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domingo, 3 de novembro de 2019

Tema da redação do Enem 2019 é 'Democratização do acesso ao cinema no Brasil'



 O tema é realmente surpreendente, penso que não é difícil para os estudantes que vem treinando. Dá uma margem grande para o estudante falar sobre o acesso à 7ª arte a nivel nacional e sobre a própria produção do cinema brasileiro. O fato do cinema ser uma exclusividade das salas dos shopping e das cidades do Brasil não possuírem uma sala de cinema é um problema sério que impede a democratização do acesso ao cinema. Este tema não estava no rol dos temas de apostas para a redação do ENEM. A forma como desenvolver o tema depende  muito dos temas motivadores, para entender o encaminhamento que o candidato pode dar à construção do seu texto argumentativo. 
Essa semana falamos muito de cinema pois divulgamos ações da Escola João Beraldo relativo à excursão educativa quando mais de 40 dos nossos estudantes assistiram Malévola no cine Teca em Teófilo Otoni.
Concordo amplamente com a opinião do professor Rogi Almeida publicada pelo G1:[...] "o estudante pode se surpreender porque o tema não foi abordado em provas mais recentes. “Eles pegaram um eixo temático que há muito tempo não era abordado, que é cultura. O aluno tem que fazer a problematização para o acesso à cultura e ao cinema e como a partir de um filme se tira várias discussões sociais. Um exemplo é o Coringa, um filme a partir do qual se discute a violência, as doenças psíquicas, entre outros temas.” 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Tema da redação do Enem 2017 parece estar mais adequados para pedagogos e professores e não para jovens vestibulandos.

O tema da redação estava mais adequado a outro  público-alvo não aos jovens que fizeram o ENEM. Até agora estamos sem entender como se submeteu jovens vestibulandos a um tema tão específico, de grande complexidade  até para pedagogo e professores. No nosso entender este tema  está destinados à especialistas.   É uma temática que envolve uma série de conceitos e argumentos relacionados à educação  bem como  ao atendimento especializado que   estudantes surdos necessitam receber na escola regular. Este conhecimento se encontra distante até mesmo do professor regular que não tem especialização na área.

Veja a como foi a proposta de redação:





O estudante ao tecer sua dissertação,  precisaria tocar no problema da educação de surdos, sem ficar preso a ele. Trabalhar bem a educação enquanto instrumento de inclusão social, apontando os processos de acessibilidade existentes deixando claro a distinção do conceito de inclusão diante dos outros e como este acontece na prática da inserção educativa do surdo na sociedade.





Como se vê esta temática envolve conceitos e instrumentos bem específicos que demandam um certo domínio. A educação de surdos envolve valores específicos e objetiva  a sua preparação para a vivência de forma independente e autônoma na sociedade. A educação oferece ao surdo hoje o professor intérprete de libras, mas existem poucos profissionais no mercado, Temos alunos surdos matriculados na escola, com vaga aberta para este profissional, mas falta profissionais habilitados para tal. A linguagem de libras é complexa e demanda tempo e dedicação para formação de um  intérprete. Lembro do Diego, aluno que estudou com a gente desde o 3º ano do 1º segmento do ensino fundamental até a conclusão do ensino médio sem o intérprete porque não tinha este profissional em nossa cidade, com edital aberto para contrato de profissional em libras.  

Vejam que o texto II de suporte à redação,   exige uma perfeita compreensão dos conceitos de inclusão, para se fazer a leitura do mesmo.


A função do intérprete de libras é fazer a ponte entre a Língua de Sinais e a a Língua Portuguesa, ou entre a Língua Portuguesa e a Língua de Sinais. O intérprete de Libras é o profissional que domina a Língua de Sinais e a Língua Portuguesa, sendo assim está qualificado para exercer a função  de intérprete de libras em qualquer escola. Temos vaga aberta em edital sem profissional habilitado para esta função em nossa escola. 


A correção do MEC, em vista do exposto, como será? Vamos esperar prá ver. Será mais leniente e flexível na cobrança com relação à temática, levando em conta a dificuldade do jovem com o tema?   O público alvo da temática são os profissionais da educação. Ficou muito difícil para o jovem fazer uma proposta de intervenção com relação à educação de surdos. O MEC vai aceitar qualquer proposição vinda dos jovens?