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quinta-feira, 7 de maio de 2026

A Era da Integridade: por que o seu sucesso das pessoas hoje depende de quem ela é por dentro.

A lógica e a intuição se complementam, criando um caminho mais íntegro e compassivo. R. Grant, nos convida a refletir sobre a importância de cultivar ambos os aspectos da nossa natureza humana. Na "Era da Integridade", somos chamados a agir com base em valores e princípios, integrando nossa sabedoria interior com nossas ações no mundo.

A Era da Integridade: Por que o seu sucesso hoje depende de quem você é por dentro.

Ontem, 06-05-2026, no evento Inova em Belo Horizonte, tive o privilégio de assistir à palestra de Luiz Fernando Lucas, autor do livro "A Era da Integridade: Homo Conscious". Se eu pudesse resumir o meu sentimento ao assistir aquela palestra em uma frase, seria: um despertar.

Vivemos no ápice da Era do Conhecimento. Temos dados, tecnologia e Inteligência Artificial para tudo. Mas, paradoxalmente, nunca estivemos tão ansiosos e desconectados. O diagnóstico de Luiz Fernando é claro: estamos em transição para a Era da Integridade.

Abaixo, separei os 3 "insights" que vão mudar a forma como você encara sua carreira e sua vida pessoal:

1. A forma segue a consciência

Muitas vezes tentamos mudar nossos resultados mudando apenas nossas estratégias (a "forma"). Mas, como pontuado na palestra através da Teoria U de Otto Scharmer, o resultado de uma intervenção depende do estado interior do interventor. Se a sua liderança ou o seu projeto não está "dando certo", a resposta pode não estar em um novo software ou planilha, mas na qualidade da consciência que você está aplicando ali. A mudança real é de dentro para fora.

2. O dilema da IA: Uma questão de valores

A imagem de um braço humano tocando um braço robótico no telão trouxe a reflexão definitiva: a Inteligência Artificial é uma questão ética. No "Novo Mundo", a tecnologia fará o trabalho pesado, mas a "curadoria" do que é certo ou errado cabe ao ser humano íntegro.

“Fazer o certo é o único jeito de dar certo.” Essa frase de Luiz Fernando desmistifica a ideia de que a ética é um "obstáculo" ao lucro ou ao crescimento. Pelo contrário: na Era da Integridade, ela é o maior ativo competitivo.

3. Do Homo Sapiens ao Homo Conscious

A jornada para se tornar um "Homo Conscious" passa pela integração entre cérebro e coração. Não se trata mais apenas de saber (conhecimento), mas de sentir e agir com coerência.

Na famosa Escala de Valores à Ética apresentada, ficou claro que a Moral é cultural e pode mudar, mas a Ética é o alicerce que nos permite liderar, inovar e prosperar sem perder a paz espiritual.

Conclusão: E você, como está aí dentro?

Essa foi a pergunta que encerrou a palestra e que deixo para vocês hoje. O "barco para a ilha dos prazeres imediatos" está furado. O mundo está pedindo por pessoas inteiras, autênticas e, acima de tudo, íntegras.

Você está pronto para essa evolução?

Gostou desse conteúdo? Deixe seu comentário abaixo sobre como você busca manter a integridade na sua rotina profissional!

quinta-feira, 9 de abril de 2026

🌍 A Terra vista de longe, sentida de perto!

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Há momentos em que a humanidade precisa se afastar de si mesma para, enfim, se compreender.

Foi assim quando os astronautas da missão Artemis II olharam para a Terra e não viram fronteiras, disputas ou diferenças. Viram apenas um ponto azul — frágil, silencioso, suspenso na imensidão do universo.

Um ponto vivo.

O astronauta Jeremy Hansen disse que a Terra parece frágil. E essa palavra carrega uma verdade profunda. Fragilidade não é fraqueza — é convite ao cuidado.

Curiosamente, essa mesma percepção ecoa nas palavras do Papa Francisco em sua encíclica Laudato Si’. Nela, o Papa nos lembra que a Terra não é um recurso a ser explorado, mas uma casa comum a ser cuidada. Uma casa que geme, que sofre, que pede atenção.

E há algo profundamente belo nisso: dois olhares distintos — um vindo da ciência, outro da fé — convergem para a mesma verdade essencial.

Do espaço, os astronautas veem a Terra como um milagre improvável.

Da Terra, o Papa nos convida a enxergá-la como um dom sagrado.

Mas talvez o mais impactante não seja o que se vê, e sim o que se sente.

Lá de cima, dizem os astronautas, não faz sentido destruir. Não faz sentido competir por aquilo que é tão pequeno diante do infinito. Faz sentido cooperar. Apoiar. Construir juntos.

E aqui embaixo, quantas vezes esquecemos disso?

A Terra, vista de longe, não revela cidades ricas ou pobres. Não distingue religiões, ideologias ou nações. Ela revela apenas humanidade.

Uma única humanidade.

Talvez seja esse o maior ensinamento da missão Artemis II: não se trata apenas de ir mais longe no espaço, mas de voltar mais conscientes para casa.

Porque, no fim, o verdadeiro avanço não está na tecnologia que nos leva ao céu, mas na consciência que nos faz cuidar da Terra.

E então, diante dessa pequena esfera azul, tão bela e tão vulnerável, resta uma pergunta simples — e urgente:

Se somos privilegiados por viver aqui… por que ainda não aprendemos a cuidar? 🌱

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Quando nós mudamos, a Escola muda, e com ela o futuro!


Reflexão para o início do Ano Letivo de 2026

Tema: “Mudança”

Iniciamos o ano letivo de 2026 conscientes de que todo recomeço carrega mais do que datas, horários e planejamentos: carrega pessoas, histórias e disposições interiores. Por isso, escolhemos como tema deste ano a canção Mudança, não apenas para ser cantada, mas para ser vivida em nossos corredores, salas de aula, cozinhas, secretarias e pátios. Ela nos lembra, logo de início, que a transformação começa de dentro, quando “eu acordei com uma vontade de cuidar de mim”.

No ambiente escolar, essa mensagem ganha força especial. Professores, diretores, supervisores, cantineiras e servidores da secretaria: todos nós somos educadores, cada um a seu modo, cada um essencial no processo formativo. Quando arrumamos nossas “gavetas internas” e colocamos “tinta na caneta do coração”, tornamo-nos mais atentos, mais humanos e mais disponíveis para aqueles que são a razão maior da nossa profissão: os estudantes.

A escola muda quando nós mudamos. Quando o professor se permite aprender, o diretor escuta com sensibilidade, o supervisor orienta com respeito, a cantineira acolhe com carinho e a secretaria atende com cuidado. Pequenas atitudes geram grandes movimentos, porque, como diz a canção, “quando eu mudo, o mundo muda”. Um gesto puxa o outro, e o coletivo se balança.

Que este ano nos convide a animar “essa pessoa que mora em mim”, a reencontrar o sentido do que fazemos diariamente e a lembrar que educar é, antes de tudo, um ato de esperança. Se “o que não muda nesse mundo é somente a mudança”, que escolhamos mudar para melhor, juntos, colocando o aluno no centro, a humanidade no caminho e a esperança como horizonte.

Após esta reflexão, cantemos. Que a canção nos una e nos acompanhe durante todo o ano letivo, como lembrete permanente de que, quando nós mudamos, a escola muda — e, com ela, o futuro que construímos todos os dias.

domingo, 18 de janeiro de 2026

Pedagogia que sustenta Sonhos: quando Educar é carregar corações!


Uso essa camiseta com orgulho, nela está escrito: "Um Pedagogo com certeza", porque ela traduz, em imagem simples e delicada, aquilo que carrego como sentido de vida e de profissão.

A estampa mostra um pequeno personagem segurando um livro, suspenso por vários corações em forma de balões. Não são corações aleatórios. Cada um deles representa uma vida tocada, um afeto construído, uma esperança cultivada. O pedagogo não carrega pesos: ele sustenta sonhos. E é exatamente o amor pela educação que o mantém em movimento, mesmo quando o chão parece distante.

O pedagogo trabalha para transformar vidas. Transforma quando acolhe, quando orienta, quando escuta com atenção e intervém com responsabilidade. É aquele profissional que acredita no humano antes de qualquer estatística. Por isso, ouso dizer que o pedagogo colabora com Deus na criação do ser humano: não no sentido biológico, mas na formação ética, intelectual e emocional de cada criança, jovem ou adulto que passa pela escola.

Na escola, o pedagogo é um profissional versátil e essencial. Sua atuação vai além da sala de aula. Embora possa atuar na docência na Educação Infantil e nos Anos Iniciais, seu papel na gestão escolar envolve coordenação, supervisão e orientação educacional. A LDB e a Resolução CNE/CP nº 1/2006 reconhecem esse profissional como responsável pelo planejamento, pela organização e pela avaliação dos processos educativos.

Como afirma Libâneo, a função central do pedagogo é prestar assistência pedagógico-didática aos professores. Não é um “superprofessor”, mas alguém que compreende profundamente o processo educativo e ajuda a melhorar o ensino. Atua no planejamento do PPP, na organização curricular, na formação continuada, na avaliação e na gestão democrática da escola.

O pedagogo não é burocrata, nem substituto ocasional. É presença, mediação e compromisso. É, como diz a estampa da camiseta, alguém que carrega corações — e, com eles, faz a educação voar.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

O Ano Letivo só melhora se nos melhorarmos!

Professores e Professoras,

No início de mais um ano letivo, a tirinha da Mafalda nos provoca com uma verdade simples e profunda: todos esperam que o ano seja melhor, mas talvez o maior desafio seja que nós, pessoas, sejamos melhores. A educação começa exatamente nesse ponto. A escola não é apenas atravessada pelo tempo do calendário, mas pelo tempo humano, feito de escolhas, atitudes e compromissos cotidianos.

Cada início de ano traz expectativas, metas e planos. Porém, mais do que conteúdos, projetos ou avaliações, somos chamados a renovar o sentido da nossa prática. Ser melhor, aqui, não significa ser perfeito, mas ser mais atento, mais disponível, mais sensível às histórias que chegam à sala de aula. Significa olhar cada estudante como possibilidade, não como limite.

O professor é aquele que inaugura caminhos. Mesmo em cenários desafiadores, é sua postura ética, seu cuidado com a palavra e sua crença no aprendizado que transformam o ano em experiência significativa. Quando um educador se permite crescer, refletir e aprender, ele autoriza seus alunos a fazerem o mesmo.

Que este ano letivo seja melhor porque nós, educadores, decidimos ser melhores: no diálogo, na escuta, na esperança e no compromisso com uma educação que humaniza, acolhe e transforma.

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

A grande arte de se reinventar com Leo Chaves na Expominas!

                    Acesse a fotos que fizemos do momento:https://photos.app.goo.gl/gVfzdp3Pg35e7A1n9

A Grande Arte de se Reinventar com Leo Chaves na Expominas!

Na tarde de terça-feira, 9 de setembro de 2025, às 16h30, a Expominas foi tomada por aplausos, euforia e emoção. Eu, Deodato, junto a Zaida, Guilherme, Edna Duarte, Istênia, Leudiana, Nalva, Léo, Renato, Saulo, Jardson, Verônica e Edson, tivemos o privilégio de participar da palestra “A Grande Arte de se Reinventar”, conduzida pelo cantor e palestrante Leo Chaves, da consagrada dupla Victor & Leo.

Fundador do Instituto Hortência, que atua no fortalecimento das competências socioemocionais nas escolas, Leo compartilhou histórias pessoais e reflexões que se transformaram em lições de vida. Com leveza e profundidade, apresentou as sete habilidades que podem mudar a trajetória de qualquer pessoa: Percepção, Aceitação, Direção, Perseverança, Conexão, Gestão e Marca.

Entre ensinamentos, Leo convidou o público a separar o que faz mal e abraçar o que traz felicidade, a buscar harmonia interior e enfrentar seus próprios monstros, deixando de lado as máscaras sociais para reencontrar-se com a melhor versão de si. Quem esteve lá guardará para sempre a metáfora do “descascar da laranja”, símbolo da criação de vínculos verdadeiros.

A palestra ganhou ainda mais intensidade quando Leo Chaves cantou sucessos, incluindo a emblemática “Deus e Eu no Sertão”, que arrebatou o público. Foi impossível não se emocionar com a voz que mistura afeto, simplicidade e espiritualidade.

Ao final, ficou a certeza: a reinvenção começa aqui e agora, e deve ser cultivada diariamente. Entre a beleza física que encantou muitas mulheres e a beleza interior expressa em suas palavras, Leo Chaves deixou em todos nós a semente da transformação.

"O que plantamos hoje é uma semente que florescerá amanhã e ajudará a transformar o mundo"

sábado, 23 de agosto de 2025

Quando o silêncio fala mais alto: Octavio Paz e o choque entre índios e europeus!

 

📖 Trecho de Octavio Paz – O Labirinto da Solidão

“Os índios não podiam responder ao mundo que os espanhóis lhes impunham porque não compartilhavam os seus símbolos nem a sua visão. Faltava-lhes esse recorte cultural que dava sentido às palavras do conquistador. A palavra europeia caía sobre eles como algo estranho, sem equivalente no seu universo. Daí o silêncio, a incomunicação, a derrota espiritual que acompanhou a militar.” (O Labirinto da Solidão, p. 101).


Explicação didática

Octavio Paz nos mostra que, durante a Conquista, o choque entre espanhóis e povos indígenas não foi apenas militar, mas também cultural e simbólico. Os indígenas não tinham como compreender plenamente as palavras e os conceitos trazidos pelos europeus, porque pertenciam a mundos diferentes, com referências e significados distintos.

Essa ausência de uma linguagem comum gerou silêncio e incomunicação, como se cada lado falasse um idioma impossível de traduzir para o outro. A derrota, portanto, não aconteceu só no campo de batalha, mas também no espírito, já que os indígenas perderam a possibilidade de diálogo em pé de igualdade.

Esse ponto levantado por Paz nos ajuda a refletir sobre como a falta de reconhecimento do outro e de sua visão de mundo pode gerar exclusão, violência simbólica e apagamento cultural.

💭 Perguntas para refletir e comentar:

  1. Você já parou para pensar que, muitas vezes, a falta de diálogo entre culturas nasce porque não partilhamos os mesmos símbolos e referências?

  2. Como podemos, hoje, evitar esse “silêncio” entre diferentes grupos sociais, culturais ou linguísticos?

  3. O que o trecho de Octavio Paz nos ensina sobre a importância de valorizar e respeitar a cultura indígena no Brasil?

  4. Quando uma cultura tenta se impor sobre a outra, quem perde mais: quem domina ou quem é dominado?

  5. E se a conquista tivesse sido baseada no diálogo e no respeito mútuo, como poderia ter sido diferente a história da América?

domingo, 20 de julho de 2025

A Morte da Sabedoria e o Triunfo do Superficial: uma reflexão necessária para tempos apressados!

A Morte da Sabedoria e o Triunfo do Superficial: uma reflexão necessária para tempos apressados!

Vivemos um tempo de paradoxos. Estamos mais conectados do que nunca, mas também mais distraídos, mais ansiosos, mais sozinhos. A era digital nos deu o milagre da informação instantânea, mas também nos afogou em ruídos, pressas e superficialidades. Em vez de buscarmos sentido, mergulhamos em entretenimento. Em vez de refletirmos, performamos. Em vez de cultivarmos sabedoria, celebramos a distração.

O vídeo “Por que o Mundo Moderno Glorifica a Estupidez – A Morte da Sabedoria” oferece um diagnóstico corajoso desse cenário. Ele revela como a cultura do espetáculo, já prevista por Guy Debord¹, transformou a vida numa vitrine onde tudo é aparência, onde o valor do conteúdo importa menos do que a estética da entrega.

A glorificação do banal, dos conteúdos vazios e dos influenciadores que nada dizem, é um sintoma profundo: é a dor emocional de uma sociedade que perdeu suas âncoras simbólicas — a religião, a política ética, a ciência com propósito — e tenta se anestesiar com dopamina digital. A distração virou remédio; o vazio, refúgio.

Na educação pública, esse fenômeno nos atinge diretamente. Quando nossos estudantes consomem conteúdos fúteis e celebram valores invertidos, perdem, muitas vezes, a capacidade de pensar criticamente, de discernir o justo, de resistir à manipulação. E nós, educadores, precisamos fazer mais do que ensinar: precisamos despertar. Ensinar não apenas a ler palavras, mas a decifrar o mundo. Ensinar a desconfiar dos slogans fáceis, das promessas instantâneas e dos ídolos de plástico.

Pensar, hoje, é um ato político. Recusar o espetáculo e escolher a profundidade é um gesto de resistência. Recuperar o silêncio, o tempo lento da leitura, o desconforto do pensamento, é salvar nossa humanidade da diluição. Porque no fim das contas, como bem conclui o vídeo, “o que nos salva não é o que nos distrai, é o que nos transforma”.

A pergunta que deixo a você, leitor do meu blog: qual foi a última vez que algo realmente profundo te fez parar e pensar?


¹ Guy Debord (1931–1994) foi um filósofo, cineasta e teórico marxista francês, fundador da Internacional Situacionista. É autor da obra A Sociedade do Espetáculo (1967), em que critica a transformação das relações sociais em representações midiáticas e mercadológicas, analisando o papel da imagem e da alienação na sociedade capitalista moderna. Sua teoria influenciou profundamente os estudos culturais, filosóficos e políticos contemporâneos.

sábado, 3 de maio de 2025

A APOSTA DE ANTON TCHEKHOV!


A Ilusão da Espera: 15 anos para descobrir o vazio da vida!

📖 Baseado no conto “A Aposta”, de Anton Chekhov

Introdução:

Anton Chekhov, um dos maiores contistas da literatura russa, nos presenteia com uma reflexão brutal e filosófica sobre o sentido (ou a ausência dele) da vida moderna em seu conto “A Aposta”. Nele, um jovem advogado aceita viver 15 anos isolado para provar que a reclusão não destrói a mente humana. A aposta? Dois milhões de rublos.

Mas o que começa como um desafio de orgulho e ambição termina como uma denúncia existencial: nada do que valorizamos tem permanência ou plenitude.


I. A Aposta: um conto, uma crítica

Chekhov nos apresenta dois personagens centrais: o banqueiro e o jovem advogado. Um defende a pena de morte, o outro, a prisão perpétua. Para provar seu ponto de vista, o advogado aceita viver isolado por 15 anos. A promessa? Uma fortuna. Mas o que ele encontra não é riqueza — é desilusão.


II. O saber não salva

Durante o isolamento, o advogado mergulha nos livros, nas religiões, na filosofia e nas ciências. No entanto, quanto mais lê, mais percebe que o conhecimento não preenche o vazio da existência. Ele escreve:

“O saber humano é pó e vaidade. Estudei tudo, li os sábios, mas compreendi que tudo é vaidade.”


III. A vida como prisão disfarçada

Chekhov usa a cela do advogado como metáfora da vida moderna. Quantos de nós vivemos em cárceres invisíveis? Trabalhamos anos para alcançar segurança, sucesso, títulos — apenas para descobrir, tarde demais, que tudo era ilusão. Sacrificamos saúde por riqueza, juventude por status. E, no fim, o que resta?

“A vida é uma aposta onde a perda é garantida.”


IV. A verdadeira liberdade

No final, o advogado renuncia ao prêmio e escreve uma carta que é, ao mesmo tempo, confissão e libertação. Ele percebe que o verdadeiro triunfo não está em vencer, mas em desistir de jogar o jogo da ilusão. Renunciar ao dinheiro é romper com o sistema de falsas promessas.

“Desprezo vossos bens, vossa sabedoria e vossa glória. Renuncio aos dois milhões e a tudo o que chamam de vida.”


V. Reflexão final

Chekhov não oferece consolo. Ele nos obriga a olhar para o abismo do niilismo, onde o sentido não é dado, mas inventado — e nem sempre é suficiente. É um convite para romper com a anestesia social e assumir a lucidez como única forma honesta de viver.


Referência literária: 

PATACA, Abel. 15 anos para descobrir que nada faz sentido — A Aposta de Anton Chekhov. YouTube, 2 maio 2025. Vídeo (19min20s). Disponível em: https://www.youtube.com/@abelpatacaap. Acesso em: 3 maio 2025.


Acesse o conta-clique aqui:
🧠 Pergunta para refletir:
Quantos anos da sua vida você tem apostado em algo que talvez nunca venha?

📩 Compartilhe nos comentários o que mais te tocou nessa leitura.

sábado, 19 de abril de 2025

Um vaso quebrado!

Cada um de nós, quando consegue olhar com toda a verdade e sinceridade para dentro de si, se descobrirá um vaso quebrado. É um grande acontecimento quando conseguimos enxergar onde estão as rachaduras e nos dizemos: “Estou quebrado aqui, ali e acolá”. 

Do ponto de vista humano, parece que chegamos ao fim de um percurso de conhecimento de nós mesmos. E é verdade. Não podemos fazer mais nada além de olhar as rachaduras… Mas do ponto de vista do nosso relacionamento com Jesus, estamos começando um novo e fascinante percurso. Jesus veio exatamente para isso. A Bíblia fala que Jesus veio para nos dar a vida verdadeira, eterna; que em grego se diz zoè

Com Ele, e exatamente por meio de nossas rachaduras, começaremos um outro percurso de vida. Um percurso (parece impossível, mas é verdade) de reparação, de cura, de experiência de ser amado e de misericórdia. Jesus nunca se impõe, é delicado. O modo como Ele age é pleno de respeito pela nossa liberdade. Ele diz: “Se você quiser, eu o ajudo. Os meus braços divinos, fortes e potentes, carregarão esse vaso quebrado que você é, com delicadeza e amor. Eu consigo fazer um novo e lindo vaso”. Como dizia Isaías (64,7): Tu és nosso Pai, nós somos a argila e tu és o nosso oleiro, todos nós somos obras de tuas mãos

Qual é o caminho? Em primeiro lugar, é preciso reconhecer e dizer com a boca, por meio da Confissão, todas as rachaduras que vemos em nós. A Confissão nos entregará à graça. E, no estado de graça, estamos prontos, e, se quisermos, podemos nos entregar nos braços de Jesus e Ele nos ajudará. Ele não exigirá nada. Não pede que sejamos melhores do que conseguimos ser. Ele apenas quer que nos abandonemos. Na verdade, Ele deseja mais do que tudo (e nos suplica da cruz) que deixemos que Ele conserte nosso vaso quebrado, com sua misericórdia potente. Ele veio para ser Deus conosco: aquele que com força e amor vem para nos resgatar. Ele não tirará o que amamos e desejamos. Mas, fará, junto conosco, um percurso que nos ensinará a como amar verdadeiramente, e a não estragar nada, nem nossa vida, nem a dos outros, nem a natureza que Ele ama e criou, deslumbrado pela sua beleza… 

Em segundo lugar, é preciso que nos tornemos pessoas de oração. Que comecemos a rezar de verdade e sinceramente. Não rezar para mudar, pois só Ele sabe como será o nosso caminho, mas rezar para se abandonar verdadeiramente, em suas mãos poderosas. Um vaso quebrado não consegue se autoconsertar. 

Quem quer que sejamos, ou quaisquer sejam as nossas rachaduras, a oração, a Confissão e os sacramentos nos ajudarão a fazer o caminho para os braços de Jesus, que quer nos refazer com todo o amor. A oração privilegiada, a partir da experiência milenar da Igreja, e como descobriram os monges e monjas, é chamada Liturgia das Horas, a leitura e meditação dos salmos (usando, por exemplo, o aplicativo iLiturgia), e a leitura diária da Bíblia, chamada de Lectio Divina ou leitura orante da Bíblia (como auxílio, podemos aprender os passos da leitura orante da Bíblia por meio do livro Ler e Meditar a Bíblia, Uma Breve Introdução à Lectio Divina, de Dom Innocenzo Gargano, editora Benedictus). 

Aos poucos, e com delicadeza, nossa vida mudará. E Jesus, que é nosso grande amigo, nos conduzirá, como fez com Paulo, a pertencer a uma comunidade eclesial, e a viver na sua Igreja. Confiemos Nele! Ele vive para nós e não contra nós. 

🙏 Interaja com seu coração: vamos conversar?


    🏺 Você já reconheceu alguma rachadura na sua vida?

    ➡️ Se sim, como foi esse momento? O que mudou a partir disso?


    ✨ Você acredita que Deus pode restaurar um “vaso quebrado”?

    ➡️ O que te impede — ou te ajuda — a se entregar totalmente nas mãos do Oleiro?


    💬 Você já fez uma confissão que te trouxe verdadeira paz interior?

    ➡️ Como foi essa experiência? Que sentimento ficou depois?


    🕯️ Como tem sido sua vida de oração?

    ➡️ Você já tentou a leitura orante da Bíblia? Já ouviu falar da Liturgia das Horas?


    🛐 Você sente que pertence a uma comunidade que te sustenta na fé?

    ➡️ Que lugar a Igreja ocupa hoje na sua caminhada?


    🤲 O que mais te toca nesta frase: “Jesus não exige que sejamos melhores do que conseguimos ser, Ele só quer que nos abandonemos”?

    ➡️ Comente com 💔 se você se sente assim hoje. Ou com ✝️ se está disposto a confiar.


Texto: Um vaso quebrado – Ana Lydia Sawaya, publicado em 2 de abril de 2025 no site do jornal O São Paulo.
👉 Leia em: https://osaopaulo.org.br/colunas/um-vaso-quebrado/


domingo, 13 de abril de 2025

🎨 Vida: não é para ser lida, é para ser colorida

🎨 Vida: não é para ser lida, é para ser colorida

A ilustração acima, com simplicidade e profundidade, nos oferece uma poderosa metáfora sobre a existência humana e o papel da educação. Ao olhar para o "menu da vida", o personagem confessa não entender o que está escrito. A resposta do outro é surpreendente: "Não é para ler, é para colorir."

No universo pedagógico, essa imagem nos convida a refletir sobre a formação integral do ser. A vida não se resume a um manual com instruções prontas — ela é um espaço de criação, de escolhas, de expressão. Educar não é apenas transmitir conteúdos, mas inspirar os alunos a colorirem suas trajetórias com coragem, sentido e beleza.

Muitas vezes, nossos estudantes se sentem perdidos, esperando que alguém lhes diga como viver. Cabe a nós, educadores, mostrar que cada um tem nas mãos as tintas da sua história, e que não há um único caminho ou cor certa. A escola deve ser esse espaço onde se aprende a pensar, sentir e transformar.

Afinal, a vida se vive com atitude, se pinta com afeto e se compreende na prática diária de ser quem se é. Não apenas leia a vida. Viva. Pinte. Transforme.


quarta-feira, 9 de abril de 2025

📱 Quando a Diversão Digital Supera o Dever de Aprender!


📱 Quando a Diversão Digital Supera o Dever de Aprender

Você sabia que crianças e adolescentes passam muito mais tempo diante das telas se divertindo do que estudando? A Figura 2 do livro A Fábrica de Cretinos Digitais, do neurocientista Michel Desmurget, traz dados que nos convidam à reflexão.

O gráfico mostra que pré-adolescentes (8 a 12 anos) passam em média 5 horas por dia em frente às telas para atividades recreativas, enquanto dedicam apenas 25 minutos aos deveres escolares. Já os adolescentes (13 a 18 anos) passam cerca de 7 horas por dia se divertindo no digital, contra apenas 1 hora diária para tarefas escolares.

O mais preocupante é a proporção: os pré-adolescentes dedicam 13 vezes mais tempo à diversão digital do que aos estudos. Entre os adolescentes, essa diferença é de 7,5 vezes. Isso levanta um alerta: estamos educando para o saber ou apenas entretendo para o esquecimento?

📌 O que esse dado revela?
Revela uma infância e juventude imersas em um uso desbalanceado das tecnologias. As telas, que poderiam ser aliadas do aprendizado, têm sido consumidas majoritariamente para entretenimento. Segundo Desmurget, isso tem impacto direto no desenvolvimento da atenção, linguagem, memória, saúde emocional e desempenho escolar.

👨‍👩‍👧‍👦 E qual o nosso papel, enquanto educadores e famílias?
Não se trata de abolir as telas, mas de reeducar o uso. Estimular o equilíbrio, orientar o acesso, propor experiências reais, incentivar a leitura, o brincar livre e o convívio social.

Se queremos formar uma geração crítica, criativa e saudável, precisamos olhar para esses dados com responsabilidade. A infância não pode ser sequestrada por algoritmos.

terça-feira, 8 de abril de 2025

📱 Entre o Lazer e o Aprendizado: O Que os Gráficos Revelam Sobre Nossas Crianças e Adolescentes?

📱 Entre o Lazer e o Aprendizado: O Que os Gráficos Revelam Sobre Nossas Crianças e Adolescentes?

Os dados nem sempre gritam, mas dizem muito. No livro A Fábrica de Cretinos Digitais, o neurocientista Michel Desmurget apresenta um gráfico instigante sobre o tempo que crianças e adolescentes dedicam ao uso de telas – e a maneira como esse tempo é distribuído entre o lazer e o aprendizado.

A Figura 1 da obra nos mostra que entre os pré-adolescentes (8 a 12 anos), cerca de 41% usam dispositivos digitais por mais de 4 horas por dia apenas para fins recreativos. Já entre os adolescentes (13 a 18 anos), esse número salta para impressionantes 62%, sendo que 29% usam mais de 8 horas por dia apenas para entretenimento.

Agora, vejamos o contraponto: o uso das telas para fins escolares. Entre os pré-adolescentes, 41% usam mensalmente ou menos para estudar. Apenas 27% fazem isso diariamente. Em contraste, os adolescentes mostram um uso mais consistente para deveres escolares, com 59% utilizando diariamente.

📌 O que isso revela?

Revela um desequilíbrio alarmante: nossas crianças estão crescendo imersas no consumo digital recreativo, muitas vezes sem mediação, enquanto o uso das mesmas tecnologias como ferramentas de estudo e aprendizado permanece secundário.

Não se trata de demonizar as telas, mas de compreender como e por que elas são utilizadas. O excesso de tempo recreativo, alertam os estudos citados por Desmurget, está associado a impactos negativos no desenvolvimento cognitivo, na linguagem, na concentração e até no bem-estar emocional.

E o que podemos fazer?

Pais, educadores e gestores públicos precisam se unir em torno de uma educação digital crítica e consciente. Precisamos:

  • Redefinir os tempos de tela dentro e fora da escola;

  • Ensinar o uso pedagógico das tecnologias;

  • Criar momentos de desconexão;

  • Reforçar o valor do brincar, da leitura, do diálogo e do tempo de qualidade.

É hora de questionar a naturalização do excesso. Se queremos formar leitores, pensadores, criadores e cidadãos, precisamos, sim, refletir sobre a forma como o digital ocupa a vida das nossas crianças.

📚 Afinal, estamos educando para o mundo… ou apenas distraindo para o vazio?

terça-feira, 4 de março de 2025

É uma jornada para a Essência o caminho do Envelhecer! Você concorda?

"Envelhecer é ir se retirando progressivamente do mundo das aparências."

Fleusa me apresentou esta frase em seu celular numa pequena reunião de amigos e achei que ela traz uma reflexão profunda sobre o processo de envelhecimento para todos nós. Vejo que com o passar dos anos, muitas das preocupações superficiais que antes ocupavam nossas mentes vão perdendo importância. A vaidade excessiva, a busca incessante por aceitação e a necessidade de provar algo para os outros começam a dar lugar a uma valorização maior do essencial. À medida que o tempo passa, é natural nos conectarmos, muitas vezes sem perceber, com situações e experiências mais plenas e significativas.

Envelhecer, nesse sentido, não é apenas um processo físico, mas um amadurecimento emocional e espiritual. Aos poucos, aprendemos que o que realmente importa não está na aparência, mas na essência das coisas e das relações humanas entre a gente. A felicidade passa a ser encontrada na simplicidade, na autenticidade e na profundidade dos vínculos que construímos.

É um movimento de volta para dentro, onde nos conectamos com quem realmente somos, sem máscaras ou ilusões. Retirar-se do mundo das aparências significa também aceitar-se, acolher a própria história e viver com mais leveza, buscando sentido naquilo que realmente nos faz bem. Afinal, a beleza da vida está na verdade e não na ilusão.

Com o passar dos anos, quais valores ou percepções sobre a vida você sente que se tornaram mais importantes para

@professordeodatogomes

Deodato Gomes Costa