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sábado, 22 de agosto de 2026

Tire Suas Dúvidas Sobre Aposentadoria: IPMCC Promove Encontro de Esclarecimento para Servidores Municipais.


Planejamento e Direitos: O Futuro do Servidor Público em Pauta em Carlos Chagas

Construir uma carreira no serviço público é dedicar anos ao desenvolvimento da nossa comunidade. Mas quando pensamos no amanhã, você sabe exatamente quais são os seus direitos e os passos necessários para uma aposentadoria tranquila e segura?

Informação clara é a chave para planejar o futuro com estabilidade. Por isso, o Instituto de Previdência do Município de Carlos Chagas (IPMCC) convida todos os servidores públicos municipais efetivos, aposentados e pensionistas para um encontro essencial de esclarecimento e orientação.

Por que a sua presença é fundamental?

  • Esclarecimento Direto: Entenda as regras, direitos e procedimentos atualizados sobre aposentadorias e pensões.

  • Planejamento de Futuro: Tire dúvidas práticas sobre a transição para a inatividade com segurança jurídica e financeira.

  • Espaço de Diálogo: Um momento pensado para ouvir o servidor e fortalecer a transparência da previdência municipal.

Detalhes do Encontro

  • Data: 03 de setembro de 2026 (quinta-feira)

  • Horário: 19h

  • Local: Biblioteca Municipal (3º andar)

  • Público-alvo: Servidores efetivos, aposentados e pensionistas da rede municipal de Carlos Chagas

Cuidar do que foi construído ao longo de anos de dedicação é um compromisso de todos nós. Não deixe para tirar suas dúvidas depois: participe, informe-se e compartilhe este convite com seus colegas de trabalho.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Reunião de gestores define calendário escolar e confirma JECC Kidds para outubro!

 


Reunião de gestores define calendário escolar e confirma JECC Kidds para outubro

Encontro realizado em 18 de agosto estabeleceu reposições, sábados letivos, recesso escolar e atividades pedagógicas para o segundo semestre de 2026

A Secretaria Municipal de Educação de Carlos Chagas realizou, no dia 18 de agosto de 2026, uma reunião com os gestores das escolas municipais para definir importantes ações do calendário escolar do segundo semestre. O encontro aconteceu na Sala de Reuniões da Secretaria Municipal de Educação e tratou da recomposição dos dias letivos, da realização de projetos interdisciplinares e da organização dos Jogos Escolares de Carlos Chagas destinados aos estudantes dos anos iniciais.

Entre as principais definições está a realização do JECC Kidds, marcada para a semana de 26 a 30 de outubro de 2026. O evento envolverá todas as escolas municipais e representará a vez das crianças dos anos iniciais participarem dos Jogos Escolares de Carlos Chagas.

A proposta é proporcionar momentos de integração, convivência, aprendizagem e incentivo à prática esportiva, garantindo às crianças a oportunidade de vivenciar o esporte em um ambiente educativo, inclusivo e colaborativo.

Reposição das aulas suspensas em 29 de junho

Também ficou definido que o dia 29 de agosto de 2026, sábado, será destinado à reposição da carga horária correspondente às aulas do turno vespertino suspensas em 29 de junho, em razão do jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

Na data, as escolas promoverão um Encontro com os Pais, com a participação dos estudantes. A presença dos alunos, o cumprimento da carga horária e os respectivos registros serão necessários para que a atividade seja validada como dia letivo.

A reposição atende ao artigo 13 da Resolução SEE nº 5.222/2025, que determina a imediata reposição dos dias letivos e da carga horária quando houver interrupção das atividades escolares programadas.

Dia 19 de novembro será recesso escolar

Outra definição foi a inclusão do dia 19 de novembro de 2026, quinta-feira, como recesso escolar decorrente da adequação do calendário.

O dia 7 de setembro, inicialmente considerado feriado, será computado como dia letivo devido à participação das escolas no desfile cívico. Dessa forma, substituirá o dia letivo anteriormente previsto para 19 de novembro, sem redução dos 200 dias letivos e da carga horária anual obrigatória.

Para a validação do dia 7 de setembro como letivo, as atividades deverão estar integradas ao Projeto Político-Pedagógico das escolas, contar com a participação dos estudantes e possuir os devidos registros de frequência dos alunos e servidores.

Projeto “Empreendedores do Futuro” será realizado em setembro

O dia 12 de setembro de 2026 será sábado letivo correspondente a uma segunda-feira. Na ocasião, todas as escolas desenvolverão o Projeto Interdisciplinar “Empreendedores do Futuro”, envolvendo a Educação Infantil e os ensinos fundamentais I e II.

A programação será a culminância do trabalho realizado em sala de aula a partir dos quadrinhos Empreendedores do Futuro. Cada escola ficará responsável por elaborar sua programação pedagógica, assegurar a participação dos estudantes e registrar a frequência e as atividades desenvolvidas.

Sábado letivo de dezembro abordará a Consciência Negra

A reunião também confirmou o dia 12 de dezembro de 2026 como sábado letivo, correspondente a uma quinta-feira. A orientação é que as escolas organizem um projeto interdisciplinar relacionado à Consciência Negra.

Para que a data seja validada como dia letivo, deverão ser garantidos o cumprimento da carga horária, a participação dos estudantes, o desenvolvimento de atividades pedagógicas e os respectivos registros de frequência e conteúdo.

As definições foram formalizadas no Memorando-Circular nº 02/2026/SME e buscam assegurar o cumprimento da legislação educacional, a organização do calendário e a continuidade das atividades pedagógicas da Rede Municipal de Educação de Carlos Chagas.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

O Espelho: as duas almas que carregamos


🪞 O Espelho: as duas almas que carregamos

O conto de Machado de Assis que me fez refletir sobre identidade, reconhecimento e sobre aquilo que sustenta a imagem que construímos de nós mesmos

A leitura de O Espelho, de Machado de Assis, é profundamente arrebatador. Mais uma vez, fiquei impressionado com a beleza da escrita machadiana e com sua capacidade de transformar uma situação aparentemente simples em uma reflexão profunda e inquietante sobre quem somos.

Publicado originalmente em 1882, o conto apresenta uma ideia que permaneceu ecoando em mim: a de que cada pessoa possui duas almas.

Uma delas é a alma interior, ligada ao que somos intimamente. A outra é a alma exterior, formada pelo olhar das pessoas, pelas funções que exercemos, pelas posições que ocupamos e pela maneira como somos reconhecidos socialmente.

Essa provocação de Machado de Assis me levou a algumas perguntas:

Até que ponto sabemos quem realmente somos?

O que acontece quando perdemos aquilo que nos confere importância diante das outras pessoas?

Continuamos sendo os mesmos quando ninguém está nos olhando?

São perguntas que atravessam o conto, mas também atravessam a nossa própria existência. Muitas vezes, sem percebermos, permitimos que um cargo, um título, uma profissão, uma posição social ou a aprovação dos outros se torne parte essencial da imagem que construímos de nós mesmos.

Não quero revelar muito da história, porque parte da beleza de O Espelho está justamente na descoberta. Posso apenas adiantar que um espelho antigo, uma farda e um período de profundo silêncio conduzem o leitor a um desfecho tão simbólico quanto surpreendente.

Machado de Assis não oferece respostas prontas. Ele coloca o espelho diante de nós e nos convida a olhar. Entretanto, talvez a imagem refletida não seja tão simples quanto imaginávamos.

É um conto breve, mas daqueles que permanecem conosco muito depois da última linha. Recomendo sua leitura e já faço um alerta: depois de conhecer a história de Jacobina, talvez você nunca mais olhe para um espelho da mesma maneira.

Leia o conto completo

📖 Clique aqui para ler “O Espelho”, de Machado de Assis

Ao terminar a leitura, deixe sua reflexão nos comentários:

O que sustenta a imagem que você tem de si mesmo?

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Minas Gerais abre inscrições para Certificação de Diretores de Escolas Estaduais.


Minas Gerais abre inscrições para Certificação de Diretores de Escolas Estaduais. 

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) publicou o Edital nº 09/2026, que abre o processo de Certificação Ocupacional de Diretor de Escola Estadual. A certificação é pré-requisito para participar dos processos de escolha de diretores das escolas estaduais, mas não garante nomeação para o cargo.

As inscrições estão abertas de 14 a 21 de agosto de 2026 e devem ser realizadas exclusivamente pela plataforma do CAEd/UFJF.

Link para inscrição:

Podem participar Professores de Educação Básica e Especialistas em Educação Básica, efetivos, estáveis ou contratados temporariamente, com vínculo ativo ou que tenham mantido vínculo com a Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais nos últimos 12 meses. Também é exigida formação superior conforme os critérios estabelecidos no edital.

O processo contará com curso online facultativo de 20 horas, além de prova objetiva e discursiva. A avaliação será realizada em 27 de setembro de 2026, das 8h às 12h.

Para os profissionais da nossa região, é importante destacar que os candidatos vinculados à SRE de Teófilo Otoni realizarão a prova em Teófilo Otoni.

Os interessados devem ficar atentos ao prazo, ler o edital completo e realizar a inscrição até 21 de agosto.

Professores dos Anos Iniciais são convidados para formação gratuita em História e Geografia

 


Professores dos Anos Iniciais são convidados para formação gratuita em História e Geografia

A Secretaria Municipal de Educação de Carlos Chagas convida todos os professores dos Anos Iniciais da Rede Municipal de Ensino a participarem de mais um encontro da Jornada Pedagógica Trilhares, promovida pela Rona Editora.

A formação terá como tema “História e Geografia nos Anos Iniciais: temas, métodos e estratégias para a sala de aula” e será conduzida por Gisella de Amorim e Dadá Albuquerque, autoras da Coleção Trilhares de História e Geografia.

Uma oportunidade para fortalecer a prática pedagógica

O encontro apresentará conhecimentos e estratégias que poderão ser aplicados diretamente no planejamento e no cotidiano da sala de aula. Entre os assuntos abordados estão:

  • fontes e sujeitos históricos;

  • cotidiano e população brasileira;

  • aula de campo e estudo do meio;

  • alfabetização e letramento cartográfico;

  • metodologias e técnicas de ensino;

  • planejamento estratégico das aulas;

  • objetivos de aprendizagem e habilidades da BNCC;

  • interdisciplinaridade entre História e Geografia;

  • planos de aula e sequências didáticas.

Participar dessa formação é uma oportunidade de ampliar conhecimentos, conhecer novas possibilidades metodológicas e aperfeiçoar práticas que tornem as aulas de História e Geografia mais significativas, investigativas e próximas da realidade dos estudantes.

Confira a programação

📅 Data: 17 de agosto de 2026, segunda-feira
Horário: 19h
💻 Participação: gratuita
📄 Certificado de participação

Faça sua inscrição

A formação continuada é essencial para quem acredita que a aprendizagem dos estudantes também se fortalece quando o professor tem acesso a novos conhecimentos, metodologias e experiências.

Por isso, convidamos cada professor dos Anos Iniciais a reservar esse momento em sua agenda e realizar sua inscrição. Será uma oportunidade valiosa de aprendizagem, reflexão e troca de experiências, com conteúdos diretamente relacionados às demandas da sala de aula.

Não deixe para depois. Faça sua inscrição e participe conosco desta jornada de formação!

👉 CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE

Após a participação, o professor deverá protocolar o certificado na Prefeitura Municipal de Carlos Chagas, para que o documento seja arquivado em sua pasta funcional.

A Secretaria Municipal de Educação reafirma seu compromisso com a valorização profissional e incentiva a participação de todos os professores dos Anos Iniciais.

Inscreva-se, participe e transforme novos conhecimentos em melhores oportunidades de aprendizagem para nossos estudantes!

sábado, 1 de agosto de 2026

Tenente Fernando: uma despedida marcada pela gratidão e pelo reconhecimento!

Tenente Fernando se despede de Carlos Chagas 
Fotos de alguns momentos do trabalho do Tenente com a Educação:

Na última sexta-feira, 31 de julho de 2026, recebemos na Secretaria Municipal de Educação a visita do Tenente Fernando. Dessa vez, porém, sua presença teve um significado especial: ele veio se despedir, pois deixará Carlos Chagas para retornar a Belo Horizonte.

Em suas palavras, disse que está deixando amigos em nossa cidade. E nós também sentimos que não estamos apenas nos despedindo de um profissional da segurança pública, mas de uma pessoa acessível, acolhedora e sempre disposta a atender às necessidades das nossas escolas.

Mesmo sendo um jovem policial, o Tenente Fernando cumpriu com excelência a missão de zelar pela segurança da população de Carlos Chagas, reduzindo índices de violência. Durante sua atuação no município, demonstrou compromisso, responsabilidade e respeito pelas pessoas. Em um encontro com os diretores das escolas municipais, tivemos a oportunidade de aprender com ele importantes estratégias de prevenção à violência no ambiente escolar, fortalecendo a parceria entre a Polícia Militar e a Educação na construção de escolas cada vez mais seguras e acolhedoras.

Em nome da Educação Municipal, agradeço sinceramente por sua passagem por Carlos Chagas e por todo o apoio dedicado às nossas escolas. Que Deus o proteja, ilumine seus caminhos e o abençoe nesta nova etapa de sua vida profissional.

Tenente Fernando, não se esqueça de nossa cidade. Leve Carlos Chagas em um pedacinho do seu coração, pois aqui ficam pessoas que reconhecem o seu trabalho e guardarão com carinho a sua amizade.

Muito obrigado por tudo, Tenente Fernando! 

Deodato Gomes Costa

terça-feira, 28 de julho de 2026

Carlos Chagas realiza II Encontro de Motoristas e Monitores do Transporte Escolar!



                       No 1º encontro contamos com a Polícia Rodoviária Federal

                   Todas imagens do 1º encontro aqui neste link: https://photos.app.goo.gl/szdvF4N1ieucirs86

Carlos Chagas realiza II Encontro de Motoristas e Monitores do Transporte Escolar

Formação reunirá profissionais da rede municipal e estadual para discutir segurança, proteção dos estudantes e inteligência emocional

A Prefeitura Municipal de Carlos Chagas, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizará, nos dias 31 de julho e 1º de agosto de 2026, o II Encontro de Motoristas e Monitores do Transporte Escolar. As atividades acontecerão no 3º piso do Polo UAB e reunirão diferentes profissionais que atuam direta ou indiretamente no atendimento, no acompanhamento e na proteção dos estudantes transportados.

Estão chamados a participar os motoristas da frota própria municipal, motoristas terceirizados das empresas TECC e IDEAL Transportes, monitores do transporte escolar, motorista da APAE, diretores e vice-diretores das escolas municipais, diretores das escolas estaduais, representantes da Creche Pezinhos no Chão e da APAE, membros do Conselho Tutelar, técnicos da Secretaria Municipal de Educação e demais profissionais envolvidos na organização e na segurança do transporte escolar.

A programação terá início na sexta-feira, 31 de julho, com a formação “Rotas da Liderança: Inteligência Emocional para Motoristas do Transporte Escolar”, conduzida pela consultora Norma Ribeiro Sant’Anna, graduada em Psicologia pela FUMEC e pós-graduada em Pedagogia Empresarial. O tema propõe uma reflexão sobre equilíbrio emocional, liderança, relações interpessoais e tomada de decisões no cotidiano do transporte de estudantes.

No sábado, 1º de agosto, será realizada a programação geral do encontro. A abertura oficial será feita pelo prefeito municipal José Amadeu Nanayoski Tavares, reforçando o compromisso da Administração Municipal com a qualificação dos profissionais e com a segurança dos estudantes atendidos pelo transporte escolar.

Entre os temas abordados estará “Transporte escolar seguro: responsabilidade, prevenção e proteção”, conduzido pela Polícia Militar Rodoviária Estadual. A formação discutirá medidas preventivas, condutas responsáveis e cuidados indispensáveis para garantir deslocamentos mais seguros.

Outro tema será “Prevenção da violência contra crianças e adolescentes no transporte escolar”, apresentado pela delegada de Polícia Civil Dra. Tayná Cunha do Canto Maia. A abordagem destacará a responsabilidade dos profissionais na identificação de situações de risco, na proteção dos estudantes e no fortalecimento da rede de garantia de direitos.

No período da tarde, a formação sobre inteligência emocional será destinada aos motoristas terceirizados das empresas TECC e IDEAL Transportes, ao motorista da APAE e aos membros do Conselho Tutelar.

O encontro parte do entendimento de que o transporte escolar não se limita ao deslocamento entre a residência e a escola. Ele constitui parte fundamental da política de acesso e permanência dos estudantes na educação, exigindo responsabilidade, atenção, equilíbrio emocional, atuação preventiva e compromisso permanente com a proteção das crianças e dos adolescentes.

Ao reunir motoristas, monitores, gestores escolares, forças de segurança, Conselho Tutelar e técnicos da Educação, o Município fortalece a integração entre os diferentes profissionais que compartilham a responsabilidade de garantir um transporte escolar cada vez mais seguro, humanizado e comprometido com o direito de aprender.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Professor Flávio e professora Paula tomam exercício e fortalecem a educação municipal de Carlos Chagas

A educação municipal de Carlos Chagas ganhou, nesta semana, mais dois importantes reforços. Tomaram exercício na Secretaria Municipal de Educação o professor Flávio, da área de Educação Física, e a professora Paula.

Para o professor Flávio, esse momento representa o início de sua carreira na educação. Ele chega à Rede Municipal de Ensino trazendo disposição, entusiasmo e o desejo de contribuir para o desenvolvimento integral dos estudantes por meio da Educação Física.

Para a professora Paula, a efetivação representa a consolidação de uma trajetória construída ao longo de muitos anos de dedicação à educação. Veterana na profissão e reconhecida pelo trabalho desenvolvido junto aos estudantes, ela vê chegar o momento tão esperado de assumir um cargo efetivo na Rede Municipal de Ensino.

A chegada dos educadores foi recebida com entusiasmo pela equipe da Secretaria Municipal de Educação. São duas trajetórias diferentes que agora se encontram em um mesmo propósito: fortalecer a aprendizagem e oferecer uma educação pública cada vez melhor às crianças e aos adolescentes de Carlos Chagas.

Para mim, o ingresso dos novos servidores simboliza tanto a esperança de quem inicia uma caminhada quanto o reconhecimento de quem já dedicou muitos anos à profissão.

Recebemos o professor Flávio, que inicia agora sua carreira na educação, trazendo sonhos, energia e vontade de aprender e contribuir. Ao mesmo tempo, celebramos a efetivação da professora Paula, uma profissional experiente, que há muitos anos se dedica ao ensino e que agora conquista, com merecimento, a estabilidade no serviço público. São histórias diferentes, unidas pelo mesmo compromisso com nossos estudantes”, destacou.

Expresso sempre esta mensagem de acolhimento e motivação:

“Venham e tragam a alegria de auxiliar Deus na construção de pessoas. Transformem problemas em desafios e oportunidades. Na educação não há espaço para lamentações, mas para trabalho, esperança e transformação.”

“Professor talvez não seja a profissão que enriquece financeiramente, mas é uma carreira em que jamais faltam propósito, dignidade e significado. É a profissão da solidariedade social, da construção de sonhos e do amor ao próximo, como tão bem ensinou o patrono da educação brasileira, Paulo Freire.

Com a chegada do professor Flávio e a efetivação da professora Paula, a Rede Municipal de Ensino reafirma seu compromisso com a valorização dos profissionais da educação e com a aprendizagem e a formação integral dos estudantes de Carlos Chagas.

domingo, 26 de julho de 2026

Mito, rito e magia: quando representar também era fazer acontecer!


Esta imagem pode ser explicada como um exemplo da relação entre mito, rito e magia nas sociedades tradicionais.

A pintura rupestre representa mulheres bosquímanas da África do Sul dançando disfarçadas de animais que seriam caçados pelos homens. Essa dança não tinha apenas a finalidade de divertir ou imitar os animais. Ela integrava um ritual por meio do qual o grupo procurava agir simbolicamente sobre a realidade e garantir o sucesso da caça.

Na consciência mítica, não existe uma separação rígida entre o natural e o sobrenatural. A representação de uma ação pode ser entendida como uma maneira de influenciar o seu resultado. Assim, ao reproduzir os movimentos e as formas dos animais antes da caçada, a comunidade acreditava antecipar simbolicamente aquilo que desejava que acontecesse.

A imagem também evidencia o caráter coletivo do mito. A caça não era vista somente como uma atividade individual dos homens, mas como uma ação de toda a comunidade. Enquanto eles caçavam, as mulheres participavam por meio da dança ritual. Cada integrante desempenhava uma função para assegurar a alimentação e a sobrevivência do grupo.

Pode explicar esta imagem desta forma:

“Esta imagem mostra que, para os povos tradicionais, o mito não era simplesmente uma história inventada. Ele orientava ações concretas da comunidade. As mulheres dançavam caracterizadas como os animais que seriam caçados porque acreditavam que o ritual poderia favorecer a caça. A dança possuía, portanto, um sentido mágico e sagrado. Ela expressava a tentativa humana de compreender e dominar simbolicamente uma realidade marcada pela insegurança e pela dependência da natureza.”

Em síntese, a imagem demonstra três aspectos importantes do texto:

  • Mito: oferece uma interpretação simbólica da realidade.

  • Rito: transforma essa crença em uma ação coletiva, como a dança.

  • Magia: procura influenciar antecipadamente o resultado da caça.

Portanto, sua principal mensagem é: na consciência mítica, representar simbolicamente um acontecimento também significa participar dele e tentar fazê-lo acontecer.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

“A Odisseia” chega aos cinemas: uma obra que todo professor deveria conhecer

 

O épico percurso de Odisseu pelo Mediterrâneo. Fonte: Dimitrios Karamitros / Getty Images

“A Odisseia” chega aos cinemas: uma obra que todo professor deveria conhecer

A estreia de “A Odisseia”, dirigida por Christopher Nolan, já aconteceu no Cine Teca. Com aproximadamente três horas de duração, o filme leva às telas uma das obras mais importantes da literatura ocidental. Estou apenas aguardando a primeira oportunidade para assistir. Para nós, professores, este é um filme que não pode passar despercebido.

A Odisseia é um poema épico da Grécia Antiga, atribuído a Homero. A obra narra a longa viagem de Odisseu, rei de Ítaca, que tenta retornar à sua terra natal após combater durante dez anos na Guerra de Troia.

A autoria do poema, entretanto, ainda provoca debates. É a chamada “questão homérica”: embora tradicionalmente atribuída a Homero, alguns estudiosos consideram a possibilidade de o texto ter sido construído a partir das contribuições de diferentes autores e tradições orais.

Com mais de 12 mil versos, aproximadamente 121 mil palavras e 24 cantos, A Odisseia não é uma leitura simples. A quantidade de personagens, lugares, deuses e criaturas mitológicas pode dificultar a compreensão de quem inicia a obra sem algum conhecimento prévio. É preciso estar motivado para avançar na leitura sem desistir.

Por isso, não é recomendável assistir ao filme de três horas sem preparação. Como sugere Leandro Karnal, uma boa estratégia é estudar inicialmente o enredo na Wikipédia e, depois, solicitar a uma ferramenta de inteligência artificial um resumo dos principais acontecimentos. Esse contato preliminar ajuda a compreender os personagens, os lugares e os nomes presentes no poema.

A narrativa aborda separação, coragem, lealdade, perseverança e a importância de permanecer fiel aos próprios objetivos. Também apresenta a atuação constante de deuses e criaturas mitológicas sobre o destino humano.

A influência dessa tradição permanece em nossa linguagem. Expressões como “canto da sereia”, “calcanhar de Aquiles” e “esforço homérico” atravessaram os séculos e continuam presentes em nosso cotidiano, mesmo quando desconhecemos suas origens.

A obra já recebeu outras adaptações, entre elas o filme Ulisses, de 1954, protagonizado por Kirk Douglas, e uma minissérie televisiva lançada em 1997. Agora, a versão de Christopher Nolan apresenta Matt Damon como Odisseu, Anne Hathaway como Penélope e Zendaya como a deusa Atena.

Ler, pesquisar e conhecer previamente A Odisseia poderá tornar a experiência cinematográfica muito mais rica. Fica o convite, especialmente aos professores: preparem-se, conheçam essa história e não deixem de assistir ao filme.

sábado, 18 de julho de 2026

A Leitura como urgência civilizatória-Por Renato de Sá Teles!

 

A Arte da Leitura Profunda: Para ilustrar nosso novo post, escolhemos esta representação abstrata onde os livros deixam de ser objetos físicos e se tornam caminhos, pontes e portais. Em um mundo fragmentado por telas e pixels (representados nas bordas), o turbilhão central de histórias e ideias é o que nos ancora, gerando empatia, cidadania e imaginação. Ler não é apenas decodificar palavras; é o ato civilizatório que nos move em direção à luz do conhecimento.
A Leitura como urgência civilizatória-Por Renato de Sá Teles

Há algo de perturbador no ar – não exatamente o barulho, mas o silêncio. O silêncio das páginas que deixaram de ser viradas. No Brasil, a 6.ª edição da pesquisa Retratos da Leitura, divulgada em 2024 pelo Instituto Pró-Livro, indica que apenas 47% da população com cinco anos ou mais pode ser considerada leitora, uma perda de 6,7 milhões de leitores em relação a 2019. Poderíamos relativizar esse quadro dizendo que as pessoas continuam lendo mensagens, manchetes e publicações nas redes sociais. Mas há uma diferença decisiva entre o consumo apressado de fragmentos e a leitura profunda, aquela que exige atenção, continuidade, imaginação e reflexão. É justamente dessa leitura que estamos nos afastando.

A leitura não é apenas uma habilidade escolar. É uma prática formadora, um exercício de liberdade e uma condição essencial para a vida democrática. Ler amplia o vocabulário, fortalece a argumentação e permite que cada pessoa ultrapasse os limites de sua própria experiência. Quem lê conversa com outras épocas, outras culturas e outras formas de existir. Ao mergulhar num romance, o leitor exercita a empatia; ao enfrentar um ensaio, aprende a organizar ideias; ao acompanhar um poema, descobre nomes para sentimentos que antes pareciam confusos. Estudos em psicologia cognitiva sugerem que a leitura literária pode favorecer a teoria da mente – a capacidade de compreender emoções e perspectivas alheias.

A leitura desperta paixões e muda trajetórias. Nelson Mandela encontrou nos livros uma forma de resistência moral durante os 27 anos em que esteve preso. Malcolm X a transformou em instrumento de libertação pessoal e política. Em escala cotidiana, milhões de pessoas descobrem vocações, reorganizam escolhas e encontram consolo pela palavra escrita. Há evidências de que ler contribui para o bem-estar emocional: um estudo de 2009 da Mindlab International, associada à Universidade de Sussex, apontou redução expressiva de estresse após poucos minutos de leitura.

As consequências do declínio da leitura ultrapassam o plano individual. Uma sociedade que lê menos tende a interpretar pior, argumentar pior e participar menos criticamente da vida pública. Em tempos de excesso de informação e discursos simplificadores, a leitura profunda torna-se resistência intelectual: ela ensina a comparar versões, perceber nuances e sustentar argumentos. O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2022 revelou que o Brasil obteve 410 pontos em leitura, bem abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) (476 pontos), indicando uma crise não apenas quantitativa, mas qualitativa – com dificuldades reais de compreensão e uso crítico da informação. Quando a leitura enfraquece, enfraquece também a capacidade coletiva de defender a democracia.

O diagnóstico é grave, mas não irreversível. A escola precisa assumir a leitura como eixo estruturante da formação, e não como atividade eventual ou subordinada à prova. São necessários tempos regulares de leitura livre, rodas de conversa, clubes de leitura e projetos que aproximem crianças e jovens de obras literárias, científicas e filosóficas. Teatro, cinema, quadrinhos, podcasts e bibliotecas digitais podem ser portas de entrada para o livro. O fundamental é que o texto não seja reduzido a pretexto para exercícios mecânicos. Ler precisa ser experiência, encontro e prazer – e também política de Estado.

Experiências internacionais confirmam que ações consistentes produzem resultados duradouros. A Finlândia construiu uma cultura leitora apoiada em bibliotecas fortes, formação docente sólida e letramento como política nacional. A Estônia, destaque europeu no Pisa 2022, combina valorização docente, tecnologia planejada e atenção à equidade. A lição é clara: leitura exige continuidade, acesso real ao livro e professores valorizados.

No Brasil, a urgência é ainda maior diante das desigualdades históricas. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Educação 2024, o País ainda conta com 9,1 milhões de pessoas não alfabetizadas com 15 anos ou mais. A defesa da leitura não pode se limitar à celebração abstrata da literatura: precisa envolver alfabetização plena, bibliotecas em comunidades vulneráveis, mediadores de leitura e políticas públicas que cheguem a quem mais precisa.

Num tempo em que a atenção humana é capturada por algoritmos projetados para manter o usuário em rolagem interminável, ler é um ato de resistência. Celulares e redes sociais não precisam ser inimigos da leitura – podem hospedar clubes virtuais, audiolivros e campanhas de formação leitora. O problema não está na tecnologia em si, mas no empobrecimento da atenção, da linguagem e da reflexão. Quando famílias, professores e autoridades valorizam a leitura, transmitem uma mensagem essencial: o conhecimento importa.

A leitura salva e transforma porque oferece ao ser humano uma segunda vida: a vida interior. Há livros que funcionam como espelhos; outros, como janelas; outros ainda, como pontes. Se o número de leitores continuar caindo, o prejuízo não será apenas educacional – será cultural, social e civilizatório. Por isso, incentivar a leitura não é luxo nem nostalgia. É uma urgência nacional. Tarefa da escola, da família, do Estado, das universidades, das bibliotecas e de cada cidadão.

Bibliografia

TELES, Renato de Sá. A leitura como urgência civilizatória. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 147, Espaço Aberto, p. A4, 16 jul. 2026.