Bullying

terça-feira, 12 de maio de 2026

Carlos Chagas realiza Caminhada “Faça Bonito” em defesa das crianças e adolescentes!


Carlos Chagas realiza Caminhada “Faça Bonito” em defesa das crianças e adolescentes.

No próximo dia 19 de maio, terça-feira, às 8 horas da manhã, Carlos Chagas realizará a Caminhada “Faça Bonito”, uma importante mobilização social de conscientização e enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.

A concentração acontecerá no Jardim da Praça Nelson Saraiva, reunindo representantes das escolas, profissionais da educação, assistência social, Conselho Tutelar, famílias, estudantes e toda a comunidade em um grande ato público de proteção à infância e à adolescência.

A iniciativa integra a campanha nacional “Faça Bonito”, que simboliza a luta pelos direitos das crianças e adolescentes brasileiros e busca fortalecer a cultura do cuidado, da denúncia e da proteção integral prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Mais do que uma caminhada, o evento representa um chamado coletivo à responsabilidade social. O abuso sexual infantil, muitas vezes silencioso e oculto dentro dos próprios ambientes de convivência das vítimas, exige vigilância permanente da sociedade. A informação, o diálogo e a denúncia continuam sendo ferramentas fundamentais para romper o ciclo da violência.

A presença das escolas possui um significado ainda mais profundo nesse contexto. A educação tem papel decisivo na formação de crianças conscientes de seus direitos e na construção de ambientes seguros, acolhedores e protetivos. Professores, gestores e demais profissionais da educação frequentemente tornam-se referências de confiança para crianças e adolescentes que precisam de ajuda.

A caminhada também reforça a necessidade de a comunidade compreender que proteger crianças e adolescentes não é responsabilidade apenas do poder público, mas de toda a sociedade. Pais, vizinhos, educadores, instituições e cidadãos precisam estar atentos aos sinais de violência, abandono e exploração.

O cartaz da campanha traz uma mensagem forte e necessária: “Uma cidade unida na proteção de nossas crianças.” Essa união é essencial para que Carlos Chagas continue avançando na construção de uma cultura de respeito, cuidado e proteção da infância.

A mobilização é promovida pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Conselho Tutelar e Secretaria Municipal de Educação, com apoio da Prefeitura Municipal de Carlos Chagas.

Participar da caminhada é mais do que marcar presença em um evento: é assumir publicamente o compromisso de defender a dignidade, os direitos e o futuro de nossas crianças e adolescentes.

CADASTRO DA EJA



Apresentamos indicadores oficiais do Censo IBGE 2022 relacionados à escolarização da população de Carlos Chagas (MG), permitindo uma análise importante sobre a demanda potencial da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no município.

Análise da Demanda Oficial da EJA em Carlos Chagas

Os dados revelam um cenário que demonstra a relevância estratégica da EJA como política pública de inclusão educacional e desenvolvimento social.

1. População com mais de 15 anos

Carlos Chagas possui:

  • 15.249 pessoas com 15 anos ou mais

Esse é o universo populacional considerado para análise da alfabetização e escolarização de jovens, adultos e idosos.


2. População não alfabetizada

O município registra:

  • 2.486 pessoas não alfabetizadas

Esse número representa um contingente extremamente significativo da população local. Na prática, significa que milhares de cidadãos ainda enfrentam limitações no acesso à leitura, escrita e compreensão básica da linguagem escrita, o que impacta:

  • acesso ao trabalho;

  • exercício da cidadania;

  • autonomia pessoal;

  • acesso a políticas públicas;

  • inclusão digital;

  • continuidade dos estudos.

Esse indicador evidencia a necessidade de:

  • fortalecimento da EJA alfabetizadora;

  • busca ativa;

  • programas intersetoriais;

  • ampliação das estratégias de permanência dos estudantes.


3. Taxa de analfabetismo

A taxa oficial apresentada é de:

16,30%

Trata-se de um índice elevado quando comparado às metas nacionais de redução do analfabetismo.

Isso demonstra que:

  • aproximadamente 1 em cada 6 pessoas acima de 15 anos em Carlos Chagas não sabe ler e escrever adequadamente;

  • a EJA não deve ser vista apenas como modalidade complementar, mas como política prioritária de reparação social.

Esse dado também sugere possíveis desigualdades:

  • territoriais (zona rural e comunidades mais afastadas);

  • geracionais (idosos com baixa escolarização);

  • socioeconômicas;

  • históricas.


4. População adulta sem escolaridade completa

Outro dado extremamente relevante é:

  • 9.270 pessoas com 18 anos ou mais sem escolaridade completa

Esse talvez seja o principal indicador da demanda potencial da EJA.

Na prática, ele revela que grande parte da população adulta:

  • não concluiu a Educação Básica;

  • pode necessitar da EJA para concluir:

    • anos iniciais;

    • anos finais;

    • ensino médio.

Esse número representa mais da metade da população adulta do município.


O que os dados indicam pedagogicamente?

Os indicadores sugerem que a política municipal de EJA precisa atuar em múltiplas frentes:

a) Alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos

Prioridade para reduzir o analfabetismo absoluto.

b) Correção da trajetória escolar interrompida

Muitos cidadãos provavelmente abandonaram a escola precocemente por:

  • trabalho infantil;

  • dificuldades econômicas;

  • distância geográfica;

  • ausência histórica de oferta educacional;

  • vulnerabilidade social.

c) Formação para o mundo do trabalho

A baixa escolarização interfere diretamente:

  • na renda;

  • na empregabilidade;

  • na qualificação profissional;

  • no desenvolvimento econômico local.

d) Inclusão digital e cidadania

Hoje, a alfabetização envolve também:

  • acesso às tecnologias;

  • compreensão de informações digitais;

  • participação social.


Implicações para a política pública municipal

Os dados justificam:

  • ampliação de turmas de EJA;

  • fortalecimento da busca ativa;

  • parcerias intersetoriais;

  • integração com assistência social e saúde;

  • flexibilização de horários;

  • políticas de permanência;

  • transporte escolar adequado;

  • ações específicas para zona rural.

Também reforçam a importância de:

  • campanhas públicas de valorização da EJA;

  • combate ao preconceito contra estudantes adultos;

  • estratégias de acolhimento humanizado.


Conclusão

Os dados oficiais do IBGE demonstram que Carlos Chagas possui uma demanda expressiva e estrutural por Educação de Jovens e Adultos. A existência de:

  • 2.486 pessoas não alfabetizadas;

  • taxa de analfabetismo de 16,30%;

  • 9.270 adultos sem escolaridade completa;

evidencia que a EJA deve ocupar papel central nas políticas educacionais do município.

Mais do que uma modalidade de ensino, a EJA representa uma política de dignidade humana, inclusão social e reconstrução de trajetórias interrompidas pela desigualdade histórica brasileira.

domingo, 10 de maio de 2026


A universidade pode estar mais perto do que muitos jovens de Carlos Chagas imaginam. E talvez esta seja uma das notícias mais importante que um estudante do Ensino Médio poderá ler neste ano.

A Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), instituição pública, gratuita e reconhecida pela qualidade acadêmica, oferece dezenas de cursos superiores em diversas áreas do conhecimento e mantém uma das formas de ingresso mais inteligentes e acessíveis para os estudantes da rede pública: o SASI — Seleção Seriada.

O SASI funciona como um vestibular realizado em três etapas, acompanhando o estudante durante todo o Ensino Médio. Na 1ª etapa, o aluno realiza prova com conteúdos do 1º ano. Na 2ª etapa, os conteúdos do 2º ano. Já na 3ª etapa, utiliza-se a nota do ENEM, somando-se os resultados das fases anteriores.

Isso significa algo extremamente importante: o estudante não precisa apostar todo o seu futuro em uma única prova.

E há outro detalhe que merece atenção dos jovens de Carlos Chagas: 50% das vagas do primeiro semestre da UFVJM são destinadas ao SASI. Além disso, o estudante ainda pode disputar vaga pelo SISU utilizando a nota do ENEM, tendo duas oportunidades reais de ingresso na universidade pública.

A UFVJM oferece cursos como:

  • Medicina;

  • Direito;

  • Psicologia;

  • Enfermagem;

  • Engenharia Civil;

  • Administração;

  • Pedagogia;

  • História;

  • Letras;

  • Sistemas de Informação;

  • Ciências da Computação;

  • Agronomia;

  • Medicina Veterinária;

  • Serviço Social;

  • Odontologia;

  • Nutrição;
    entre muitos outros.

Os campi estão localizados em cidades relativamente próximas da nossa região, como Teófilo Otoni, Diamantina, Janaúba e Unaí.

Mas esta reportagem não é apenas sobre vestibular.

Ela é sobre sonhos.

Muitos jovens de Carlos Chagas cresceram acreditando que a universidade pública era algo distante, reservado apenas para alunos de grandes cidades. Isso não é verdade. Todos os anos estudantes de escolas públicas conseguem ingressar na UFVJM e transformar completamente suas vidas e a realidade de suas famílias.

O SASI pode ser o caminho que faltava para muitos adolescentes começarem a construir seu futuro agora, ainda durante o Ensino Médio.

Por isso, pais, professores, diretores, amigos, igrejas, lideranças comunitárias e toda a sociedade precisam ajudar a espalhar esta informação.

Se você está lendo esta reportagem, faça ela chegar ao maior número possível de jovens.

Compartilhe nos grupos.
Envie para um estudante.
Converse sobre o SASI nas escolas.
Mostre aos adolescentes que eles podem chegar à universidade pública.

Às vezes, uma simples informação compartilhada no momento certo muda completamente o destino de uma vida.

E talvez exista hoje, em alguma sala de aula de Carlos Chagas, um futuro médico, professor, engenheiro, psicólogo, enfermeiro, advogado ou pesquisador que apenas precisa descobrir que a UFVJM também é lugar para ele.

sábado, 9 de maio de 2026

PROFÂE: professora e mãe. Expressões do mesmo amor!

 

Profãe: O Sagrado Ofício de Partejar Sonhos

Ser professora é, por essência, um exercício de maternidade expandida. Não existem fronteiras de sangue quando o amor transborda na lousa e se faz presença na sala de aula. Ao longo da minha jornada, observo que a escola se torna um útero pulsante, onde cada lição é um novo parto e cada aluno, um filho que a vida nos entrega para lapidar.

É impossível distinguir onde termina a mestra e onde começa a mãe. Ambas habitam o mesmo pêndulo, bailando entre a sala de estar e a sala de ensinar, unidas pela sintonia do cuidar. Para definir essa entrega divina, criei o termo Profãe: essa mistura profunda de ternura e autoridade, de quem ilumina caminhos e acolhe medos com a mesma mão que corrige o caderno.

Às professoras-mães, deixamos aqui nosso reconhecimento. Vocês são donas de incontáveis partos intelectuais, transformando o saber em chama vívida. Não desanimem ante os desafios; sigam firmes no propósito de educar para fazer sonhar. Ousar e amar são os remos que nos fazem avançar. Afinal, ensinar é, acima de tudo, uma forma sublime de parir o futuro.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

A Escola na Era da Integridade: Onde o Ser Precede o Saber!

A Escola na Era da Integridade: Onde o Ser Precede o Saber

Vivemos tempos de abundância tecnológica nas salas de aula. Temos telas interativas, plataformas adaptativas e a Inteligência Artificial batendo à porta dos nossos currículos. No entanto, o paradoxo da nossa era nunca foi tão evidente: nunca tivemos tanto acesso ao conhecimento e, simultaneamente, nunca estivemos tão exaustos, ansiosos e desconectados de um propósito maior.

Após vivenciar os ensinamentos de Luiz Fernando Lucas no evento INOVA em Belo Horizonte, fica claro que a escola precisa urgentemente transitar da "Era do Conhecimento" para a "Era da Integridade". Mas o que isso significa na prática para quem vive o cotidiano escolar?

1. A Consciência do Gestor e o Clima Escolar

Se "a forma segue a consciência", o clima de uma escola é o reflexo direto da consciência de seus Diretores e Supervisores. Não adianta implementar novos métodos pedagógicos se o estado interior de quem lidera estiver fragmentado. A integridade na gestão significa que as decisões não são tomadas apenas por conveniência administrativa, mas por princípios éticos inegociáveis. Quando a liderança é íntegra, a escola torna-se um porto seguro, e não apenas uma engrenagem burocrática.

2. O Professor como Curador de Valores

Nesta nova era, o papel do Professor evolui do "transmissor de informação" para o "curador de integridade". Com a IA realizando o trabalho pesado da busca de dados, cabe ao educador o papel mais humano de todos: o desenvolvimento da ética.

"Fazer o certo é o único jeito de dar certo" também se aplica à pedagogia. Ensinar um aluno a pensar criticamente sobre a ética por trás da tecnologia é mais valioso do que ensiná-lo a apenas operá-la. O professor torna-se o exemplo vivo de que a coerência entre o que se diz e o que se faz é a maior lição que um aluno pode levar para a vida.

3. Alunos: De Espectadores a "Homo Conscious"

Para os Alunos, a Era da Integridade propõe uma mudança de identidade. Eles deixam de ser receptáculos de fórmulas e datas para se tornarem sujeitos conscientes. O desafio escolar passa a ser a integração entre o Cérebro (razão) e o Coração (emoção). Uma educação que foca apenas no intelecto e ignora o estado interior do estudante está formando técnicos, mas não seres humanos íntegros. O "Homo Conscious" na escola é aquele que entende que seu sucesso profissional futuro dependerá mais de sua autoliderança e valores do que apenas de seu histórico escolar.

4. O "Estado Interior" da Comunidade Educativa

A pergunta que encerrou a palestra de Luiz Fernando Lucas deve ressoar nos corredores de cada escola: “E você, como está aí dentro?”

  • Diretores: Como está a integridade da sua gestão quando ninguém está olhando?

  • Professores: Como está o seu entusiasmo interior diante de um mundo que exige resultados imediatos?

  • Alunos: Como está a sua bússola moral diante das pressões sociais e digitais?

Conclusão: Uma Escola Inteira para um Mundo Fragmentado

A Era da Integridade na educação nos convida a abandonar o "barco furado" da competitividade tóxica e do saber vazio. Ela nos chama para uma embarcação onde o destino é a paz espiritual, o respeito mútuo e o propósito.

A escola não é apenas um lugar onde se aprende a ganhar a vida; é o lugar onde se deve aprender a viver a vida com inteireza. Se a educação não for o caminho para a sanidade da própria consciência, ela terá falhado em sua missão mais nobre.

Você, que faz parte da educação, está pronto para essa evolução?

Reflexão inspirada na palestra de Luiz Fernando Lucas no INOVA BH 2026.

A Era da Integridade: por que o seu sucesso das pessoas hoje depende de quem ela é por dentro.

A lógica e a intuição se complementam, criando um caminho mais íntegro e compassivo. R. Grant, nos convida a refletir sobre a importância de cultivar ambos os aspectos da nossa natureza humana. Na "Era da Integridade", somos chamados a agir com base em valores e princípios, integrando nossa sabedoria interior com nossas ações no mundo.

A Era da Integridade: Por que o seu sucesso hoje depende de quem você é por dentro.

Ontem, 06-05-2026, no evento Inova em Belo Horizonte, tive o privilégio de assistir à palestra de Luiz Fernando Lucas, autor do livro "A Era da Integridade: Homo Conscious". Se eu pudesse resumir o meu sentimento ao assistir aquela palestra em uma frase, seria: um despertar.

Vivemos no ápice da Era do Conhecimento. Temos dados, tecnologia e Inteligência Artificial para tudo. Mas, paradoxalmente, nunca estivemos tão ansiosos e desconectados. O diagnóstico de Luiz Fernando é claro: estamos em transição para a Era da Integridade.

Abaixo, separei os 3 "insights" que vão mudar a forma como você encara sua carreira e sua vida pessoal:

1. A forma segue a consciência

Muitas vezes tentamos mudar nossos resultados mudando apenas nossas estratégias (a "forma"). Mas, como pontuado na palestra através da Teoria U de Otto Scharmer, o resultado de uma intervenção depende do estado interior do interventor. Se a sua liderança ou o seu projeto não está "dando certo", a resposta pode não estar em um novo software ou planilha, mas na qualidade da consciência que você está aplicando ali. A mudança real é de dentro para fora.

2. O dilema da IA: Uma questão de valores

A imagem de um braço humano tocando um braço robótico no telão trouxe a reflexão definitiva: a Inteligência Artificial é uma questão ética. No "Novo Mundo", a tecnologia fará o trabalho pesado, mas a "curadoria" do que é certo ou errado cabe ao ser humano íntegro.

“Fazer o certo é o único jeito de dar certo.” Essa frase de Luiz Fernando desmistifica a ideia de que a ética é um "obstáculo" ao lucro ou ao crescimento. Pelo contrário: na Era da Integridade, ela é o maior ativo competitivo.

3. Do Homo Sapiens ao Homo Conscious

A jornada para se tornar um "Homo Conscious" passa pela integração entre cérebro e coração. Não se trata mais apenas de saber (conhecimento), mas de sentir e agir com coerência.

Na famosa Escala de Valores à Ética apresentada, ficou claro que a Moral é cultural e pode mudar, mas a Ética é o alicerce que nos permite liderar, inovar e prosperar sem perder a paz espiritual.

Conclusão: E você, como está aí dentro?

Essa foi a pergunta que encerrou a palestra e que deixo para vocês hoje. O "barco para a ilha dos prazeres imediatos" está furado. O mundo está pedindo por pessoas inteiras, autênticas e, acima de tudo, íntegras.

Você está pronto para essa evolução?

Gostou desse conteúdo? Deixe seu comentário abaixo sobre como você busca manter a integridade na sua rotina profissional!