudido por sinal,  lembrou os investimentos que a gestão atual tem aplicado à educação e enalteceu a figura dos Professores destacando a relevância do trabalho docente para o alcance de todas as melhorias que o município tem alcançado na Educação.

André Luiz emocionou a todos quando declamou o poema, Feliz Professor novo e se apresentou como resultado da ação de todos os professores que passaram pela sua vida. 

Dalmo Lopes conduziu um momento forte de oração lembrando com a leitura de um trecho da Palavra de Deus da nossa referência pedagógica maior que é Jesus Cristo. Destacou os versículos do Evangelho de Marcos:

21-Eles foram para Cafarnaum e, logo que chegou o sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22-Todos ficavam maravilhados com o seu ensino, porque lhes ensinava como alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei. Mc 1,21-22

O nosso encontro contou com a animação de Pedro no violão e Lucimeire no vocal, cantando canções que animou a todos e trazendo muita descontração para o nosso ambiente.

O Secretário de Educação, discutiu sobre o profissionalismo na Educação apresentando um pouco das idéias do Professor Serrano Freire que em seu livro afirma que ser um professor de excelência é  ser o professor que o próprio gostaria de ter. Apresentou o vídeo do aluno resolvendo uma atividade de matemática com a ajuda da alexa embasando as afirmações de que estamos vivendo a 4ª Revolução Industrial a partir do impulso da inteligência artificial. A IA é a Revolução do século XXI, e em 50 anos, desde 1990 tem avançado mais que o dobro de todas as outras revoluções  provocando grandes mudanças na Educação. O Professor Serrano Freire rotula o professor que não se atualiza de Professauro, fazendo analogia com os Dinossauros. Foi destacado que para agir com profissionalismo o Professor precisa responsabilizar pela suas microatitudes, como por exemplo: assiduidade/pontualidade, assinatura diária do seu ponto, preparação de aulas abrangendo o tempo completo da aula seja ela de 50 minutos ou de 4 horas, cumprimento da inserção dos dados de frequência e matéria lencionada no DED. Ser profissional é estar também amparado por um bom plano de aula, manter a organização da sala de aula, superar a disputa entre professor regente e de apoio quanto ao aluno especial, utilizar o celular em sala de aula apenas como ferramenta pedagógica, não para resolver questões pessoais, pois constitui um ato de grande desrespeito ao aluno e a suas famílias. Que profissionalismo existe quando pais procuram uma Escola para  solicitar transferência de filhos de uma Escola para outra avaliando que o professor não é bom. E isso cresce como um telefone sem fio na comunidade. Outros pontos: xerox de trabalho e provas precisam ser enviados para o e-mail institucional com antecedência em prazo acordado coletivamente na Escola e por fim reunião e sua importãncia para organização e andamento dos Projeto da Escola. Professor que não participa de reunião vira um  Extra Terrestre da Escola.

Muitíssimo interessante também foram as colocações de Andréia, técnica da S.R.E-que abordou as temáticas da avaliação externa seja no sistema mineiro de avaliação ou no sistema nacional. Ressaltou a importância de compreendermos os processos avaliativos como aliada da aprendizagem, trabalhou conosco o planejamento a partir das habilidades e por fim apresentou os resultados do ano de 2021. Como Narciso, este é um espelho que precisa ser olhado e reconhecido a nossa imagem, se quisermos avançar na Educação. 

Um dia superprodutivo e alegre que só aumentou a nossa expectativa de fazer um ano realmente novo na educação. Uma mensagem que fica é que nós precisamos inovar em nossas práticas pedagógicas pois não é o ano que deve ser novo é a gente enquanto profissionais da educação, isso se quisermos avançar, portanto podemos repetir com André Luiz:

Não é o ano letivo que deve ser novo, é a gente!

Feliz  PROFESSOR  novo! Seja o ano letivo que você deseja!

                                        Deodato

Reflexão de banheiro: Orientações importantes.

O banheiro também é um momento para refletir, você fica solitário com você mesmo, ali sentado no vaso se torna propício a pensar e repensar muitas das realidades e situações vivenciadas por você. Por isso foi instituído a reflexão de banheiro. Confira esta aqui: 

Cinco orientações importantes:

1. Quando estiver sozinho, cuide da sua mente.



2. Quando estiver com amigos, cuide da sua língua



3. Quando estiver nervoso, cuide do seu temperamento.


4. Quando tiver problemas cuide das suas emoções

5. Quando você vencer, cuide do seu ego.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Volta às aulas com acolhimento



O início do ano letivo é, para os professores, um momento permeado por expectativas, reflexões, angústias e diversos outros sentimentos que podem influenciar a atividade docente no restante do ano. Um dos recursos que a gestão escolar tem para começar bem essa nova etapa é o acolhimento de professores.

O primeiro acolhimento do ano é muito importante, porque permite aos professores criarem expectativas em relação ao ano letivo que se inicia. Por isso, a gestão escolar precisa selecionar muito bem o que vai fazer.

Com a acolhida, professores novos se sentem parte da instituição, bem como serve para reforçar laços com professores antigos.

No acolhimento, todo mundo traz seus medos e inseguranças, cujos desafios para 2023 não são poucos. 

Os professores precisam saber que estão sendo bem acolhidos para nos sentir-se importante para a escola e, assim, dar uma boa recepção para as crianças. Só o fato de olhar no olho de alguém e saber que essa pessoa está acolhendo você, ajuda a se sentir mais seguros.

Mas para que a acolhida seja bem sucedida é essencial que haja contextualização. Ela não pode ser um processo indiferente ao ano letivo que se inicia. 

Rede Municipal de Carlos Chagas se prepara para volta às aulas nesta segunda feira dia 06. Nos dias 01, 02 e 03 de Fevereiro, Professores, Gestores e supervisores se reunem para traçarem metas comuns de trabalho.



As aulas para os 2 mil estudantes das 11 escolas municipais de Carlos Chagas retornam no dia 6 de fevereiro (segunda feira). O primeiro dia será destinado ao acolhimento dos novos alunos e também dos que retornam para mais um ano letivo.

"Eu não tenho dúvidas que teremos um 2023 com muitas conquistas. Nosso foco é garantir uma base de aprendizagem forte para todos os nossos estudantes, buscando excelência nos resultados." 

Para receber os estudantes e definir as estratégias de ensino, professores e gestores se reúnem, nos dias 1, 2 e 3 de fevereiro, para traçar as metas do ano letivo de 2023. No dia 1º todos juntos e nos dias 2 e 3 cada profissional da educação em sua Escola.


terça-feira, 31 de janeiro de 2023

MAIS UM FILHO DA TERRA OCUPANDO CARGO DE DESTAQUE EM MINAS- Confira


O tenente-coronel Welvisson Gomes Brandão é o novo assessor militar na Advocacia-Geral do Estado de Minas Gerais (AGE-MG). O oficial substituirá o tenente-coronel Élcio Machado, que, a pedido, foi para a reserva, após quase três décadas de serviços prestados à corporação e à população mineira.
A transmissão simbólica do cargo ocorreu nesta segunda-feira na AGE-MG. O advogado-geral do Estado, Sérgio Pessoa de Paula Castro, agradeceu o trabalho do tenente-coronel Machado e deu boas vindas ao tenente-coronel Welvisson, há 27 anos na Polícia Militar.
Os policiais militares lotados na AGE-MG integram a Assessoria de Relações Institucionais (Arins) da corporação.
O chefe da Assessoria de Relações Institucionais, coronel Fausto Machado de Oliveira, representando o comandante da PMMG, coronel Rodrigo Piassi do Nascimento, esteve na AGE para apresentar o novo assessor militar.
O oficial também agradeceu o empenho do tenente-coronel Machado à frente da unidade na AGE e parabenizou o tenente-coronel Welvisson pelo novo desafio.
No caso da Advocacia-Geral, a Arins também conta com o 3º sargento Arlensson Gomes de Andrade e o 3º sargento Roque Silva Neto.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

O que é ser um bom Professor?


 

Com base em pesquisas educacionais nacionais e internacionais, apresentamos as principais características do professor do século 21

A tecnologia e as novas formas de organização da sociedade trouxeram mudanças para muitas profissões. Assim como as grandes corporações começaram a repensar suas atividades, na sala de aula não poderia ser diferente. Para ensinar uma geração conectada e que vive em constante transformação, o professor também deve buscar constante atualização.

Com base em pesquisas nacionais e internacionais, apresentamos algumas das principais características que compõem o perfil do professor do século 21. Nem todos os atributos são novidade, mas eles servem como ponto de partida para uma reflexão sobre as novas formas de ensinar e aprender.

Saber trabalhar bem os conteúdos

De acordo com os estudantes ouvidos na pesquisa “Nossa Escola em (Re)Construção”, a didática é uma das características mais valorizadas em um educador. Para 54% dos 18.844 mil jovens ouvidos, um bom  professor deve saber trabalhar bem os conteúdos.

Propor diferentes atividades nas aulas
Ainda segundo a pesquisa “Nossa Escola em (Re)Construção”, os jovens reconhecem um professor que consegue ir além da aula tradicional. Na avaliação de 31% deles, é importante propor atividades diversificadas, ou seja, ir além da aula expositiva.

Conviver, respeitar o aluno e cuidar da sua individualidade
Além de saber ensinar, os alunos também valorizam docentes que sabem estabelecer um diálogo harmonioso. Na pesquisa “Juventudes na escola sentidos e buscas: Por que frequentam?”, feita pelo MEC (Ministério da Educação), OEI (Organização dos Estados Interamericanos) e Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais), eles evidenciam que o professor é fator decisivo contra a evasão escolar. Ele deve conviver, respeitar o aluno e cuidar da sua individualidade.

Acompanhar alunos com dificuldade de aprendizagem
Segundo a pesquisa “Boas Práticas em Sala de Aula”, da Fundação Lemann, que observou 70 professores que alcançaram bons resultados de aprendizagem, o acompanhamento dos alunos com dificuldade de aprendizagem está entre as cinco principais estratégias adotadas por eles. O estudo ainda aponta outras estratégias, como a facilitação do diálogo entre alunos, resolução coletiva de situações-problema, leitura frequente pelos alunos e experimentos em ciências.

Ser um mentor para os alunos descobrirem seus interesses e talentos
Com o crescente acesso à internet, o relatório do NMC (New Media Consortium) aponta que o professor deixa de ser a fonte primária de conhecimento e se torna fundamental no papel de orientação e mediação. Na mesma linha, a pesquisa School in 2030, do WISE (Word Summit for Education), mostra que 73% dos entrevistados acreditam que o professor terá como função orientar os alunos ao longo de suas trajetórias de aprendizagem autônoma.

Dominar o conteúdo, usar tecnologia e saber se comunicar
Uma pesquisa que ouviu alunos, educadores e pais de instituições parceiras do grupo Unità Educacional apontou que no campo das competências técnicas é fundamental que o professor tenha domínio do conteúdo, atualização tecnológica e capacidade de comunicação.

Estimular a participação dos estudantes
Conforme aponta o documento “Juventudes pela Educação: Propostas para fortalecer a participação das juventudes brasileiras em prol da melhoria da educação”, desenvolvido pelo Movimento Todos pela Educação, em parceria com o Instituto Inspirare e o Instituto Unibanco, os educadores que não conhecem e nem consideram as características e demandas dos estudantes têm dificuldade de oferecer oportunidades educativas conectadas com o seu potencial, suas limitações, seus interesses e suas necessidades.

Saber mediar trabalhos em grupo
O livro “Planejando o Trabalho em Grupo – Estratégias para Salas de Aula Heterogêneas”, escrito pelas pesquisadoras Elizabeth Cohen (1932-2005) e Rachel A. Lotan, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, traz estratégias para a  preparação de atividades colaborativas que impactam no aprendizado, característica considerada fundamental para um bom professor.

Ser paciente e se aproximar do aluno  
De acordo com o relatório Global Survey of Teacher Effectiveness (“Pesquisa global sobre efetividade do professor”), produzido pelo grupo editorial britânico Pearson, os estudantes brasileiros consideram a paciência e o bom relacionamento como umas das principais qualidades de um bom professor.

domingo, 29 de janeiro de 2023

NO TERRENO DA CRIATIVIDADE. A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PODE CRIAR COMO HUMANOS?

Até que ponto as ferramentas já substituem a criatividade humana? O GLOBO testou diversos campos da criação. Veja abaixo o resultado.

















Que tipo de mãe ou pai você é?





Talvez você se reconheça numa dessas palavras: autoritário, permissivo, negligente ou democrático. Estudos iniciados na década de 1960 pela psicóloga Diana Baumrind identificaram esses quatro “estilos parentais” (ou maneiras de criar filhos). Conhecê-los pode nos oferecer insights sobre nossa forma de educar e nos ajudar a escolher atitudes na vida familiar.

Pais autoritários são controladores. Exigem submissão e obediência a regras, sem diálogo. Em vez de ajudar um filho a fazer escolhas melhores, optam pelo castigo, educam pelo medo. São mais propensos à violência física e psicológica. Essas crianças mentem mais, podem ter baixa autoestima e dificuldades para tomar decisões e resolver problemas por si, pois suas ideias não são valorizadas. Pesquisas sugerem que são mais sujeitos a relacionamentos abusivos. Como pais, tendem copiar o modelo que viveram na infância. É o caso de muita gente, hoje.

Pais permissivos são afetuosos, mas falham em estabelecer limites e tendem a proteger excessivamente. Definem regras, mas sem firmeza: raramente as fazem valer. Não permitem que os filhos confrontem problemas ou que compreendam as consequências negativas de suas escolhas.

Estudos mostram que essas crianças têm baixa tolerância à frustração e dificuldades em manter hábitos saudáveis de alimentação, exercício e organização. Mostram tendência ao narcisismo, a não assumir responsabilidades e a desistir mais facilmente diante de obstáculos.

Pais negligentes ou indiferentes convivem e conversam pouco com os filhos. Não se interessam pela escola, atividades e companhias. O que sobressai é a falta de cuidado com as necessidades educativas e afetivas da criança. Não há regras, orientação ou disciplina. Em casos extremos, o bem-estar de uma criança pode estar em risco.

O resultado óbvio é a baixa auto estima. As crianças tendem a apresentar perdas no desenvolvimento, problemas na escola e em relacionamentos, transtornos de comportamento, depressão e mais risco para o uso de drogas e conflito com a lei.

A parentalidade democrática é considerada a ideal. Os pais são carinhosos e afetuosos, mas incutem a importância da responsabilidade e da disciplina. Conseguem dar limites claros aos filhos, mantendo o diálogo e o respeito. Explicam as razões de suas decisões, permitem que as crianças questionem e discutam, mas mantêm a palavra final. Erros se transformam em oportunidades de aprendizado.

Assim a criança se sente participante do núcleo familiar e, ao mesmo tempo, confiante e segura. Percebe que seus pais cuidam dela, tomando decisões que ela não poderia tomar por si. Flexibilidade também é um elemento importante: no momento adequado ou por um bom motivo, regras podem ser quebradas.

Essas crianças mostram boa autoestima e vão bem nos estudos. Desenvolvem habilidades de resolução de conflitos, tomada de decisões e avaliação de riscos. São mais otimistas e resilientes. E portanto têm mais chances de se tornarem adultos responsáveis e autônomos, com melhor saúde física e mental.

Uma classificação tão mecânica pode parecer artificial e pouco realista. Claro que muitas famílias não se enquadram exatamente em uma dessas categorias. Outras passam por diversas delas ao longo do tempo, por fatores circunstanciais, como exaustão, problemas econômicos e outros. E em muitas haverá estilos diferentes entre os dois cuidadores, o que pode compensar excessos de um dos lados, mas também gerar conflitos.

Essa tipologia pode nos ajudar a entender o que melhor funciona, ampliando nosso horizonte de aprendizado. Afinal, ser responsável pelo desenvolvimento de uma nova pessoa é uma experiência difícil e intensa. E vivê-la de forma consciente pode ser transformador para cada um de nós.

A autoridade pode ser sempre serena, amorosa e dialógica. As crianças agradecem, e o retorno que darão vai compensar o esforço.


LEI DE DIREITO AUTORA É INCAPAZ DE LIDAR COM A TECNOLOGIA

O avanço da inteligência artificial (IA) exige legislação atualizada para lidar com desafios éticos e oferecer proteção legal aos artistas que usam as ferramentas. Essa é a avaliação de Daniel Campello, sócio da ORB Music, empresa de gestão de direitos, e doutorando na UFRJ com tese sobre direito autoral e plataformas de música.

Ferramentas de IA, como ChatGPT, preocupam os criadores de conteúdo?

As preocupações no mundo da música estão mais ligadas a aspectos da criatividade. O ChatGPT vai substituir a figura do compositor? No mundo acadêmico, há preocupação maior. Na música, se ela for de baixa complexidade de composição, há o risco de uma ferramenta do tipo substituir o ser humano. Há uma questão central que é a capacidade da inteligência artificial, em tese, substituir um criador intelectual. Ela possui padrões e cria uma coisa nova baseada nesses padrões. Mas não basta você ter disponível todas as informações que alguém criou para você conseguir criar. Existe uma ligação espiritual da arte, que faz a ponte entre a ciência e o espírito. Parte do trabalho do Caetano Veloso é transpiração, mas parte é inspiração e isso ninguém explica.

Há riscos éticos e legais?

No caso de quem usa a ferramenta, o que as plataformas têm feito é conceder o direito de propriedade intelectual a quem solicita a criação. Se eu, Daniel Campello, solicito a criação de uma música inspirada no Chico Buarque, a plataforma pode me conceder o direito de autoria da nova obra. Mas as plataformas podem violar o direito de propriedade industrial, que é o direito de marca, porque os artistas podem registrar seu nome como marca e pedir que o ChatGPT não use.

A lei dá conta do desafio?

A legislação brasileira de direito autoral é incapaz de lidar com a tecnologia há mais de 20 anos. Tanto que, para lidar com o streaming, tivemos que ter decisão do STJ para ver quais seriam os direitos incidentes. O Brasil não aderiu aos tratados internacionais para lidar com a internet, então, não temos legislação para lidar com o tema propriamente. Precisamos criar uma legislação que olhe para problemas novos, mas que possibilite que as ferramentas existam. O Direito não combate a tecnologia, ele precisa acompanhar a mudança econômica que a tecnologia traz.

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE O CHATGPT


 

O que é o ChatGPT?

A sigla GPT quer dizer Transformador Generativo Pré-treinado (na sigla em inglês). É um robô virtual (chatbot) que responde perguntas sobre vários temas, mas vai muito além das assistentes virtuais. Lançada em novembro de 2022, a ferramenta de inteligência artificial (IA) pode executar tarefas por escrito com habilidades criativas em poucos segundos e com muita semelhança ao que seria feito por um humano. Pode redigir de uma petição judicial a trabalhos acadêmicos, de poemas a uma carta de reconciliação para um amigo. Se solicitado, sugere restaurantes e traduz textos em diferentes idiomas.

Quem o criou?

O sistema foi desenvolvido pela OpenAI, empresa fundada em 2015 nos EUA por Sam Altman (hoje seu principal executivo) e por Elon Musk, que se desligou da companhia em 2018, por considerar que havia conflito de interesse com o seu principal empreendimento, a fabricante de veículos Tesla. A empresa tem outras soluções de IA, como o gerador de imagens Dall-E 2.

Como utilizá-lo?

Acesse o site https://chat.openai.com/chat. Toque em “Sign up” para criar umconta. Depois ,“Create an OpenAI account”. Informe um e-mail, senha e confirme a criação da conta. A partir daí, é possível iniciar a conversa.

Como o robô aprendeu?

O processo de treinamento consiste em alimentar o chatbot com um grande conjunto de dados de texto. Para isso, humanos especializados em IA realizaram conversas cumprindo tanto o papel de usuário (perguntas) como o de assistente virtual (respostas). Depois de muitas interações, os treinadores classificaram as melhores conversas para que a ferramenta aprendesse a gerar textos semelhantes.

É possível pedir conselhos para o ChatGPT?

Sim, embora a plataforma diga que essa não é sua intenção. Especialistas alertam que não se deve dar peso aos conselhos, já que isso requer uma subjetividade que o chatbot não têm. Por exemplo, se uma usuária pergunta que roupa deve usar numa festa com o namorado, ele diz que depende da formalidade ou casualidade do evento e que o importante é ela se sentir segura e confortável. Ele não vai considerar o que envolve a circunstância.

O serviço é pago?

Por enquanto não. O programa está em fase de testes, e o objetivo da OpenAI neste momento é justamente obter feedback dos usuários para aprimorar a plataforma. Há, inclusive, ícones nos quais o usuário clica para demonstrar se gostou ou não da resposta. Não está claro se haverá cobrança no futuro.

Quais as limitações?

Assim que o usuário se loga, a OpenAI avisa que o sistema pode gerar informação incorreta e também produzir conteúdo preconceituoso ou ofensivo. Outra limitação é que seus conhecimentos são baseados em dados colocados na internet até 2021. Os criadores da ferramenta aconselham o usuário a checar se as respostas dadas pelo sistema são corretas com outras fontes.

DILEMAS AINDA SEM RESPOSTA EFEITO NO ENSINO E NA QUALIDADE DO DADO



A despeito de inúmeros benefícios que a inteligência artificial no campo da criação pode trazer, a rápida ascensão desses produtos também carrega uma série de dilemas ainda longe de serem superados.

Os grandes modelos de linguagem — como são chamados os algoritmos treinados em grande quantidade de dados — que estão por trás dessas plataformas geram preocupações sobre como mensurar a aprendizagem e o risco de desinformação. E, dado que ainda não há legislação para lidar com tais aparatos, suas limitações ainda não são bem compreendidas.

A PROVA ORAL ESTÁ DE VOLTA

No campo do Direito, o ChatGPT já foi aprovado no exame “The Bar” nos Estados Unidos, o equivalente à prova da OAB brasileira. Na Medicina, estudos de pesquisadores da Universidade de Yale apontaram que o programa pode ser aprovado no Exame de Licenciamento Médico dos EUA. Na área da Administração, o professor Christian Terwiesch, da Wharton, escola de negócios da Universidade Pensilvânia, testou a capacidade do ChatGPT e identificou que ele seria aprovado em disciplina central para receber o diploma do MBA em Wharton.

A popularização do ChatGPT chegou ainda às salas de aula de escolas de ensino fundamental e médio, como relata reportagem do New York Times. Professores e administradores tentam discernir se os alunos estão usando o chatbot para fazer trabalhos escolares. Algumas escolas públicas na cidade de Nova York e Seattle proibiram a ferramenta nas redes e dispositivos Wi-Fi da escola para evitar trapaças, embora os alunos possam encontrar facilmente alternativas para usar o chatbot. Numa batalha em tempo real com a nova onda tecnológica, professores universitários nos Estados Unidos, chefes de departamento e administradores começam a reformar as salas de aula em resposta ao ChatGPT, provocando mudanças no ensino e na forma de medir a aprendizagem. Alguns professores reformularam completamente seus cursos, com mais exame s orais, trabalhos em grupo e avaliações manuscrita s em vez de digitadas. Mas há quem relute em proibir a ferramenta porque não quer infringir a liberdade acadêmica.

RISCO DE DESINFORMAÇÃO

Não é só no campo educacional que esses programas levantam preocupações. O sistema baseado em IA generativa pode criar falsas associações que culminem em desinformação para os usuários.

Outro problema é a diferença de resultados que a plataforma pode gerar a depender da quantidade e da natureza dos dados imputados em sua base de dados.

—A IA tem que ser treinada a partir de dados confiáveis. Sabemos que hoje em dia existe uma grande quantidade de fakenews dispersas na internet. Se o mecanismo for treinado com base em conteúdo falso, ele irá replicar e amplificar esse tipo de conteúdo — alerta Walter Hildebrandi, diretor de Tecnologia da Zendesk para a América Latina.

Christian Perrone, gerente de Direito e Tecnologia e GovTech do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS), destaca o potencial excludente que os padrões estabelecidos pelos chatbots baseado em IA podem trazer:

—Que respostas vai dar uma IA com relação a perguntas filosóficas, como ‘qual o sentido da vida ?’ Isso tem impactos éticos e na nossa capacidade cognitiva. Se eu perguntar a um buscador, vou receber milhares de versões e links relacionados. Se perguntar ao ChatGPT, virá uma única resposta. Isso diminui a vertente cognitiva das pessoas. Qualquer lei que surja deve pensar nos potenciais riscos.

REGULAMENTAÇÃO NA UE

Em resposta a algumas dessas questões, a OpenAI publicou trechos de um relatório feito por pesquisadores da empresa em conjunto com o Centro de Segurança e Tecnologia Emergente da Universidade de Georgetown e o Observatório da Internet de Stanford. A pesquisa chegou à conclusão de que modelos de linguagem podem ser usados de forma indevida para fins de desinformação, com criação de “textos convincentes e enganosos para uso em operações de influência”.

Paulatinamente, reguladores e tribunais devem estabelecer limites para a IA. A Comissão Europeia iniciou uma força-tarefa para elaborar uma regulação sobre inteligência artificial (AI Act) para garantir o uso por empresas e consumidores de forma ética e segura.

A proposta prevê que as empresas envolvidas com essas tecnologias, especialmente as que integram a inteligência artificial de alto risco, devem esclarecer o funcionamento de seus sistemas. O objetivo é garantir segurança jurídica, transparência e confiança e permitir o desenvolvimento de um mercado saudável.

QUADRO DA TARSILA DO AMARAL - IA


A pintura do Dall-E-2 pode ter sido inspirada na tela “Operários” (abaixo), que reúne faces à frente de uma fábrica, mas Roberto Bertani, coordenador do curso de Artes Visuais do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, não vê a diversidade que marca a obra da pintora paulista:

—O sistema se distancia muito da obra dela. E se perdeu ao tentar homogeneizar seu trabalho.




CONSULTORIAS JÁ TENTAM MEDIR IMPACTO NO MERCADO DE TRABALHO

A popularização de ferramentas de inteligência artificial(IA) focadas em criação deve acelerar mudanças que o mercado de trabalho já enfrenta no pós-pandemia. As consultorias, porém, ainda tentam estimar a velocidade e a abrangência do impacto.

Artigo da McKinsey prevê efeitos em diversas áreas. No marketing, pode assumir a elaboração de conteúdo personalizado. Em recursos humanos, seria capaz de automatizar processos de contratação e em tecnologia da informação, a escrita e revisão de códigos. No campo jurídico, permitiria a extração de grandes quantidades de documentação legal. Em pesquisa e desenvolvimento, agilizaria a descoberta de medicamentos por meio da compreensão de doenças.

Pesquisa do Boston Consulting Group (BCG) mostra que mesmo um investimento inicial na expansão de IA dentro de uma organização compensa: pode gerar até 6% mais de receita. Com investimentos crescentes, o aumento da receita fica em 20% ou mais.

Para analistas, assim como as máquinas substituíram a força física no passado, a inteligência artificial poderá ser ferramenta acessória ao cérebro humano. Seu impacto deverá remodelar funções nas empresas e criar oportunidades de qualificação profissional.

—Os empregos vão se modificar. As grandes evoluções surgem, parecem que vão ameaçar empregos e, por fim, os seres humanos se adaptam e passam a tirar proveito dos avanços em aumento de produtividade e eficiência. Sempre existirão situações em que a empresa vai preferir que um agente assuma o controle — diz Walter Hildebrandi, diretor de Tecnologia da Zendesk para América Latina, empresa de software de atendimento e experiência do cliente.

Otávio Dantas, diretor executivo e sócio do Boston Consulting Group, aponta prós e contras:

— Uma curadoria será necessária para garantir que os materiais gerados pela IA estejam corretos e façam sentido. Mas a agilidade pode ser um ativo importante nos negócios. Existe a possibilidade de queda na demanda por algum serviço ou desvantagem para quem não se atualizar. Alex Collmer, CEO da Vidmob, startup que usa solução baseada em inteligência artificial para ajudar nas decisões criativas de produção de conteúdo de grandes marcas nas redes sociais, avalia que a IA realiza melhor alguns trabalhos, mas isso criará novos papéis para os profissionais:

—Se você pensa que a IA vai roubar o seu emprego, está enganado. Mas alguém que a usa melhor do que você poderá fazê-lo. Este novo campo de análise criativa vai levar a muitos milhares de empregos altamente remunerados nos próximos anos, que trarão enorme valor para quem os contrata e usa sua produção.

SETOR VIVE CORRIDA DE BIG TECHS DISPUTA MULTIPLICA INVESTIMENTOS

De gigantes do mundo da internet a enxutas startups com ideias disruptivas, todos querem uma fatia do mercado do que promete ser a nova fronteirada inteligência artificial(IA). O desenvolvimento de modelos mais refinados nos últimos anos e o frenesi em torno do ChatGPT alimentam uma onda de investimentos no setor.

Há poucos dias, a Microsoft anunciou aporte de mais US$ 10 bilhões na OpenAI, detentora do Dall-E-2 e do ChatGPT. Este último é apontado como o primeiro rival capaz de ameaçar a liderança do Google, que há 20 anos consolidou seu império de buscas on-line. A empresa fundada por Bill Gates já havia investido US$ 1 bilhão na OpenAI em 2019. Para contra-atacar, o Google voltou às origens, recorrendo aos fundadores, Larry Page e Sergey Brin, para tirar da gaveta dezenas de projetos de inteligência artificial neste ano.

Em 2022, investidores de capital de risco injetaram ao menos US$ 1,37 bilhão em 78 negócios ligados à inteligência artificial generativa — capaz de produzir conteúdo. O volume é quase o total aplicado no segmento nos últimos cinco anos, segundo dados do PitchBook, empresa de pesquisa que fornece dados de investimentos.

O tema é tão central que o Departamento de Comércio dos EUA mapeou hubs globais de inteligência artificial fora dos EUA e informou que o financiamento global de IA dobrou para US$ 66,8 bilhões em 2021. No total, 65 empresas do setor atingiram valor de mercado de mais de US$ 1 bilhão, patamar recorde.

Outros modelos de linguagem, como o LaMDA (sigla em inglês para Modelo de Linguagem para Aplicativos de Diálogo), do Google, e o OPT-175B, da Meta, buscam seu lugar ao sol. O contexto é favorável. A intensa produção de dados pelos usuários na web, as pressões por regulação de big techs e a recente onda de demissões exigem ganho de escala e produtividade:

—As empresas colocam a IA como agenda central. Há cinco anos, os resultados eram precários e o acesso, baixo. Hoje, qualquer usuário pode criar algo com a inteligência artificial a qualquer momento. E, quando você toca o mainstream, está em vias de impactar milhões de pessoas. Cria-se um mercado grande que pode ser alcançado — resume Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação.

Nova fronteira da inteligência artificial desafia big techs. Robôs como ChatGPT põem em xeque exclusividade humana da criatividade

A evolução tecnológica vem quebrando uma barreira até há pouco não imaginada. Robôs capazes de executar atividades ligadas à criação, pretensamente indissociáveis do cérebro humano, começam a se popularizar. São ferramentas que podem produzir arte, como música ou pintura em estilos pré-demandados, ou redigir textos acadêmicos e profissionais. A plataforma ChatGPT superou a marca de um milhão de usuários em cinco dias e vem sendo considerada a primeira ameaça real à liderança do Google. O cenário disparou uma corrida por investimentos na área. O avanço da inteligência artificial tem reflexos no ensino e em direitos autorais.

Escrever um livro, criar uma peça publicitária, compor uma música, formular respostas para uma prova de residência médica ou um texto para o MBA e até produzir uma obra de arte. Atividades ligadas à criatividade que eram consideradas exclusivas da capacidade humana já podem ser executadas por máquinas baseadas em inteligência artificial em poucos segundos. E parte das ferramentas está a um clique de todos.

A mais popular é o Chat GPT, espécie de robô virtual (chatbot) capaz de gerar conteúdos escritos, com base em probabilidade e padrões, a partir de um sistema de Inteligência Artificial (IA) alimentado por gigantescas bases de dados. O chatbot conversa com o usuário e, diferentemente de assistentes virtuais ou robôs de telemarketing, suas respostas se assemelham às humanas.

Em apenas cinco dias, o ChatGPT, lançado pelo laboratório de pesquisa OpenAI em novembro, superou a marca de um milhão de usuários, em uma demonstração do quanto a inteligência artificial pode mudar a forma como nos relacionamos coma internet e a produção de conhecimento. Não à toa, as big techs vivem um acorrida para assumir a liderança dessa nova etapa.

Outra ferramenta que ganha espaço é o Dall-E-2 (junção dos nomes de Salvador Dalí e do personagem WALL-E), também da OpenAI. Ela gera imagens, desde releitura de obras de arte até um design único em 3D. Basta que o usuário descreva o que procura.

Mas até que ponto as ferramentas já substituem a criatividade humana? O GLOBO testou diversos campos da criação. Veja abaixo o resultado.

Semana Pedagógica -2023

 


sábado, 28 de janeiro de 2023

ChatGPT




Foi perguntado ao ChatGPT(plataforma de inteligência artificial inaugurada em novembro de 2022) o que um professor precisa para ser um profissional de respeito, e a resposta recebida foi esta:

Para ser um professor respeitado, algumas características importantes incluem: conhecimento profundo do assunto que está ensinando, habilidade para comunicar de forma clara e eficaz, capacidade de se relacionar com os alunos e entender suas necessidades, habilidade para inspirar e motivar os alunos, e comprometimento com a educação e o desenvolvimento dos alunos. Além disso, é importante que os professores sejam dedicados a continuar aprendendo e se desenvolvendo profissionalmente.