Bullying

sábado, 18 de julho de 2026

A Leitura como urgência civilizatória-Por Renato de Sá Teles!

 

A Arte da Leitura Profunda: Para ilustrar nosso novo post, escolhemos esta representação abstrata onde os livros deixam de ser objetos físicos e se tornam caminhos, pontes e portais. Em um mundo fragmentado por telas e pixels (representados nas bordas), o turbilhão central de histórias e ideias é o que nos ancora, gerando empatia, cidadania e imaginação. Ler não é apenas decodificar palavras; é o ato civilizatório que nos move em direção à luz do conhecimento.
A Leitura como urgência civilizatória-Por Renato de Sá Teles

Há algo de perturbador no ar – não exatamente o barulho, mas o silêncio. O silêncio das páginas que deixaram de ser viradas. No Brasil, a 6.ª edição da pesquisa Retratos da Leitura, divulgada em 2024 pelo Instituto Pró-Livro, indica que apenas 47% da população com cinco anos ou mais pode ser considerada leitora, uma perda de 6,7 milhões de leitores em relação a 2019. Poderíamos relativizar esse quadro dizendo que as pessoas continuam lendo mensagens, manchetes e publicações nas redes sociais. Mas há uma diferença decisiva entre o consumo apressado de fragmentos e a leitura profunda, aquela que exige atenção, continuidade, imaginação e reflexão. É justamente dessa leitura que estamos nos afastando.

A leitura não é apenas uma habilidade escolar. É uma prática formadora, um exercício de liberdade e uma condição essencial para a vida democrática. Ler amplia o vocabulário, fortalece a argumentação e permite que cada pessoa ultrapasse os limites de sua própria experiência. Quem lê conversa com outras épocas, outras culturas e outras formas de existir. Ao mergulhar num romance, o leitor exercita a empatia; ao enfrentar um ensaio, aprende a organizar ideias; ao acompanhar um poema, descobre nomes para sentimentos que antes pareciam confusos. Estudos em psicologia cognitiva sugerem que a leitura literária pode favorecer a teoria da mente – a capacidade de compreender emoções e perspectivas alheias.

A leitura desperta paixões e muda trajetórias. Nelson Mandela encontrou nos livros uma forma de resistência moral durante os 27 anos em que esteve preso. Malcolm X a transformou em instrumento de libertação pessoal e política. Em escala cotidiana, milhões de pessoas descobrem vocações, reorganizam escolhas e encontram consolo pela palavra escrita. Há evidências de que ler contribui para o bem-estar emocional: um estudo de 2009 da Mindlab International, associada à Universidade de Sussex, apontou redução expressiva de estresse após poucos minutos de leitura.

As consequências do declínio da leitura ultrapassam o plano individual. Uma sociedade que lê menos tende a interpretar pior, argumentar pior e participar menos criticamente da vida pública. Em tempos de excesso de informação e discursos simplificadores, a leitura profunda torna-se resistência intelectual: ela ensina a comparar versões, perceber nuances e sustentar argumentos. O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2022 revelou que o Brasil obteve 410 pontos em leitura, bem abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) (476 pontos), indicando uma crise não apenas quantitativa, mas qualitativa – com dificuldades reais de compreensão e uso crítico da informação. Quando a leitura enfraquece, enfraquece também a capacidade coletiva de defender a democracia.

O diagnóstico é grave, mas não irreversível. A escola precisa assumir a leitura como eixo estruturante da formação, e não como atividade eventual ou subordinada à prova. São necessários tempos regulares de leitura livre, rodas de conversa, clubes de leitura e projetos que aproximem crianças e jovens de obras literárias, científicas e filosóficas. Teatro, cinema, quadrinhos, podcasts e bibliotecas digitais podem ser portas de entrada para o livro. O fundamental é que o texto não seja reduzido a pretexto para exercícios mecânicos. Ler precisa ser experiência, encontro e prazer – e também política de Estado.

Experiências internacionais confirmam que ações consistentes produzem resultados duradouros. A Finlândia construiu uma cultura leitora apoiada em bibliotecas fortes, formação docente sólida e letramento como política nacional. A Estônia, destaque europeu no Pisa 2022, combina valorização docente, tecnologia planejada e atenção à equidade. A lição é clara: leitura exige continuidade, acesso real ao livro e professores valorizados.

No Brasil, a urgência é ainda maior diante das desigualdades históricas. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Educação 2024, o País ainda conta com 9,1 milhões de pessoas não alfabetizadas com 15 anos ou mais. A defesa da leitura não pode se limitar à celebração abstrata da literatura: precisa envolver alfabetização plena, bibliotecas em comunidades vulneráveis, mediadores de leitura e políticas públicas que cheguem a quem mais precisa.

Num tempo em que a atenção humana é capturada por algoritmos projetados para manter o usuário em rolagem interminável, ler é um ato de resistência. Celulares e redes sociais não precisam ser inimigos da leitura – podem hospedar clubes virtuais, audiolivros e campanhas de formação leitora. O problema não está na tecnologia em si, mas no empobrecimento da atenção, da linguagem e da reflexão. Quando famílias, professores e autoridades valorizam a leitura, transmitem uma mensagem essencial: o conhecimento importa.

A leitura salva e transforma porque oferece ao ser humano uma segunda vida: a vida interior. Há livros que funcionam como espelhos; outros, como janelas; outros ainda, como pontes. Se o número de leitores continuar caindo, o prejuízo não será apenas educacional – será cultural, social e civilizatório. Por isso, incentivar a leitura não é luxo nem nostalgia. É uma urgência nacional. Tarefa da escola, da família, do Estado, das universidades, das bibliotecas e de cada cidadão.

Bibliografia

TELES, Renato de Sá. A leitura como urgência civilizatória. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 147, Espaço Aberto, p. A4, 16 jul. 2026.

Carlos Chagas conquista Medalha de Prata no Programa Bolsa Família Educação e se destaca pelo acompanhamento da frequência escolar!

 

Carlos Chagas conquista Medalha de Prata no Programa Bolsa Família Educação e se destaca pelo acompanhamento da frequência escolar

O município de Carlos Chagas foi reconhecido com a Medalha de Prata no acompanhamento da frequência escolar dos estudantes beneficiários do Programa Bolsa Família Educação, resultado que evidencia o compromisso da rede municipal com a garantia do direito à educação e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à permanência dos alunos na escola.

A premiação foi concedida aos municípios que alcançaram desempenho entre 75% e 89% no monitoramento da frequência escolar. Carlos Chagas atingiu 89,44% de acompanhamento, posicionando-se entre os municípios de melhor desempenho da região e recebendo o reconhecimento da equipe estadual do Programa Bolsa Família Educação.

O relatório técnico elaborado pela Secretaria Municipal de Educação demonstra avanços importantes. Entre abril e maio de 2026, o número de estudantes que cumpriram a frequência escolar mínima aumentou de 1.471 para 1.500, elevando o índice de cumprimento de 93,33% para 95,17%. Além disso, houve redução de aproximadamente 27,6% no número de estudantes que não atingiram a frequência mínima.

Para o secretário municipal de Educação, Deodato Gomes Costa, a Medalha de Prata simboliza o trabalho coletivo realizado pelas equipes gestoras, diretores, secretários escolares e operadores do Sistema Presença, que atuam diariamente para garantir que nenhum estudante fique sem acompanhamento. O reconhecimento também reforça o desafio de intensificar a busca ativa dos estudantes ainda não localizados, ampliando os indicadores educacionais do município.

A conquista coloca Carlos Chagas entre os municípios reconhecidos pela dedicação ao acompanhamento da frequência escolar e renova o compromisso da rede municipal em buscar, no próximo ciclo de monitoramento, a Medalha de Ouro, consolidando uma educação cada vez mais inclusiva, eficiente e comprometida com o sucesso dos estudantes.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Nanayoski, o Prefeito Municipal e 2º Tenente Fernando oficializam a Rede de Proteção Preventiva com entrega das placas "Escola Monitorada!



Diretores de todas as escolas, APAE, Prefeitura e Polícia Militar unem esforços para consolidar uma cultura de prevenção e proteção nas instituições de ensino.

A construção de escolas cada vez mais seguras ganhou um importante reforço na manhã desta quarta-feira (15), quando a Prefeitura Municipal por meio da Secretaria Municipal de Educação de Carlos Chagas, em parceria com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), promoveu o Encontro para Implementação da Rede de Proteção Preventiva. O evento reuniu os diretores das escolas das redes municipal e estadual, da Creche Conveniada Pezinhos no Chão, da Escola Particular COOEDUCAR, da APAE de Carlos Chagas e autoridades municipais no Polo UAB.

O momento representou um novo passo na integração entre educação, segurança pública e comunidade escolar, reafirmando que a proteção de crianças, adolescentes e profissionais da educação depende da atuação conjunta de toda a sociedade.

O prefeito municipal destacou que investir na segurança das escolas significa investir diretamente no futuro das crianças e dos jovens. Ressaltou os investimentos realizados pelo município na ampliação do sistema de videomonitoramento, com a instalação de câmeras de segurança em diversos pontos da cidade, medida que fortalece as ações preventivas e contribui para a manutenção da tranquilidade vivenciada pela população.

O Tenente Fernando, conduziu uma palestra técnica que despertou grande interesse dos gestores escolares. Com uma abordagem dinâmica e fundamentada nas diretrizes da PMMG, o oficial apresentou os princípios da Rede de Proteção Preventiva, estratégia de policiamento comunitário baseada na corresponsabilidade entre Polícia Militar, escolas, famílias, comunidade e demais órgãos públicos.

Segundo o Tenente, a segurança pública não deve ser compreendida apenas como resposta aos crimes já ocorridos, mas, sobretudo, como um conjunto de ações voltadas para antecipar situações de risco e reduzir oportunidades para a prática de delitos. Nesse contexto, destacou que a mobilização social, a solidariedade entre os participantes da rede e a comunicação rápida e qualificada constituem os pilares fundamentais da prevenção.

Um dos momentos de maior impacto da palestra foi a apresentação do chamado Triângulo do Crime, teoria segundo a qual um delito somente ocorre quando convergem três fatores: um agressor motivado, uma vítima vulnerável e a ausência de um guardião capaz. A partir desse conceito, o Tenente demonstrou que a escola possui papel estratégico na prevenção ao identificar vulnerabilidades, fortalecer vínculos com os estudantes, eliminar pontos de risco e ampliar a supervisão dos ambientes escolares.

Outro eixo importante abordado durante a formação foi a prevenção das diversas formas de violência que podem atingir crianças e adolescentes. Bullying, cyberbullying, violência física, tráfico de drogas nas proximidades das escolas, exploração sexual, aliciamento digital e crimes praticados por meio das redes sociais foram discutidos de forma objetiva, sempre enfatizando a necessidade de atuação articulada entre escola, Conselho Tutelar, Polícia Militar, CRAS, CREAS, Ministério Público e demais instituições da Rede de Proteção.

O Tenente Fernando também reforçou o papel estratégico do pedagogo, dos professores e das equipes gestoras como observadores privilegiados da realidade escolar. Por estarem diariamente em contato com os estudantes, esses profissionais são, muitas vezes, os primeiros a perceber mudanças de comportamento, sinais físicos, alterações emocionais, quedas no rendimento escolar ou situações de vulnerabilidade familiar.

Durante a palestra, ficou claro que a responsabilidade da escola não é investigar crimes, mas identificar sinais de alerta, acolher os estudantes, registrar adequadamente as ocorrências e acionar imediatamente os órgãos competentes, garantindo a proteção integral prevista na legislação brasileira.

Outro aspecto destacado foi a excelente realidade vivenciada por Carlos Chagas. Em sua exposição, o Tenente Fernando ressaltou a significativa redução dos índices de violência no município nos últimos anos, resultado do trabalho integrado desenvolvido pelas forças de segurança, pelo poder público e pela comunidade. Segundo ele, Carlos Chagas é hoje uma cidade reconhecida por apresentar um ambiente seguro, realidade que fortalece ainda mais a confiança das famílias e cria condições favoráveis para o desenvolvimento das atividades educacionais.

Encerrando o encontro, o prefeito municipal e o 2º Tenente Fernando realizaram a entrega oficial das placas "ESCOLA MONITORADA – REDE DE PROTEÇÃO PREVENTIVA" aos representantes de todas as instituições de ensino participantes. O símbolo identifica que aquelas escolas passam a integrar formalmente a Rede de Proteção Preventiva da Polícia Militar de Minas Gerais, fortalecendo a articulação permanente entre educação, segurança pública e comunidade.

Mais do que a entrega de uma placa, o momento simbolizou um compromisso coletivo assumido por todos os envolvidos: fazer das escolas espaços cada vez mais seguros, acolhedores e preparados para garantir a proteção integral de crianças, adolescentes e jovens.

A iniciativa reafirma que educação e segurança caminham lado a lado. Quando a escola, a família, a comunidade, a Polícia Militar e os demais órgãos públicos atuam de forma integrada, cria-se uma verdadeira rede de cuidado capaz de prevenir a violência, proteger vidas e promover ambientes escolares onde aprender e conviver em paz sejam direitos assegurados a todos.

Resumo da Palestra do 2º Tenente Fernando: Rede de Proteção Preventiva e Estratégias para a Segurança no Ambiente Escolar!

A fala do 2º Tenente Fernando foi um daqueles momentos de formação que nos fazem sair da reunião refletindo sobre o verdadeiro papel da escola na proteção de crianças e adolescentes. Mais do que apresentar conceitos de segurança pública, o Policial demonstrou que a prevenção da violência depende da atuação articulada entre escola, família, comunidade, Polícia Militar e toda a Rede de Proteção.

Como Secretário Municipal de Educação, um dos aspectos que mais me chamou a atenção foi a apresentação da Rede de Proteção Preventiva da Polícia Militar de Minas Gerais. Com base no artigo 144 da Constituição Federal, o Tenente Fernando destacou que a segurança pública é responsabilidade de todos. A Polícia Militar atua como articuladora, mas o sucesso da estratégia depende do envolvimento ativo da comunidade. A filosofia da rede está sustentada em três pilares: mobilização social, solidariedade entre os participantes e comunicação rápida e responsável. O objetivo não é apenas responder aos crimes depois que acontecem, mas impedir que eles ocorram.

Outro ponto extremamente relevante foi a explicação sobre a Rede de Escolas Protegidas. Compreendi que a escola deixa de ser apenas um espaço de ensino para se tornar um ambiente integrado às ações preventivas da Polícia Militar. A instalação da placa "Escola Monitorada", por exemplo, representa muito mais do que um símbolo: ela comunica que aquela unidade escolar possui uma comunidade organizada, vigilante e comprometida com a proteção de seus estudantes.

Entre todos os conteúdos apresentados, considero que o Triângulo do Crime foi uma das ferramentas mais práticas para a gestão escolar. O Tenente explicou que um crime somente acontece quando três fatores se encontram ao mesmo tempo: um agressor motivado, uma vítima vulnerável e a ausência de um guardião capaz. A grande mensagem é que a escola possui condições de interferir nesses três elementos, fortalecendo a supervisão dos espaços, reduzindo situações de vulnerabilidade e criando mecanismos que dificultem a ação de possíveis agressores.

A palestra também trouxe uma importante reflexão sobre os diversos tipos de violência presentes no ambiente escolar. Bullying, cyberbullying, violência física, uso de drogas, tráfico nas proximidades das escolas, exploração sexual infantil e aliciamento digital foram tratados de forma objetiva, sempre destacando que a prevenção começa pela observação atenta dos profissionais da educação. O Tenente Fernando reforçou que silenciar diante desses problemas significa permitir que eles se fortaleçam.

Um tema que mereceu destaque foi o papel estratégico do pedagogo e de toda a equipe escolar. Segundo o palestrante, professores, supervisores e diretores convivem diariamente com os estudantes e, justamente por isso, costumam ser os primeiros a perceber mudanças de comportamento, sinais físicos, alterações no rendimento escolar ou situações de vulnerabilidade familiar. Entretanto, ficou muito claro que não cabe à escola investigar crimes. Nossa responsabilidade é acolher, registrar corretamente os fatos e acionar imediatamente os órgãos competentes da Rede de Proteção.

As orientações sobre os sinais de alerta foram especialmente importantes. Mudanças bruscas de comportamento, isolamento, medo excessivo, ausências frequentes, queda no rendimento escolar, marcas físicas sem explicação, presentes de origem desconhecida e contatos suspeitos com adultos são exemplos de situações que exigem atenção imediata. A regra apresentada pelo Tenente Fernando foi simples e extremamente significativa: registrar, acolher e notificar, jamais minimizar ou ignorar qualquer indício.

Fotografamos um de seus slides de apresentação quando o Tenente apresentou um plano de ação para ser implementado pelas escolas. Entre as recomendações estão o mapeamento dos pontos vulneráveis da unidade escolar, a atualização permanente dos contatos da Rede de Proteção, a elaboração de protocolos internos de registro de ocorrências, a solicitação do policiamento escolar. Quanto ao PROERD a policia local não tem efetivo para implementar este programa em nossa cidade, foi o que nos informou o Tenente. Outros pontos de um Plano de Ação pode ser a realização de reuniões periódicas com a equipe para avaliação das situações de risco. São medidas simples, porém capazes de fortalecer significativamente a cultura de prevenção.

Também ficou evidente que a Polícia Militar deseja atuar como parceira permanente das escolas. O policiamento preventivo nos horários de entrada e saída, o patrulhamento do entorno escolar, as palestras educativas,  e os canais diretos de comunicação demonstram que a segurança escolar deve ser construída de forma colaborativa e contínua.

Ao final da palestra, saí convicto de que proteger nossos estudantes e profissionais exige muito mais do que boas intenções. Exige organização, protocolos, formação continuada, integração entre instituições e, principalmente, uma postura ativa dos próprios profissionais da educação. A mensagem final do Tenente Fernando resume perfeitamente o espírito do encontro: a proteção das crianças e adolescentes é responsabilidade de toda a sociedade, e a escola ocupa um lugar central nessa missão. Como Secretário de Educação, saio desse encontro com grandes esperanças e com o compromisso de fortalecer essa cultura preventiva, ampliar o diálogo com a Rede de Proteção e contribuir para que a escola seja, cada vez mais, um espaço seguro, acolhedor e capaz de garantir o pleno desenvolvimento de nossos estudantes.

Deodato Gomes Costa

Secretário Municipal de Educação

terça-feira, 14 de julho de 2026

📌 O Círculo de Controle do Professor: Onde Focar para não Adoecer?



📌 O Círculo de Controle do Professor: Onde Focar para não Adoecer?

No dia a dia da escola, o sentimento de sobrecarga costuma ser um visitante frequente. Diários para preencher, planejamentos, reuniões, cobranças de metas, as dores e realidades de cada aluno que levamos para casa... É muito fácil nos perdermos tentando abraçar o mundo.

Mas a imagem acima nos traz um convite crucial para a nossa saúde mental: onde estamos colocando a nossa energia diariamente?

❌ Fora do meu controle (O que precisamos aprender a acolher e soltar)

Como docentes, muitas vezes sofremos por tentar controlar o que não nos cabe:

  • As ações e comportamentos dos outros (sejam alunos, famílias ou colegas de equipe).

  • As expectativas e julgamentos alheios sobre o nosso trabalho.

  • Mudanças inesperadas nas diretrizes ou imprevistos do cotidiano escolar.

  • O passado ou os resultados que não saíram como planejamos.

Insistir em controlar esses fatores gera apenas frustração, estresse crônico e, no limite, o esgotamento profissional (burnout).

No meu controle (Onde reside a nossa força)

Nossa verdadeira energia deve ser canalizada para o círculo central:

  • Meus limites e escolhas: Aprender a dizer "não" de forma respeitosa e estabelecer fronteiras saudáveis entre a vida profissional e a pessoal.

  • Como eu reajo: Não podemos controlar a atitude do outro, mas podemos escolher como responder a ela.

  • Autocuidado e hábitos: Reservar um tempo real para descansar, desconectar das telas e cuidar do corpo.

  • Meu esforço e dedicação: Fazer o nosso melhor dentro das condições que temos hoje.

🧠 Por que todo professor deveria fazer terapia?

Se o professor é a peça-chave que acolhe, ensina e transforma, quem é que acolhe o professor?

A verdade é que a nossa ferramenta de trabalho é a nossa mente e as nossas emoções. Ensinar exige empatia constante, e a empatia sem autocuidado adoece. Afirmar que todo professor deve fazer terapia não é uma crítica, mas um ato de valorização e de sobrevivência profissional.

Fazer terapia nos ajuda a:

  1. Desenhar limites claros para que o trabalho não engula a nossa identidade.

  2. Processar a carga emocional que absorvemos na sala de aula.

  3. Desenvolver inteligência emocional para lidar com os conflitos diários sem adoecer.

🌐 A facilidade da Terapia Online

Antigamente, a falta de tempo e a rotina exaustiva de quem leciona em dois ou três turnos eram as maiores barreiras para buscar ajuda. Hoje, felizmente, a terapia online eliminou essas fronteiras.  

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Você pode realizar as suas sessões no conforto da sua casa, nos seus horários livres, sem precisar enfrentar trânsito ou deslocamentos. É um investimento direto na sua qualidade de vida e na sua longevidade na carreira.

Lembre-se: Para cuidar do outro, primeiro você precisa cuidar de si mesmo. Um professor saudável emocionalmente transforma muito mais do que um professor exausto.