Bullying

terça-feira, 7 de abril de 2026

O Silêncio das Telas e o Grito da Infância: Reflexões de um Pedagogo depois de ouvir uma palestra!

O Silêncio das Telas e o Grito da Infância: Reflexões de um Pedagogo

Por: Deodato Gomes Costa

No último dia 06 de abril, em Belo Horizonte, tive o privilégio de acompanhar a palestra magna do pediatra Daniel Becker. Como pedagogo e entusiasta do chão da escola, saí do auditório não apenas com dados técnicos, mas com uma inquietação profunda que transborda as paredes da sala de aula e invade o cerne da nossa humanidade.

Becker nos apresentou um diagnóstico severo: vivemos a era da "Infância Enclausurada". O que antes era o espaço do encontro — a rua, a praça, o recreio de correr — foi substituído pelo brilho hipnótico das telas. E, como educadores, precisamos encarar a verdade: a tecnologia, que nos prometeu conexão infinita, está gerando um isolamento sem precedentes.

A Captura da Atenção

O que mais me tocou na fala de Becker foi a desmistificação do "uso inofensivo". Ele nos mostrou que não se trata apenas de distração; existe uma engenharia de design persuasivo feita para viciar. Quando entregamos um smartphone a uma criança pequena, estamos oferecendo uma "metralhadora de dopamina" para um cérebro que ainda não possui o "freio" do córtex pré-frontal desenvolvido.

O resultado? Uma geração com dificuldade crônica de foco, onde a leitura profunda e o raciocínio abstrato perdem espaço para o estímulo fragmentado do scroll infinito. Como ensinar a paciência do aprendizado em um mundo de satisfação instantânea?

A Erosão da Empatia e o Papel do Exemplo

Outro ponto nevrálgico da palestra foi a "distração parental". Becker foi cirúrgico: a criança não compete apenas com o seu próprio jogo, ela compete com o celular dos pais pela atenção deles. Esse "deserto de olhar" atrofia a empatia. A pedagogia nos ensina que o aprendizado é, antes de tudo, um vínculo afetivo. Se não há olhar, o vínculo se esgarça; se o vínculo se esgarça, a autoridade pedagógica e familiar desmorona.

O Antídoto: Mais Pé no Chão, Menos Wi-Fi

A palestra não foi apenas um alerta, mas uma convocação. Precisamos resgatar o ócio, o tédio criativo e o contato com a natureza. Como secretário e professor, reforço a tese de Becker: a escola não pode ser apenas um depósito de conteúdos digitais. Ela deve ser o refúgio do real, o lugar do corpo em movimento, da mão na terra e do debate olho no olho.

Precisamos de uma "Dieta Digital" urgente. Não por tecnofobia, mas por amor à infância. Proteger o sono, garantir o brincar livre e, acima de tudo, desconectar para reconectar com quem está ao nosso lado.

Saí da palestra convencido de que o maior ato revolucionário que podemos fazer hoje por nossas crianças e adolescentes é oferecer-lhes a nossa presença plena. Menos telas, mais vida. Menos curtidas, mais abraços. A infância tem pressa de ser vivida no mundo real.


Gostou da reflexão? Como tem sido o desafio do uso de telas pelas crianças e adolescentes na sua casa ou na sua escola? 

Vamos conversar nos comentários.

sábado, 4 de abril de 2026

A RESSURREIÇÃO NO MEIO DE UMA SEXTA FEIRA SANTA PROLONGADA!

 



Nem o mais otimista pode negar que vivemos tempos sombrios e ameaçadores. Estamos dentro de um mundo sem regras e no interior do caos, sem termos a certeza de que esse caos possa ser generativo e não somente destrutivo. Agora, estamos sob a regência do caos destrutivo. Há uns 18 lugares de guerra, há muitos genocídios e ameaças de uso de armas de destruição em massa. Talvez nem se passem na Terra, mas no espaço por onde giram centenas de satélites, alguns carregados de armas mortíferas. Há ainda a ameaça de uma paralisação mundial cibernética, feita por uma das potências beligerantes. Tudo pode parar, celulares, aviões, carros, sistema elétrico e de comunicação. Todos ficamos de joelhos, reconhecendo a derrota

Estamos entregues a umas quatro ou cinco pessoas que podem deslanchar, em momentos de insanidade ou sob ameaça  existencial, como é o caso do presidente destinado dos EUA, uma guerra nuclear com armas atômicas estratégicas (não táticas), que pode produzir um inverno nuclear. Tal será a densidade de partículas na atmosfera que impediriam a penetração da luz solar. Os efeitos letais sobre a humanidade e a natureza (as plantas não produzirão mais oxigênio) são inimagináveis, beirando o desaparecimento da espécie humana.

Perguntamo-nos: como celebrar a Páscoa e a festa da ressurreição neste contexto? A maioria da humanidade vive alheia a estas ameaças, seja pela negação de informações por parte das mídias dos países hegemônicos do grande sistema imperante, seja por ignorância ou descaso. De todos os modos, com ameaças ou sem ameaças, a vida deve continuar com seus afazeres e trabalhos que garantem comida na mesa das pessoas. Viver sem se desesperar.

Amarras do espaço-tempo

Antes de mais nada, precisamos aclarar o que se entende por ressurreição. Não devemos confundi-la com a reanimação de um cadáver, como ocorreu com Lázaro (João 11, 1-44; O  Filho da Viúva de Naim, Lucas 7, 15; A Filha de Jairo Lucas 8, 41). Eles  voltaram à vida mortal que tinham antes e acabaram morrendo. Ressurreição significa outra coisa: uma transformação radical da existência histórica de Jesus de Nazaré, crucificado, morto e enterrado. Talvez São Paulo tenha expressado melhor o que significa ressurreição: a irrupção do “Novissimus Adam”(1 Cor 15, 45).

“Novissimus Adam” significa que nesse Crucificado se mostrou, em antecipação do homem novo, e qual é o futuro da vida: a total realização das possibilidades latentes dentro de cada um, de forma que ele pode ser considerado “o novo ser humano na plenitude de sua humanidade”. Esse ser novo assume a forma de existência do próprio Deus: omnipresença, libertação das amarras do espaço-tempo, com um tipo de vida imortal e eterna, jamais ameaçado pela morte. É pura vida em sua suprema expressão à semelhança do Deus vivo.

Moisés morreu, Isaías morreu, Sócrates morreu, Buda morreu, Zaratustra morreu, Confúcio morreu, Lao-Tsé morreu, Chuang-Tzu morreu. Jesus ressuscitou e vive entre nós, como o Cristo cósmico, presente em todos os espaços no céu e na Terra. De Moisés, se seguem os dez mandamentos; de Buda, as cinco virtudes básicas; de Confúcio, as virtudes do bom funcionário e assim de outros. Pensa-se menos nas pessoas e mais nas doutrinas que deixaram e que humanizam os seguidores.

De Jesus, se pensa na pessoa que ressuscitou e vive entre nós. Mais importante do que os textos do Novo Testamento, recolhidos após 30-40 anos de sua crucificação e de sua  ressurreição (compõem o livro do Novo Testamento) é a pessoa de Jesus que conta e com a qual entramos em comunhão como com um ser vivo e presente. Comungamos a totalidade de Jesus (em hebraico, corpo e sangue) pela Eucaristia. E internalizamos sua presença cósmica em todas as coisas.

Essa é a verdade fundamental do cristianismo: a ressurreição do Crucificado. Muitos na história foram crucificados. Mas com Jesus ocorreu algo inaudito que Teilhard de Chardin, paleontólogo que  soube articular a evolução com a fé, chamou de um fenômeno  cósmico “tremendous”. Outros dizem que a ressurreição é uma revolução dentro da   evolução: a emergência  antecipada, aventurada e ditosa do fim bom do ser humano e do universo do qual ele é parte.

Ninguém melhor do que o apóstolo Paulo testemunha a ressurreição dizendo: ”Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e vã a nossa fé. Seríamos também mentirosos… Mas, na verdade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos quem morrem… Em Cristo todos reviverão” (1 Coríntios 15, 13-15; 20;22).

Lugares sagrados

Por fim, permito-me um testemunho pessoal. Quando estive nos lugares santos na Palestina, em 1976, ocorreu um fato curioso. Sabemos que estes locais sagrados estão sempre apinhados de gente do mundo inteiro, que vêm visitá-los. Nunca alguém está só. Estive no santo sepulcro, lugar da ressurreição, sozinho, por 18 minutos contados. Para mim, foi um prêmio por ter escrito cerca de mil páginas sobre Jesus e todo um livro sobre A Ressurreição de Cristo e Nossa na Morte (Vozes). Nos meus escritos, sempre volto ao tema da ressurreição. É o que o cristianismo tem a oferecer, mais que os belos ensinamentos do Mestre.

Por mais dramática que se apresente a atual situação da humanidade, que criou para si os instrumentos de autodestruição, não podemos viver tristes. Depois que Cristo ressuscitou e mostrou qual é o nosso futuro bom e bem-aventurado, podemos ainda sorrir, brincar e dançar, como as criancinhas da Faixa de Gaza que escaparam do genocídio.

A Páscoa da ressurreição deste ano nos permite uma discreta alegria e confiança. A última página de nossa história não será escrita pela morte, mas pela ressurreição da vida até aquele momento em que nosso irmão Jesus ressuscitado também nos transformará à semelhança dele.








BOFF, Leonardo. A ressurreição no meio dE uma sexta-feira santa prolongada. Revista Liberta, 4 abr. 2026. Disponível em: <https://revistaliberta.com.br/digital/a-ressurreicao-no-meio-da-uma-sexta-feira-santa-prolongada/>. Acesso em: 4 abr. 2026.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

📊✨ Carlos Chagas avança na alfabetização e já supera meta prevista: um salto que transforma o presente e projeta o futuro!

👉 “Carlos Chagas deu um salto histórico em 2025 e agora segue em trajetória para atingir 80% de crianças alfabetizadas até 2030.  
Elaborado por Deodato Gomes Costa, tendo como fonte os dados do INEP, com auxílio da IA

📊✨ Carlos Chagas avança na alfabetização e já supera meta prevista: um salto que transforma o presente e projeta o futuro

Carlos Chagas vive um momento significativo na educação pública. Os dados mais recentes do Indicador Criança Alfabetizada mostram um avanço concreto, expressivo e, sobretudo, transformador: o município saltou de 56% para 68% de crianças alfabetizadas entre 2024 e 2025.

👉 Um crescimento de 12 pontos percentuais em apenas um ano.

Esse resultado não é apenas um número. É o reflexo de uma rede que trabalha, que se mobiliza e que acredita na força da educação como caminho de transformação social.

Mais do que avançar, Carlos Chagas foi além:
✔️ superou a meta prevista para 2025, que era de 64%
✔️ já atingiu, inclusive, a meta projetada para 2026

Isso coloca o município em uma posição de destaque: uma rede que não apenas acompanha o ritmo das políticas públicas nacionais, mas que antecipa resultados e mostra capacidade de resposta.

Mas toda conquista traz consigo um novo desafio.

Hoje, com 68% das crianças alfabetizadas, Carlos Chagas já deixou para trás um cenário de maior vulnerabilidade educacional e entra em um novo patamar — o da consolidação. No entanto, ainda há um compromisso a ser cumprido:

📌 32% das crianças ainda não estão plenamente alfabetizadas

E é justamente aqui que a missão se torna ainda mais nobre.

O desafio agora não é apenas crescer — é garantir que ninguém fique para trás. É transformar avanço em equidade. É fazer com que cada criança, independentemente de sua realidade, tenha assegurado o direito de aprender.

A meta nacional é clara: atingir 80% de crianças alfabetizadas até 2030. Para Carlos Chagas, isso significa avançar mais 12 pontos percentuais nos próximos anos.

O caminho já foi iniciado — e com firmeza.

Os números mostram que é possível. Mas eles também nos lembram que a educação é feita de pessoas: professores dedicados, supervisores incansáveis, gestores comprometidos, escolas vivas e uma comunidade que acredita no poder do conhecimento.

Carlos Chagas prova, com resultados, que investir na alfabetização é investir no futuro. E mais do que isso: demonstra que, quando há propósito, planejamento e compromisso, os resultados aparecem — e transformam vidas.

📚✨ Porque alfabetizar uma criança é muito mais do que ensinar a ler palavras.
É abrir caminhos. É dar voz. É construir destinos.
Deodato Gomes Costa
Dirigente Municipal de Educação

quinta-feira, 2 de abril de 2026

O novo inimigo da educação?

Não são os celulares.
Não é a internet.

É o pai que não conhece o filho que tem,
apenas dividem o mesmo teto.

É a mãe ocupada demais, que não enxerga
as necessidades que o filho carrega.

É a ausência disfarçada de amor.
É o peso da culpa que silencia limites e abre
um buraco emocional nos filhos.

O maior inimigo da educação não está lá fora.
Está dentro de casa: onde muitos pais aprenderam
somente a prover... mas esqueceram que educar e se
relacionar ainda são mais importantes. Não basta
dar coisas, é preciso dar presença, formação e vínculo.

Reflexão para reunião de pais: educar é estar presente


Vivemos um tempo em que é comum buscarmos fora as causas das dificuldades enfrentadas pelas nossas crianças. Muitas vezes, apontamos para o celular, para a internet ou para as mudanças do mundo. No entanto, a reflexão que hoje compartilhamos nos convida a olhar para dentro — para o coração das relações familiares.

Educar não é apenas garantir o sustento, oferecer conforto ou atender às necessidades materiais. Isso é importante, sim. Mas não é suficiente. Nossos filhos precisam, acima de tudo, de presença verdadeira. Precisam ser vistos, ouvidos, compreendidos.

Há crianças que dividem o mesmo teto com seus pais, mas não dividem o tempo, o diálogo, o afeto. Há filhos que carregam angústias, dúvidas e medos que passam despercebidos na correria do dia a dia. E, quando isso acontece, forma-se um vazio — um espaço que pode afetar profundamente o desenvolvimento emocional e, consequentemente, a aprendizagem.

A escola tem um papel essencial, mas ela não substitui a família. A educação acontece, antes de tudo, na relação entre pais e filhos. É no olhar atento, na conversa cotidiana, no limite dado com amor, na escuta paciente, que se constroem valores, segurança e identidade.

Por isso, deixamos algumas provocações para nossa caminhada juntos:
👉 Temos dedicado tempo de qualidade aos nossos filhos?
👉 Conhecemos seus sentimentos, suas dificuldades, seus sonhos?
👉 Temos estabelecido limites com amor e clareza?
👉 Estamos presentes de verdade ou apenas fisicamente próximos?

Não se trata de culpa, mas de consciência. Todos enfrentamos desafios, rotinas intensas e preocupações. Mas educar exige intencionalidade. Exige decisão.

Não basta dar coisas. É preciso dar presença, formação e vínculo.

Quando a família se faz presente, a escola se fortalece. Quando caminhamos juntos, nossos filhos aprendem mais, se sentem mais seguros e desenvolvem todo o seu potencial.

Que possamos, a partir de hoje, renovar esse compromisso:
estar mais próximos, mais atentos e mais disponíveis para aquilo que realmente importa — nossos filhos. 💛

Nova lei federal estabelece condições mínimas obrigatórias para escolas públicas de todo o país


 
Nova lei federal estabelece condições mínimas obrigatórias para escolas públicas de todo o país

Brasília – Uma mudança significativa na política educacional brasileira foi sancionada no dia 25 de março de 2026. A Lei nº 15.360 altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/1996) e passa a exigir condições estruturais mínimas para o funcionamento das escolas públicas de educação básica em todo o território nacional.

A nova legislação inclui o artigo 25-A na LDB e estabelece que é dever do poder público garantir não apenas o acesso à escola, mas também a qualidade das condições físicas e pedagógicas dos espaços escolares.

Entre os principais pontos definidos pela lei, destaca-se a obrigatoriedade de um número adequado de alunos por turma, medida que impacta diretamente o processo de ensino e aprendizagem, favorecendo maior acompanhamento individual dos estudantes.

Além disso, a lei determina que todas as escolas públicas devem contar com infraestrutura básica essencial, incluindo biblioteca, laboratórios de ciências e de informática devidamente equipados, acesso à internet e quadra poliesportiva coberta. Também passam a ser exigidos espaços como cozinha, refeitório e banheiros adequados, bem como instalações acessíveis para pessoas com deficiência.

Outro avanço relevante é a obrigatoriedade de serviços básicos de funcionamento, como energia elétrica, abastecimento de água tratada, esgotamento sanitário e manejo adequado de resíduos sólidos — condições que, até então, não estavam explicitamente asseguradas na LDB.

Especialistas em educação avaliam que a medida representa um passo importante na consolidação do direito à educação com qualidade, ao estabelecer parâmetros mínimos que devem ser garantidos em todas as redes públicas. A expectativa é que a nova legislação contribua para reduzir desigualdades estruturais entre escolas, especialmente em regiões mais vulneráveis.

A Lei nº 15.360 entrou em vigor na data de sua publicação e reforça o compromisso do Estado brasileiro com uma educação mais digna, equitativa e alinhada às necessidades contemporâneas dos estudantes.

✝️ Sexta-feira Santa: quando o amor educa até na dor!

 ✝️ Sexta-feira Santa: quando o amor educa até na dor

Sexta-feira Santa não é só sobre dor… é sobre amor.

Na cruz, Cristo nos oferece a maior lição pedagógica da história: educar é amar até o fim. Não é um amor teórico, distante… é um amor que se doa, que permanece, que acredita, mesmo diante das dificuldades.

Na educação, assim como na Paixão de Cristo, não há transformação sem entrega. O educador que marca vidas é aquele que, à semelhança de Jesus, olha para o outro com compaixão, paciência e esperança — mesmo quando o caminho é difícil.

Cada gesto de cuidado em sala de aula, cada palavra de incentivo, cada esforço silencioso… carrega em si essa mesma essência: amar para formar, formar para libertar.

Na cruz, Jesus nos ensinou que o verdadeiro amor não desiste.
E é esse amor que sustenta a missão de educar.

🤍 Hoje, mais do que lembrar o sofrimento, somos chamados a viver esse amor que transforma vidas.

Se você acredita que educar também é um ato de amor, comenta:
“Foi por mim” 🙏

segunda-feira, 30 de março de 2026

🎉 6ª Páscoa Solidária: uma tradição que transforma sorrisos em esperança

🎉 6ª Páscoa Solidária: uma tradição que transforma sorrisos em esperança

A solidariedade tem ganhado forma, cor e significado em Carlos Chagas. Em sua 6ª edição, a Páscoa Solidária já se consolida como uma verdadeira tradição em nosso município — um movimento idealizado e liderado com sensibilidade pela Primeira-Dama D. Áurea.

Mais do que uma campanha, trata-se de um gesto coletivo de amor que, ano após ano, leva alegria, carinho e o verdadeiro sentido da Páscoa às nossas crianças.

Em 2026, a campanha chega ainda mais forte, mobilizando a comunidade em torno de um propósito nobre: fazer sorrir quem mais precisa.


🍫 CAMPANHA 2026

6ª Páscoa Solidária – Colabore!

📌 Chave Pix:
CPF: 096.340.236-65
SIMÃO RODRIGUES TAVARES

🎁 Doe caixas de bombons
💛 E faça uma criança sorrir


✨ Um convite ao coração

A Campanha já está a todo vapor e aguarda a sua colaboração. Cada gesto, por menor que pareça, tem o poder de transformar o dia de uma criança — e, muitas vezes, sua forma de enxergar o mundo.

Neste tempo em que enfrentamos desafios, é essencial manter viva a chama da esperança.

👉 Desejamos a todos que, neste dia, ressuscite em todos os corações o amor pela vida e a alegria de viver.
👉 Que nossas atitudes sejam sinais concretos de cuidado e esperança para nossas crianças.


🤝 Participe!

Colabore. Compartilhe. Envolva-se.

Porque quando a solidariedade se torna tradição, o futuro também se ilumina.


domingo, 29 de março de 2026

Educar não é só cumprir metas!

DOMINGO, 29 DE MARÇO DE 2026
O ESTADO DE S. PAULO
Publicado desde 1875

NOTAS E INFORMAÇÕES

Educar não é só cumprir metas

Após universalizar o acesso à escola, Brasil precisa transformar matrícula em aprendizado real. Mas, para avançar nesse campo, não pode achar que bons indicadores significam boa educação

O Brasil conseguiu, nas últimas décadas, um feito que durante muito tempo pareceu inalcançável: a quase completa universalização do acesso à escola. A matrícula no ensino fundamental tornou-se regra, e não exceção. Essa conquista, fruto de políticas públicas persistentes e da consolidação do direito à educação, deveria ter inaugurado uma nova etapa do debate nacional – como transformar acesso em aprendizagem real.

Esse é um debate em curso. Para avançar nele, especialistas começam, com razão, a defender um ajuste de rota. Um deles é o educador Alexandre Schneider, professor da FGV e ex-secretário municipal de Educação de São Paulo, que tem alertado para o risco de o País organizar sua política educacional em torno de indicadores – em especial o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O Ideb tornou-se a principal régua para medir o sucesso ou fracasso da educação brasileira. Metas numéricas, avaliações padronizadas e rankings passaram a ocupar o centro do debate público.

Nada há de errado em medir. Ao contrário, políticas públicas sérias precisam de indicadores, avaliação de desempenho e monitoramento constante. Por meio do Censo Escolar, por exemplo, são sistematizados dados sobre matrícula, infraestrutura das escolas, recursos humanos da educação e diversas outras dimensões do sistema. Esses levantamentos permitem uma leitura mais precisa das condições da educação e servem de base para decisões relevantes, desde repasses financeiros até o planejamento de políticas nacionais.

Sistemas de informação, avaliação e monitoramento são, portanto, instrumentos indispensáveis para orientar políticas educacionais. Em um país continental como o Brasil, marcado por profundas desigualdades regionais, a ausência de indicadores confiáveis significaria administrar a educação praticamente às cegas. Isso não significa que indicadores sejam perfeitos. Nenhuma métrica é capaz de retratar com fidelidade a complexidade da realidade. Indicadores são modelos que buscam representar aspectos do sistema, mas não esgotam o fenômeno que pretendem descrever.

Mas quando a política educacional se organiza excessivamente em torno de metas numéricas, cria-se um incentivo para que escolas e gestores concentrem esforços no que melhora o índice – ainda que isso não corresponda necessariamente a uma melhora substantiva da educação em si. Ensinar para o teste, restringir o currículo ao que aparece nas avaliações ou priorizar estratégias voltadas exclusivamente para elevar pontuações são distorções conhecidas em sistemas excessivamente orientados por métricas.

Há mais de uma década, a historiadora da educação Diane Ravitch, ex-secretária-adjunta de Educação dos EUA, alertava, em entrevista a este jornal, que sistemas educacionais demasiadamente orientados por testes tendem a transformar a política numa corrida por resultados mensuráveis, muitas vezes à custa da qualidade real do ensino. Avaliações padronizadas, dizia ela, oferecem uma fotografia do desempenho, mas, quando se tornam o objetivo central, estimulam práticas que elevam pontuações sem necessariamente ampliar o aprendizado.

Isso é risco do debate. Ao discutir educação, o País parece cada vez mais falar sobre números, metas atingidas, evolução de índices, posições em rankings nacionais ou internacionais. Tudo isso tem seu valor, mas pode obscurecer a pergunta essencial: o que os alunos estão efetivamente aprendendo?

A educação é mais do que desempenho em exames. Uma escola de qualidade forma cidadãos capazes de interpretar o mundo, desenvolver pensamento crítico, dominar conhecimentos complexos e participar de uma economia baseada no conhecimento. O País precisa formar capital humano capaz de sustentar crescimento, inovação tecnológica e maior produtividade. Indicadores ajudam a observar esse processo, mas não conseguem capturá-lo em sua totalidade.

Por isso, o Brasil precisa recolocar no centro do debate aquilo que deveria ser uma verdadeira obsessão nacional: a aprendizagem. Depois de universalizar o acesso à escola, o País precisa garantir que crianças e jovens aprendam de fato – e aprendam bem. Esse deve ser o critério orientador das políticas públicas, sem sucumbir à tentação de produzir estatísticas melhores sem produzir educação melhor. ●


sábado, 28 de março de 2026

Polo UAB de Carlos Chagas ultrapassa 300 alunos em formação e consolida papel estratégico na qualificação profissional!

Polo UAB de Carlos Chagas ultrapassa 300 alunos em formação e consolida papel estratégico na qualificação profissional

O Polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB) de Carlos Chagas segue se consolidando como um dos principais instrumentos de transformação educacional e social do município. Com oferta diversificada de cursos técnicos, de graduação e pós-graduação, o Polo atualmente atende mais de 300 alunos com matrícula ativa, distribuídos em 11 cursos em andamento.

Os dados, atualizados em março de 2026, evidenciam a força da iniciativa, mantida por meio de convênio entre a Prefeitura Municipal de Carlos Chagas, universidades públicas de Minas Gerais e Institutos Federais.

Formação em áreas estratégicas

Atualmente, estão em andamento 7 cursos técnicos, que somam 178 alunos, com destaque para áreas alinhadas ao desenvolvimento local, como Inteligência Artificial e Agropecuária, ambos com 42 estudantes.

No ensino superior, o Polo oferta 4 cursos, sendo:

  • 2 cursos de graduação, com 74 alunos;

  • 2 cursos de pós-graduação, com 50 alunos.

Essa estrutura garante formação em áreas essenciais como educação, gestão pública e direitos humanos, fortalecendo a capacidade técnica e intelectual da cidade.

Impacto direto na educação e no desenvolvimento local

O Polo UAB já formou 160 profissionais em cursos recentemente concluídos, entre licenciaturas e pós-graduações. Muitos desses egressos hoje atuam diretamente na rede de ensino, o que demonstra o impacto concreto da política pública na melhoria da educação municipal.

É comum encontrar professores da rede que iniciaram ou ampliaram sua formação acadêmica por meio do Polo, reforçando a valorização do magistério e a elevação da qualidade do ensino.

Parceria que transforma realidades

O funcionamento do Polo UAB é resultado de uma política pública consistente, baseada na cooperação entre o município e instituições públicas de ensino superior, como o IFNMG, a UFVJM e a Unimontes. Essa articulação permite levar ensino gratuito e de qualidade à população, sem a necessidade de deslocamento para grandes centros.

Perspectivas de expansão

Além dos cursos em andamento, o Polo ainda aguarda a certificação de formações técnicas já concluídas e a liberação de novos cursos pela CAPES, como Educação Física e Pedagogia, ampliando ainda mais o alcance da iniciativa.

Educação que gera oportunidades

Mais do que números, o Polo UAB de Carlos Chagas representa oportunidades reais de crescimento pessoal e profissional. Ao investir na formação de seus cidadãos, o município fortalece sua base educacional, impulsiona o desenvolvimento econômico e constrói um futuro com mais dignidade e possibilidades para todos.

Educação pública, gratuita e de qualidade que transforma vidas — essa é a marca do Polo UAB de Carlos Chagas.

domingo, 22 de março de 2026

Cartilha “Maio Laranja”: um guia pedagógico indispensável para trabalhar o 18 de Maio nas escolas!

 Cartilha “Maio Laranja”: um guia pedagógico indispensável para trabalhar o 18 de Maio nas escolas

A escola é, por excelência, um espaço de formação integral, onde se constroem conhecimentos, valores e atitudes. Diante de uma temática tão sensível e urgente como o enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, o papel da educação torna-se ainda mais decisivo. É nesse contexto que a cartilha “Abuso Sexual contra Crianças e Adolescentes – Abordagem de Casos Concretos em uma Perspectiva Multidisciplinar e Interinstitucional” se apresenta como um instrumento pedagógico de grande relevância para toda a Educação Básica.

📥 Acesse a cartilha completa:https://drive.google.com/file/d/1rDd8XBYBq-Uq-Cw1wR5WCE4S0LXk2s70/view?usp=sharing

Trata-se de um material que vai além da informação. Ele organiza conhecimentos essenciais sobre o tema, abordando conceitos, mitos e verdades, formas de violência, perfis de vítimas e agressores, além de orientações legais e fluxos de atendimento. Como destaca a própria cartilha, a proposta é tirar o tema da invisibilidade e mobilizar a sociedade para a proteção integral das crianças e adolescentes .

Do ponto de vista da supervisão escolar, é fundamental compreender que este material deve ser incorporado ao planejamento pedagógico das unidades escolares, especialmente no mês de maio, mas não restrito a ele. A temática do 18 de Maio precisa ser trabalhada de forma contínua, intencional e articulada ao currículo.

Para isso, o primeiro passo é o professor conhecer a cartilha. Apropriar-se do conteúdo significa ter segurança teórica e sensibilidade para tratar o assunto em sala de aula de maneira adequada a cada faixa etária. O documento oferece subsídios que podem ser traduzidos em práticas pedagógicas significativas, respeitando o desenvolvimento cognitivo e emocional dos estudantes.

Na Educação Infantil, por exemplo, é possível trabalhar noções de cuidado, respeito ao corpo e identificação de situações de proteção e risco, por meio de histórias, brincadeiras e rodas de conversa. Nos Anos Iniciais, podem ser explorados temas como confiança, limites e direitos da criança. Já nos Anos Finais e no Ensino Médio, o debate pode avançar para discussões mais aprofundadas sobre direitos humanos, legislação, redes de proteção e responsabilidade social.

A cartilha também cumpre um papel importante ao desmistificar ideias equivocadas. Ao apresentar, por exemplo, que a maioria dos casos envolve pessoas conhecidas da vítima e que o abuso não é um evento raro, ela contribui para ampliar a consciência crítica dos educadores e estudantes.

Outro ponto que merece destaque é a orientação sobre os fluxos de encaminhamento e o papel da rede de proteção. A escola precisa saber como agir diante de uma suspeita ou revelação, e esse conhecimento fortalece a atuação responsável e ética dos profissionais da educação.

Mais do que trabalhar conteúdos, a utilização desta cartilha em sala de aula tem um objetivo maior: formar estudantes conscientes, capazes de reconhecer seus direitos, proteger-se e também atuar como agentes de transformação social. Quando a escola promove o debate, ela rompe o silêncio, combate a invisibilidade e contribui para uma cultura de proteção.

Nesse sentido, o 18 de Maio deixa de ser apenas uma data simbólica e passa a ser vivido como um movimento educativo, que mobiliza toda a comunidade escolar.

Portanto, recomendamos fortemente que todas as escolas da rede utilizem esta cartilha como referência para o desenvolvimento de atividades pedagógicas, projetos interdisciplinares e ações de conscientização.

Educar é também proteger. E proteger começa pelo conhecimento.

🌼 FAÇA BONITO, CARLOS CHAGAS! 🌼

 Imagens do movimento em 2022:

🌼 FAÇA BONITO, CARLOS CHAGAS! 🌼

Há silêncios que machucam. Há verdades que precisam ser ditas. E há causas que exigem de nós mais do que atenção: exigem ação coletiva.

Crianças e adolescentes não podem esperar. Todos os dias, direitos são violados — e a nossa resposta precisa ser firme, sensível e comprometida.

Por isso, o Conselho Tutelar e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente convidam você para um momento decisivo:

📣 REUNIÃO ORGANIZATIVA DO MOVIMENTO 18 DE MAIO

📅 Data: 06 de abril de 2026 (segunda-feira)
🕘 Horário: 9 horas
📍 Local: Sala de Reuniões da Secretaria Municipal de Educação

Este é um chamado à responsabilidade de todos nós: educadores, gestores, profissionais da assistência social, cultura, esporte e toda a comunidade.

💛 Proteger é um dever. Denunciar é um ato de coragem. Agir é um compromisso com o futuro.

Vamos juntos construir uma grande mobilização em defesa das nossas crianças e adolescentes. Carlos Chagas precisa de você.

🌼 Faça Bonito. Proteja. Participe. 🌼

sábado, 21 de março de 2026

Prefeitura de Carlos Chagas propõe revisão salarial para servidores e reajuste diferenciado ao magistério


Prefeitura de Carlos Chagas propõe revisão salarial para servidores e reajuste diferenciado ao magistério

A Prefeitura Municipal de Carlos Chagas encaminhou à Câmara de Vereadores o Projeto de Lei nº 006/2026, que dispõe sobre a concessão da revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos municipais, com base no exercício de 2026.

De acordo com o texto, fica estabelecida a recomposição salarial de 3,90% para os servidores efetivos e comissionados do município, percentual correspondente ao índice do INPC/IBGE acumulado no ano de 2025. A medida visa assegurar a reposição inflacionária e a manutenção do poder de compra dos trabalhadores do serviço público municipal.

Um dos pontos de destaque do projeto diz respeito aos profissionais do magistério. Em consonância com o piso salarial nacional da educação, o projeto prevê um reajuste de 5,4% para a categoria, reconhecendo a especificidade da carreira docente e a necessidade de valorização dos profissionais que atuam diretamente na formação das crianças e jovens.

O projeto também estabelece que a revisão geral será estendida aos servidores contratados, aposentados e pensionistas, ampliando o alcance da medida. No entanto, os agentes comunitários de saúde e os agentes de combate às endemias não serão contemplados por essa revisão, uma vez que já foram beneficiados por reajuste vinculado ao salário mínimo, conforme legislação federal.

Os impactos financeiros decorrentes da revisão serão custeados com recursos previstos no orçamento geral do município. Caso aprovado, o projeto terá efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026.

A proposta, assinada pelo prefeito José Amadeu Nanayoski Tavares, reforça o compromisso da gestão municipal com a valorização dos servidores públicos, com atenção especial à educação, reconhecida como eixo estratégico para o desenvolvimento social.