Bullying

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sábado, 12 de novembro de 2022

O PODER DAS PALAVRAS NO AMBIENTE ESCOLAR. - O bom humor deve ser compromisso de toda a comunidade escolar.

 


No ambiente escolar, o bom humor é um fator educacional importante e incentiva o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem. Um sorriso nos lábios demonstra o modo de encarar a vida, facilita a comunicação e melhora as relações interpessoais na Escola. Cria um clima de confiança e bem estar. Dá menos trabalho sorrir do que ficar de cara fechada, concorda? Não requer esforço nem prática. É um gesto simples e econômico. Assim, sorria, nem que seja por economia. O humor, bom ou mau, contagia uma escola e interfere no comportamento de todos. Para se ter uma ideia de como é contagioso, uma colega professora contou que uma colega na Escola está permanentemente de mau humor. Toda vez que se encontram nos corredores da Escola ou na sala de professor está de cara amarrada! E o mau humor acaba contagiando todos, porque muitas vezes a sala de professor, para aquela pessoa, vira um muro de lamentações.

Há um ensinamento que diz: jogue uma pedra na água, ela some num instante, mas deixa dezenas de ondas girando em círculos, círculos e círculos. Diga uma palavra ríspida: ela some num instante, mas deixa dezenas de ondas girando em círculos, círculos e círculos. Diga uma palavra amável: ela some num instante, mas deixa dezenas de ondas girando em círculos, círculos e círculos. Assim também é com o humor. Ele contagia e é fundamental para a melhoria da qualidade no ambiente escolar. O bom humor dever ser compromisso de toda a comunidade escolar.

Adaptado de:ARANGEL, Alexandre. O que podemos aprender com os Gansos. São Paulo: Editora Original, 2007, p. 22.

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Escrituração Escolar - Os papéis que passam nas minhas mãos - Reflexão para iniciar .

Para iniciar... 

  “Ao mexer com documentos escolares, estou lidando com vidas humanas! 

Com seres que sonham e aspiram... 

Que lutam, que brigam, que choram e que correm em busca de uma vida melhor! 

Minhas mãos podem construir!    Minhas mãos podem edificar! 

Tão importante são os papéis que passam pelas minhas mãos e às vezes fico  a pensar: 

_ O que será da vida desse amanhã? 

_ Será que terá um futuro melhor? 

_ Será que para ele, surgirá um novo sol? 

Esse papel parece coisa tão fria. 

_ Será que a vida deles é fria e vazia? E a minha? 

_ Não! A minha vida é cheia de amor! 

Eu sonho, eu choro, eu luto, eu brigo, eu corro, eu canto...! 

O papel que parecia frio tocando em minhas mãos ficou quente e colorido com cores dos sonhos dos meninos e das Meninas que estudam por força de famílias pobres, pessoas excluídas que esperam uma vida melhor. 

Que correria! 

Sinto vivo o papel deles em minhas mãos, prometo a vocês Meninas e Meninos, que suas vidas não serão vazias! 

E com maior cuidado e atenção carimbo e assino os papéis, porém, eles nunca saberão que seus destinos estiveram em minhas mãos.” 

 (Autor desconhecido


quarta-feira, 2 de março de 2022

A lógica do trabalho em grupo apresentado em um comercial da Coca Cola. Excelente para discutir em reuniões.


Este comercial da Coca Cola para além da divulgação do produto nos apresenta também uma situação-problema em que a solução só aparece quando é enfrentada coletivamente.  

Em educação então,  podemos dizer com toda convicção,  que  o trabalho em equipe é poderoso e por isso é a única forma capaz de alcançar os objetivos mais difíceis.

Ninguém é capaz de resolver as coisas sozinho. Podemos às vezes,  até vencer sozinhos as lutas diárias da educação, mas em equipe podemos ganhar constantemente! É segredo de compartilhar projetos e buscas de realizações em conjunto.

Assista e entenda a lógica desse comercial. Lindo e  surpreendente.

#2022QuemEstudaVence

É problema procrastinar compromissos e tarefas em uma Organização Escolar.


Amplie o seu vocabulário:

PROCRASTINAR: transferir para outro dia ou deixar para depois. 

Sinônimo de procrastinar: adiar, postergar, protelar, tardar, atrasar, pospor, demorar, espaçar, prolongar, prorrogar, delongar, retardar, protrair, diferir.

Quando a gente pensa no Calendário Escolar com suas datas a serem religiosamente cumpridas,  concluímos que esta palavra não combina com Educação. 

Todos os profissionais da rede tem hora dia e prazo para entrega de seus trabalhos, sob pena de congestionar todo um processo educacional.

Esta reportagem do Fantástico ajuda a gente a refletir sobre nossa responsabilidade diante do problema da procrastinação.

Este conceito foi tema principal da nossa Semana Pedagógica.

domingo, 27 de fevereiro de 2022

É preciso sentir para não adoecer!....Benefícios emocionais e cognitivos para quem se permite sentir

                  😃   😭      😳      😴

 Feliz de quem sente tudo. Feliz de quem se permite sentir. Sentir é viver. Viver é sentir. Somos seres emocionais, que pensam. Logo, a emoção nos rege – é a nossa primeira reação.

Se você quer ser uma pessoa feliz, sinta. Sinta aflição, raiva, tristeza, dor, angústia, ansiedade, sofrimento, alegria, saudade, gratidão. Sinta todas as emoções porque um cérebro saudável sente. Uma cognição funcional sente tudo.

Quanto mais evitamos sentir, mais adoecemos e prejudicamos a nossa cognição. Evitamos sentimentos pra não lidar com aquilo, é uma estratégia de enfrentamento disfuncional, é quentinho, conhecida, mas causa dor e incômodo. Quanto mais você se permitir sentir, mais gerenciamento das suas emoções você terá. Pode acreditar em mim.

Como se permitir sentir

Permita-se e silencie-se. Todos os dias, tire uns 10 minutinhos em silêncio, num ambiente tranquilo, aconchegante, acolhedor e ouça com carinho e atenção o que está dentro de você e o que sua alma quer falar. Faça esse exercício diariamente. Pratique a comunicação interna, aquela que é “você e você”. Ouça-se verdadeiramente. Simplesmente, faça!

Silenciar é curar. Silenciar é expandir. Silenciar é realmente sentir. E feliz daquele que se dá a oportunidade de sentir, ouvir sua alma, e ser honesto com as suas próprias emoções.

FONTE: Aletéia

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Reflexão: Fila Indiana

 


Para mim as pessoas caminham pela face da Terra em fila indiana.

Cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás.

Na sacola da frente, nós colocamos as nossas qualidades.

Na sacola de trás guardamos os nossos defeitos.

Por isso durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos  nas virtudes que possuímos, presas em nosso peito.

Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente nas costas do companheiro que está adiante, todos os defeitos que ele, possui.

E nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa andando atrás de nós está pensando a mesma coisa a nosso respeito. 

Mude, ainda dá tempo, e não esqueça...

                            Por Gilberto de Nucci

quarta-feira, 30 de junho de 2021

História da Estátua das Crianças da Bomba Atômica


História da Estátua das Crianças da Bomba Atômica

História de Sadako Sassaki e da Estátua das Crianças da Bomba Atômica

Para conhecer a história e o significado da Estátua das Crianças da Bomba Atômica, primeiramente precisamos conhecer a história de Sadako Sasaki.

A estátua foi uma homenagem à ela e a todas as crianças inocentes que morreram covardemente por causa da guerra e da bomba atômica de Hiroshima e de Nagasaki. É uma história que nos toca o coração e que vale a pena conhecer!

História de Sadako Sasaki

Sadako Sasaki nasceu durante a Guerra do Pacífico (Segunda Guerra Mundial).
A família de Sadako possuiam uma Barbearia e quando sua filha nasceu, os Sasaki ainda não haviam escolhido um nome para ela.

Um dos clientes da barbearia, especialista em nomes que trazem sorte e saúde, sugeriu que colocassem o nome “Sadako”. Segundo ele, esse nome a faria crescer forte e saudável.

A Guerra muda a vida de todos

Conforme a guerra se arrastava, a vida das pessoas se tornavam mais dura. No ano em que Sadako nasceu, seu pai foi convocado para o exército. Ele foi designado para ser enfermeiro, afim de cuidar de soldados doentes ou feridos no Hospital do Exército em Hiroshima. Depois de sua partida, a mãe de Sadako chamou parentes para ajudá-la a manter a barbearia.

 Família de Sadako (Foto Arquivo)



   Pai Shigeo (à direita, em pé)
   Mãe Fujiko (segurando Sadako no colo)
   Avó Matsu (mãe de Shigeo, ao lado de Fujiko)
   Masahiro, irmão de Sadako (2 anos, 3 ª à direita na frente)

06 de agosto de 1945

A primeira bomba atômica do mundo detonou no céu sobre Hiroshima.
Era uma manhã quente de verão e aviões americanos sobrevoavam a cidade.
De repente soaram sirenes para que as pessoas fugissem e se protegessem.
Sadako, sua avó, sua mãe e seu irmão Masahiro estavam tomando café da manhã juntos quando foram surpreendidos por um clarão ofuscante e logo em seguida, uma explosão estrondosa.

Nuvem Negra

Família fugindo
As paredes da casa cairam. Sadako e os outros foram jogados ao chão. Masahiro e a avó ficaram feridos, mas, milagrosamente, Sadako e sua mãe saíram ilesas. De alguma forma, todos escaparam com vida e fugiram em direção ao rio. Ao longo do caminho, a avó de Sadako retornou para pegar algo na casa. Ela nunca mais foi vista.

Os incêndios foram acendendo aqui e ali. Alguém ajudou a família, colocando-os em um bote para salvá-los do fogo. Enquanto a família estava no barco, a chuva começou a cair.
A chuva deixou manchas negras sobre as roupas de Sadako. O desespero e a sede era tão grande, que as pessoas bebiam a água negra da chuva.

1949-1954

Apesar de ser uma sobrevivente da bomba atômica, Sadako era uma criança cheia de energia, saudável, que nunca perdeu um dia na escola primária. Ela era educada e cuidava dos seus irmãos com muita ternura. Ela adorava cantar e praticava esportes. Realmente Sadako era uma criança prodígio.

O Retorno da Paz

A guerra terminou. Gradualmente, os edifícios foram construídos e as pessoas voltaram para a cidade onde o rumor se espalhou de que “nada vai crescer por 75 anos.” A família Sasaki reabriu sua barbearia no centro de Hiroshima.

Logo, Mitsue, sua irmã mais nova nasceu. No ano seguinte, quando Sadako foi para o Ensino Médio, seu irmão mais novo Eiji nasceu. A família Sasaki tinha agora seis membros. Com os pais ocupados com a barbearia, manter a casa limpa e cuidar dos pequenos ficou aos comandos do filhos mais velhos, Sadako e Masahiro. Era normal as crianças ajudarem nas tarefas domésticas naqueles tempos.

Sadako se torna uma grande atleta!

equipe de corrida de Sadako, ela está no centro na frente  Na escola, Sadako que era uma ótima aluna, passou a se destacar também nas corridas de revezamento com bastão.

Seu grupo não era um dos melhores na modalidade, porém após muitos  treinos, Sadako se tornou a melhor do grupo e foi graças à sua determinação que seu grupo facilmente ultrapassou todas as outras classes e conseguiram a vitória tão desejada. Na foto ao lado está a equipe de Sadako (Ela é a do centro).

1955 – Sadako vai para o hospital.

Dez anos depois do bombardeio atômico, a vida voltou ao normal para a cidade de Hiroshima e seu povo. No entanto, logo depois de vencer o torneio de revezamento do seu grupo, houve sinais de que algo estava errado com Sadako. Ela pegou um resfriado e sentiu uma rigidez no pescoço. Quando o frio foi embora, a rigidez ficou. O rosto de Sadako ficou todo inchado.

Após passar por vários exames, o médico disse: “Sadako tem leucemia”. Ela tem um ano de vida no máximo. “ Sadako foi transferida para o Hospital da Cruz Vermelha de Hiroshima. Sabendo da notícia, os amigos Sadako do grupo de corrida, discutiram o que poderiam fazer para ajudar a Sadako. Eles decidiram se revezar para visitá-la no hospital.

Os grous trazem esperança a Sadako

tsurus e SadakoCerca de cinco meses depois de Sadako ser hospitalizada, sua companheira de quarto, com cinco anos de idade morreu de leucemia no hospital. “Eu me pergunto se eu vou morrer assim”, disse ela comovida.

Só então Sadako, se deu conta de que a leucemia era uma doença assustadora. Aos 12 anos, Sadako lutava contra o terror da morte.

Cerca de 1000 mil grous de papel feitos por estudantes do ensino médio de Nagoya, foram entregues aos pacientes no hospital. O quarto de Sadako, também, foi abrilhantado por centenas de dobraduras de celofane em muitas cores.

Foi assim que ela ouviu a lenda, “Se fizer mil grous de papel, seu desejo se tornará realidade”, Sadako encheu-se de esperança e começou a dobrar os grous e a cada um que ficava pronto, dizia a si mesma o seu desejo:
“Eu escreverei paz em suas asas e você voará o mundo inteiro”.

Sadako na formatura

Essa foto foi tirada pouco antes da cerimônia de graduação da Escola. Sadako recebeu uma permissão   especial para sair do hospital para assistir à festa de despedida da classe. Seus pais compraram este   quimono com estampas de flor de cerejeira, quando ela entrou no hospital.

Sadako nunca falou sobre sua dor ou sofrimento. Ela simplesmente deixou suas orações para os origamis.   Apesar de seus esforços, a doença progrediu. Ela começou a ter febres e o medo de morrer a impedia de  dormir. Mesmo assim, ela continuou dobrando tsurus com fervor e esperança de sobreviver.

Sadako não resiste

Enfraquecida, Sadako não teve força para dobrar os mil pássaros.
Em 25 de Outubro de 1955, rodeada por sua família, ela montou seu último tsuru e dormiu placidamente   pela última vez. Foi exatamente um ano depois que ela tinha vencido a corrida de revezamento. Seus colegas de classe dobraram os pássaros que faltavam para que fossem enterrados com ela. Ela tinha somente 12 anos.

Ano de 1956

A morte de Sadako foi um grande choque para os seus amigos. Muitos deles, como Sadako, tinham presenciado a bomba atômica. Eles estavam cheios de medo, arrependimento e um sentimento de desamparo.

O que podemos fazer?

Depois da morte de Sadako, seus colegas disseram uns aos outros:

“Vamos fazer algo para Sadako?”.

A culpa que eles sentiam por não terem sido capazes de impedir sua morte, deixou uma sensação dolorosa em seus corações. Alguém disse:
“Podemos construir um túmulo para ela? Se for perto, podemos visitá-lo todos os dias.”

Outro sugeriu:
“E se fizermos um monumento no Parque Memorial da Paz? Não apenas para Sadako, mas para todas as crianças que morreram por causa da bomba atômica?”

“Mas será que conseguiremos fazer algo assim?”

Os alunos estavam preocupados.

“Mas eu realmente quero fazer algo para Sadako”.
“Eu quero me livrar das bombas atômicas.”

Estas foram as emoções que moveram o grupo para tomar uma atitude.

Crianças de todo o Japão unidos pela causa

União das crianças do Japão

Os amigos de Sadako começaram um movimento para levantar fundos para o monumento. O apelo rendeu frutos que ninguém esperava. Mais de 3000 escolas de todo o Japão enviaram dinheiro e cartas, dizendo: “Por favor, use isso para ajudar a construir o monumento.”

Em janeiro de 1957, ficou oficialmente decidido a construção do Monumento da Paz às crianças no Parque Memorial da Paz no centro de Hiroshima.

A estátua de bronze possui nove metros, e tem a figura de uma menina segurando um grou gigante de papel. A estátua foi concluída no Dia das Crianças (05 de maio), em 1958, dois anos após a morte de Sadako Sasaki.

Sadako Memorial - Hiroshima Peace Park

Sadako Sassaki, nas asas de um tsuru

A inscrição gravada na pedra em frente ao monumento, diz:

Este é o nosso grito.
Esta é a nossa oração.
Para a construção da paz no mundo.

Esperança de Sadako Transportada ao Redor do Mundo

Mais de meio século se passou desde que Sadako perdeu sua vida aos 12 anos de idade. A história de Sadako tocou muitos corações. Cartas e tsurus do mundo inteiro continuam a ser enviados para o Monumento das Crianças da Bomba Atômica todos os anos.


Embora não tenha conseguido salvar sua própria vida com os mil grous de papel, sua história ainda pode salvar milhões de pessoas. Seus tsurus levantaram vôo de outra forma, servindo como símbolo do crescente movimento pela paz na Terra.

Vídeo com História de Sadako 



O que você achou dessa história? Deixa um comentário aí na caixa abaixo com seu gmail.

sábado, 22 de maio de 2021

Todas as escolas podem ser atraentes e inspiradoras.

Por que tantas crianças e jovens não aprendem de verdade o que se espera deles? Por que ainda existem tantas escolas e faculdades medíocres, pouco atraentes, depois de tantos anos? Entendo que existam escolas mais inovadoras ou tradicionais, mas todas deveriam ser excelentes ou, ao menos, conseguir bons resultados. Temos parâmetros científicos e avaliatórios para saber o que os estudantes precisam aprender em cada fase da vida, tanto na educação básica como na superior. Por isso não podemos aceitar que crianças não consigam ler e escrever com fluência depois de anos de escolarização ou que jovens não saibam interpretar textos complexos ao terminar o Ensino Médio.

Todas as escolas podem e precisam ser interessantes. Escolas interessantes atraem os estudantes, eles gostam de ir. Sabem que vão encontrar ambientes que estimularam a investigação, o diálogo, a solução de problemas, o jogo, a aprendizagem com diversão e ao mesmo tempo com desafios reais. Há questões estruturais que dependem de políticas públicas continuadas, formação e valorização de docentes e gestores, boa infraestrutura física e digital, entre tantos fatores. Mas vemos escolas interessantes da mesma rede, ao lado de outras pouco atraentes. O que elas têm de diferente?

Escolas interessantes começam com gestores acolhedores, que lideram pelo exemplo, que apoiam docentes, estudantes e famílias. As escolas estão limpas, com ambientes atraentes e principalmente pessoas competentes e humanas. Os professores estão motivados, se ajudam, desenham estratégias diversificadas para que os estudantes se engajem, participem, criem, compartilhem. Escolas são vivas e atraentes quando há comunicação, respeito, incentivo. Isso é o básico. Não estamos falando que todas as escolas precisam ter as melhores tecnologias (é ótimo, se for possível), mas o principal é ter um grupo de profissionais que fazem de tudo para encantar crianças e jovens. Sem encantamento não há aprendizagem profunda. Quando os estudantes se encontram em ambientes autoritários, controladores, em que eles só executam tarefas, a aprendizagem é mais superficial e pouco estimulante. Tornar uma escola interessante não depende principalmente de ter uma infraestrutura sofisticada, mas de ter profissionais competentes, abertos, criativos e que se ajudam. Pessoas interessantes e humanas atraem, conquistam, entusiasmam.  Pessoas interessantes gostam de aprender, quando ensinam; são flexíveis para adaptar-se a cada situação, pessoa, turma.

Temos escolas com propostas pedagógicas diferentes, umas mais com mais ênfase em projetos e a maioria em conteúdo, mas todas deveriam saber motivar, atrair, engajar os estudantes, utilizando toda a expertise acumulada em gestão, docência, avaliação.  Hoje todos nós, os educadores, somos desafiados a incorporar metodologias ativas, competências digitais, trabalhar com a personalização e a aprendizagem em grupos de forma mais integrada, flexível, compartilhada. Precisamos equilibrar informação com experimentação, teoria e prática, materiais analógicos e digitais, espaços físicos e virtuais. Mas o essencial continua igual: educação é o encontro entre pessoas que se ajudam a evoluir em todas as dimensões vitais: ampliar o conhecimento, as competências socioemocionais, o desenvolvimento de valores humanizadores.

Alguns caminhos contribuem para tornar a aprendizagem mais atraente: abrir a escola para que os estudantes e pais participem das decisões importantes; abrir a escola para a comunidade; convidar pais e pessoas da comunidade a compartilhar sua experiência profissional com palestras, oficinas ou a “adotar” alguns estudantes que precisem de maior apoio pedagógico ou socioemocional.

Outro caminho importante é a formação docente em metodologias ativas, com apoio de tecnologias digitais para que os alunos aprendam por descoberta, investigação e resolução de problemas com a orientação de docentes criativos, combinando os itinerários pessoais e a aprendizagem por projetos, jogos e narrativas.

O desenho curricular também pode ser mais flexível. Uma parte do percurso é feita pelo estudante, dentro do seu ritmo e circunstâncias e através de escolhas diferentes. Outra parte é realizada em grupo, de forma mais colaborativa, experiencial e reflexiva com a supervisão e mediação dos docentes nos espaços presenciais e digitais, de forma síncrona ou assíncrona. O percurso se amplia com atividades de tutoria e mentoria para o desenvolvimento dos projetos pessoais e de vida de cada estudante. As escolas mais inovadoras são comunidades vivas, com gestores e docentes criativos, humanos e empreendedores, que estão redesenhando os espaços, currículos, metodologias, tecnologias e avaliação de uma forma flexível, contínua e sistêmica.  

José Moran  é professor da USP, pesquisador e designer de ecossistemas inovadores na Educação, escreve pro blog Educação Transformadora    e colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no Blog Educação e Mídia.

Fonte: Gazeta do Povo

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Pedagogia do Olhar

 


"Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu. O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande. Ele fica mais rico interiormente e assim pode sentir mais alegria e dar mais alegria - que é a razão pela qual estamos aqui."

"A primeira tarefa é ensinar a ver. Para que as crianças vejam a beleza e o fascínio do mundo. Os olhos têm que ser educados para que nossa alegria cresça."

"A educação consiste em duas partes: a das habilidades e a das sensibilidades. Se não há a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido."

"As palavras só tem sentido se nos ajudam a ver um mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos."

"Quando abrimos os olhos, abrem-se as janelas do corpo e o mundo inteiro aparece refletido dentro da gente."

"O Conhecimento nos dá meios para viver, mas a sabedoria nos dá razões pelas quais viver."

                                                   Por Rubens Alves

segunda-feira, 17 de maio de 2021

A Flor do Impossível!...

 


Certa vez, minha mãe viu uma flor esplêndida que brotara no muro. Floresceu escondida. Ela foi me apontar o achado.

– Ela nasceu do impossível, viu? Achou um meio de crescer na pedra.

Eu fiquei maravilhado com aquela planta aérea, que não denunciava pela aparência como alcançara tal proeza. Não havia terra nenhuma por perto.

– O impossível é o nosso medo. Sem ele, somos possíveis. Não diga “nunca posso fazer”, festeje o que é um novo jeito de fazer. Ainda que o jardim seja a parede.

Foi então que eu compreendi que, atrás de cada coisa, de cada lugar, de cada acontecimento, longe de tudo e perto do que não vemos, há uma flor do impossível.

Retirado do Livro Coragem de viver de Fabricio Carpinejar

domingo, 14 de março de 2021

Reflexão para reunião pedagógica: quando somos parceiros de Deus e criadores de nós mesmos!...

                                                                                         Fonte:  pensador

No salmo 139, versículo 14 o poeta se dirige a Deus e diz: "Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso me formaste".  E o salmo inteiro nos fala do compromisso que Deus tem para com a gente, desde a nossa formação no ventre da nossa mãe. Acredito que aquele que medita sobre esse Salmo não pode avaliar levianamente uma ação de aborto. Nessa belíssima poesia, bem mais que no livro do Gênesis, a criação do ser humano é apresentada como um ato de ternura divina.

Mas nós também nos contruímos como pessoa e ser humano,  durante a nossa existência inteira. O teólogo Rubem Alves, disse que nós nos descobrimos como diferentes daquilo que as gerações anteriores nos tem dito acerca da gente mesmo. Descobrimos como um ser não fechado, terminado, mas aberto, imcompleto, e em busca permanente".

Peço que você, à luz desta ação humana criadora de si mesma, brinque um pouco comigo utilizando o verbo formar.

A gente se informa a vida toda. Ninguém se localiza corretamente na sociedade se não estiver informado. É o processo de conscientização que não termina nunca. Vivendo ou morrendo estamos sempre aprendendo...

Mas nós também nos formamos incessantemente. Há um potencial que precisa vir à tona. Da maiêutica de Sócrates ao construtivismo de Vygostsky, essa é uma tônica na mensagem dos filósofos e educadores. Nossa formatura é feita com abertura de mente, mas também através de perdas, lutas, vitórias e traumas, felicidade e pânico. Buscamos alegria, mas frequentemente os saltos qualitativos que conseguimos dar acontecem no meio de crises. 

É meloncólico quando nós nos conformamos, e nossos olhos já não têm o brilho dos futuros. Mas é trágico se ele se perde no caminho e se deforma irremediavelmente. Nem a morte produz uma tristeza mais pesada. 

Porque nós fomos criados para nos transformamos, sempre. Isto é, extrapolar-se, exercer os próprios limites, transcender-se. Devemos superar continuamente nossas marcas, bater os nossos próprios recordes do dia anterior.

Você sabe? Dou graças a Deus sempre que olho para trás e parece que foi ontem quando, menino pobre e faminto, pedia à minha mãe D. Alzira, como presente, um prato de comida...

Propus aos colegas que pensassem ações que tomadas por nós mesmos, nos tornam criadores da nossa própria existência e a palavra mais mencionada foi amar. Vejam que em nosso processo de "formatura" a palavra mais lembrada em nossa nuvem de palavras foi AMAR. Deus nos criou como um ser inacabado e nos completamos pelo amor.  Esse é o verdadeiro ato formativo, usado pelo Eterno e que deve ser plenificado em todas as nossas experiências. Nosso Paulo Freire já disse que "Educação é um ato de amor", e aquela AÇÃO que o ser humano utiliza como parceiro de Deus para se fazer grande,  é ainda mais sublime. Atualizar as nossas potencialidades é se fazer parceiro de Deus nesta caminhada de se tornar humano.                          

                           Por  Deodato Gomes Costa




sábado, 11 de julho de 2020

O mito de Sísifo, a Escola e o trabalho remoto.



Sísifo era provavelmente o homem mais esperto do seu tempo. Sim, era o mais esperto, mas não era o mais  sábio. Era descendentes do Titã Prometeu e como seu ancestral ele ousou a se envolver em assuntos que só dizia respeito a Zeus.  Certo dia Sísifo viu a bela e  jovem Égina ser sequestrada pela Águia de Zeus e  percebeu que podia tirar vantagem dessa situação. Sísifo era Rei fundador da cidade de Corinto, contudo seu reino era escasso em água doce. Égina era filho de Asopo, um deus rio,  que se encontrava muito triste, com o desaparecimento de sua filha. Sísifo vai até Asopo e diz,
_Sei do paradeiro de sua filha mas essa informação tem um custo. Quero em troca que o Senhor cria um nascente de água para abastecer meu reino.
Asopo aceita o acordo, e parte em busca de sua filha. Zeus fica extremamente furioso com a delação de Sísifo e ordena que Thánatos, também conhecido como a morte, encontre Sísifo e ceife sua vida. Sísifo é surpreendido por Thátanos em seu palácio, mas de sua mente rápida e ardilosa  uma ideia lhe surge a cabeça. Ele se dirige a morte e diz:
_ Então parece que chegou a minha hora, não esperava morrer tão jovem, mas confesso que fiquei surpreendido com vosso esplendor. És de fato uma divindade magnifica. E saiba que dos vários deuses que já conheci poucos tem um porte tão distinto e elegante. Antes de partir gostaria de presenteá-lo com alguns adornos que tornará sua presença ainda mais magnifica, pois para mim as jóias não terão mais serventia, uma vez que estou indo habitar o submundo dos mortos.

Thátanos ficou lisonjeada com tantos elogios e decidiu aceitar os presentes. Sísifo lhe colocou um par de pulseiras e um colar, mas aquilo, na verdade  eram grilhões e uma coleira. O Rei  de Corinto havia feito o que até então parecia impossível. Ele conseguiu enganar a morte e fez de Thánatos sua prisioneira. O tempo passou e ninguém mais morria. O reino de Ades não recebia novos súditos. As guerras promovidas por Ades não lhe dava mais prazer, pois ninguém morria. Os deuses decidem que algo tem que ser feito. Ades vai a Corinto e liberta Thánatos. Que  parte a procura do Rei para concluir sua missão que era matar Sísifo.  Mas Sísifo já suspeitava que algo assim fosse acontecer e orientou sua esposa para se caso ele morresse de forma prematura não prestasse os serviços fúnebres devidos a um Rei. Após sua morte, ao chegar no reino de Ades, ele se vê frente a frente  com o deus do submundo que parecia muito descontente.  depois de receber uma grande censura por parte do deus, Sísifo pronuncia um discurso que já havia arquitetado antes de morrer:
_Nobre senhor  do submundo, sei que agi mal contra o senhor e que lhe causei prejuízos, mas esta não era minha intenção. Se soubesse que causaria algum dano ao grandioso deus do submundo jamais procederia de tal forma.  Apesar de estar em débito com o senhor tenho uma súplica a lhe fazer. Minha odiosa esposa se recusou a prestar os devidos ritos funerários a um rei que era tão querido por seu povo. A maldita me descartou como se fosse um cadáver de um cão e por isso lhe suplico para que me deixe retornar ao mundo dos vivos, por apenas um dia, para que assim  eu possa me vingar de minha esposa e organizar um funeral digno para mim e que honre o reino dos mortos.
_Você tem a minha permissão para permanecer apenas um dia no mundo dos vivos, mas na noite deste mesmo dia, você deverá retornar aos meus domínios.
_O senhor tem minha palavra de honra.
Assim Sísifo retornou a Corinto. Lá ele reencontrou sua esposa e com ela fugiu e assim, ele enganou a morte mais uma vez. Escondido Sísifo viveu até a mais tardia velhice, até seu inevitável fim. Mas agora sua esperteza não poderia mais ajudá-lo. E ao retornar ao submundo da morte,  Ades,  o jogou num tártaro e lá ele foi castigado a rolar uma enorme pedra até o alto  de uma montanha, mas sempre que chegava perto do cume, a pedra ficava muito pesada e rolava de volta até o ponto de partida. E assim Sísifo reiniciava seu trabalho novamente, novamente e novamente por toda a eternidade.
  
Será que o ensino é essa pedra grande que empurramos todos os dias de forma repetitiva e inútil?
Será a docência precisa ser um trabalho Sísifiano? A exemplo do mito grego, será que não estamos enxugando gelo, chovendo no molhado, como diz os adágios populares? 
Esta lenda está marcada para sempre pela imagem do condenado a arrastar esta imensa rocha morro acima, que sempre despenca, impulsionado pela gravidade,  tão logo ela chega ao topo. 
Certo é que neste momento de pandemia, em várias situações chegamos a nos sentimos como Sísifo.  Se presencialmente já era difícil para fazer com que alguns estudantes realizassem suas tarefas, ainda mais difícil é de forma remota. Engajar na direção de sua própria aprendizagem é o nosso grande desafio. Muitos momentos bate a desesperança e a frustração por não conseguirmos alcançar o coração de um adolescente. Podemos enumerar os empecilhos encontrados na escalada da montanha:  baixo acesso a internet, celulares sem estrutura, estudantes sem um espaço em casa para estudar, problemas familiares e a própria desigualdade social do nosso país potencializando criando obstáculos na rolagem da pedra. 
Há momentos de muita energia e de impulsionamento pela subida  em que conseguimos colocar a pedra  no ponto mais alto da montanha. 
No frio sempre encontramos uma fogueira inteligente a nos aquecer e iluminar a consciência de que pouco podemos enquanto professores, diante de estruturas tão consolidadas. A luz dessa fogueira levanta o ponto de que nossa força é pedagógica e de ensino.  Quando vemos nossos alunos nas telas dos computadores e dos celulares nos animamos e percebemos as possibilidades de trabalho, acontece o encontrar de  caminhos e a busca por uma prática de ensino mais efetiva, pautada no engajamento do  próprio  estudante na sua  aprendizagem. Tudo isso nos fortalece e ajuda a firmar a crença no trabalho que fazemos, ajuda-nos a ver a relevância do que fazemos e da imensa importância social do ato educativo. A esperança se acende com chamas consistentes  e retomamos novamente a rolar a pedra ao longo da montanha.  
Estamos aprendendo muito nestes tempos de ensino remoto,  atuando e fazendo para além do que está ao nosso alcance. 

A dúvida que fica é: se a gente é capaz de ter ideias e práticas  ainda mais brilhantes para trazer nossos estudantes para uma plataforma de ensino, para fazê-los engajar na resolução das atividades que organizamos e assim podermos libertar o nosso eu-Sísifo dessa condenação de rolar a pedra penso que podermos ajudar os nossos alunos a superar as montanhas da vida...        Deodato Gomes

Francini, A.S, Seganfredo, C.  As 100 melhores histórias da mitologia: deuses, heróis, monstros e guerras da tradição greco romana. 9ª ed. Porto Alegre: L&PM, 2007


sábado, 7 de março de 2020

Pensar é difícil, é por isso que as pessoas preferem julgar!


“Pensar é difícil, é por isso que as pessoas preferem julgar “, escreveu Carl Gustav Jung. Na época da opinião, onde tudo é julgado e criticado, muitas vezes sem uma base sólida, sem uma análise prévia e sem um profundo conhecimento da situação, as palavras de Jung assumem maior destaque, tornando-se quase proféticas.

Julgar nos empobrece

Identificar o ato de pensar com o ato de julgar pode nos levar a viver em um mundo distópico mais típico dos cenários imaginados por George Orwell do que da realidade. Quando os julgamentos suplantam o pensamento, qualquer indício se torna evidência, a interpretação subjetiva torna-se uma explicação objetiva e a mera conjectura adquire uma categoria de evidência.

À medida que nos afastamos da realidade e entramos na subjetividade, corremos o risco de confundir nossas opiniões com os fatos, tornando-nos juízes incontestáveis – e bastante parciais – de outros. Essa atitude empobrece o que julgamos e empobrecemos como pessoas.
Quando estamos muito focados em nós mesmos, quando deixamos de acalmar o ego, e ele adquire proporções excessivas, ou simplesmente temos muita pressa para nos impedir de pensar, preferimos julgar. Adicionamos rótulos duplos para catalogar coisas, eventos e pessoas em um espectro limitado de “bom” ou “ruim”, tomando como medida de comparação nossos desejos e expectativas.

Agir como juízes não apenas nos afasta da realidade, mas também nos impede de conhecê-la – e desfrutá-la – em sua riqueza e complexidade, transformando-nos em pessoas hostis – e não muito empáticos. Toda vez que julgamos algo, simplificamos a expressão mínima e fechamos uma porta para o conhecimento. Nós nos tornamos mero animalis iudicantis.

Pensar é um ato enriquecedor

Na sociedade líquida em que vivemos, é muito mais fácil julgar, criticar rapidamente e passar para o próximo julgamento. O que não ressoa em nosso sistema de crenças nós julgamos como inútil ou estúpido e passamos para o seguinte. Na era da gratificação instantânea, o pensamento exige um esforço que muitos não estão dispostos – ou não querem – a assumir.

O problema é que os juízos são tarefas interpretativas que damos a eventos, coisas ou pessoas. Cada julgamento é um rótulo que usamos para atribuir um valor – profundamente tendencioso – já que é um ato subjetivo baseado em nossos preconceitos, crenças e paradigmas. Julgamos com base em nossas experiências pessoais, o que significa que muitas críticas são um ato mais emocional que racional, a expressão de um desejo ou uma decepção.
Pensar, pelo contrário, exija reflexão e análise. Mais uma dose de empatia com o que foi pensado. É necessário separar o emocional dos fatos, lançar luz sobre a subjetividade adotando uma distância psicológica essencial.

Para Platão, o homem sábio é aquele que é capaz de observar tanto o fenômeno quanto sua essência. Uma pessoa sábia é aquela que não apenas analisa as circunstâncias contingentes, que geralmente são mutáveis, mas é capaz de rasgar o véu da superficialidade para alcançar o mais universal e essencial.

Portanto, o ato de pensar tem um enorme potencial enriquecedor. Através do pensamento, tentamos chegar à essência dos fenômenos e das coisas. Vamos além do percebido, superamos essa primeira impressão para mergulhar nas causas, efeitos e relacionamentos mais profundos. Isso exige uma árdua atividade intelectual através da qual crescemos como pessoas e expandimos nossa visão de mundo.

Pensar significa parar. Fazer silêncio. Prestar atenção. Controle o impulso de julgar precipitadamente. Pesar as possibilidades. Aprofundar nas coisas, com racionalidade e da empatia.

O segredo está em “ser curioso, não crítico”, como disse Walt Whitman.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

5 atitudes para aumentar sua autoestima


Como podemos aumentar nossa autoestima? Quando a autoestima de uma pessoa é baixa, ela tende a diminuir seus objetivos de vida e acredita que nunca será capaz de transformar seus sonhos em realidade.
No entanto, isso não é verdade. A autoestima é o grau de satisfação pessoal que temos sobre nós mesmos e varia de acordo com os aspectos de nossa vida em que focamos. Quando temos uma visão objetiva de nós mesmos, nossa autoestima estará em um nível apropriado. É algo em que cada um de nós precisa trabalhar. 

Estas são as 5 atitudes que podem nos ajudar a aumentar sua autoestima.
É importante que nos conheçamos para que possamos entender se nossas expectativas são realistas. Se eu quero ser campeão da Fórmula 1, mas nem sei dirigir, minhas expectativas não são realistas e me sinto frustrado continuamente.
Essa frustração desaparecerá no dia em que eu reconhecer que não sou um piloto excepcional. Isso não significa desistir de metas mais adequadas. Por exemplo, posso estabelecer o objetivo de aprender a dirigir, o que seria um primeiro passo concreto.


Não podemos deixar que outras pessoas decidam por nós. Devemos ser aqueles que tomam decisões sobre nossas próprias vidas; aqueles que, no final, cometem erros ou atingem o alvo. Se não exercitarmos nossa liberdade, a vida nos arrastará para lugares a que talvez não desejamos ir.
Nossa autoestima melhora quando assumimos o controle de nossa própria vida e desenvolvemos um senso de protagonismo em relação ao nosso próprio futuro. Não podemos controlar tudo o que acontece conosco, mas podemos decidir, acima de tudo, que tipo de pessoa queremos ser.

Todos nós precisamos ser respeitados pelos outros: por nosso marido ou esposa, namorados ou namoradas, amigos, chefe ou funcionários, colegas… O respeito e a apreciação nos ajudam a crescer em autoestima.
Quando alguém não nos respeita, é um relacionamento prejudicial e precisamos tomar medidas para mudar a situação. Se não melhorar, precisamos nos distanciar dessa pessoa. O respeito deve sempre seguir as duas direções: de pais para filhos e vice-versa, por exemplo.

 Sentir-se amado nos dá asas para nos tornarmos a melhor versão de nós mesmos. Procure aqueles que o amam sem outra intenção senão amá-lo e querer o seu bem. Nossa família deve ser o primeiro lugar em que procuramos e encontramos esse tipo de amor desinteressado, embora idealmente devamos também encontrá-lo em amizades verdadeiras em muitos ambientes diferentes.

A memória desempenha um papel importante na autoestima. É útil se criarmos e revisitarmos memórias de experiências positivas de várias áreas de nossas vidas: vida familiar, hobbies e esportes, nossa vida profissional, nossos anos na escola, etc. Olhar para as orações que foram respondidas e as bênçãos que recebemos de Deus, mesmo em meio a provações e dificuldades, pode nos ajudar a ver como Deus nos ama e nos acompanha.
Todas as nossas boas experiências ao longo de nossas vidas fazem parte de nosso caminho e são um terreno sólido para nos ajudar a seguir em frente. Crie e mantenha boas lembranças!

Por fim, nossa autoestima deve estar enraizada em nossa dignidade como parte especial da criação de Deus: filhos de Deus a quem Ele amou tanto que enviou seu Filho para nos salvar. Ele nos deu nossos talentos e nosso potencial. Ele nos deu nossa liberdade e ordenou que a usássemos para escolher o que é certo. Nós merecemos respeito porque somos feitos à Sua imagem e semelhança. Ele nos ensinou que nos ama e quer que nos amemos como Ele nos amou. Estar ciente dessas verdades profundas deve nos ajudar a crescer em auto-estima.

domingo, 12 de janeiro de 2020

O problema de procrastinar os compromissos e tarefas em uma Organização Escolar.


No campo da vida pessoal é muito comum a gente adiar o início ou término de uma tarefa, de um compromisso, de adiar praticas pela busca de metas, sonhos e realizações individuais. Criamos muitos muros invisíveis para justificar o adiamento de nossas ações. É muito comum deixarmos para os eternos amanhãs, ou então para os últimos momentos, a entrega de uma atividade, com data marcada e tudo, projetando para frente algo que está no campo da nossa responsabilidade. Quando isto acontece no campo pessoal, as consequências são absorvidas pelo próprio indivíduo e não envolve um grupo social maior, uma instituição, ou seja os prejuízos dizem respeito somente a mim. O problema é quando esta situação está relacionada com o nosso campo de trabalho e as nossas tarefas estão dentro de uma empresa escolar.  Esta prática de não cumprir prazos, com as tarefas do nosso ofício é um fenômeno complicado e tem nome: PROCRASTINAÇÃO. A matéria do fantástico foi bem didática e quer chamar a nossa atenção para este contratempo. Se você está ligado à Educação tente imaginar esse imbróglio ocorrendo dentro de uma  Escola. É muito transtorno, porque este é um problema  que interfere em todo o andamento de instituição,  podendo esta perder benefícios para seus estudantes, uma vez que alguns dos seus profissionais deixaram de cumprir e entregar atividades dentro do prazo determinado. Não tem como fugir porque todas as ações de uma escola estão conectadas umas as outras, a tarefa que não foi feita aqui, emperra a ação de acolá e assim sucessivamente até paralisar tudo. Este sufoco provoca transtornos para todos os segmentos da escola e em todos as dimensões da organização escolar, seja no campo da gestão pedagógico, financeira ou de pessoal. Discutimos sempre o problema da procrastinação em nossas reuniões pedagógicas e a reportagem do fantástico do dia 29 de dezembro de 2019 me inspirou a escrever sobre este tema na educação. Não existe nada mais aliviante do ponto de vista pessoal, do que entregar uma tarefa na data determinada, atendendo prazos de tarefas relacionadas ao nosso ofício. Muitas vezes o professor não conclui o fechamento e envio de um diário porque fica aguardando a entrega de uma tarefa de um dos seus estudantes. Dessa forma a instituição não avança em suas atividades porque fica preso a entregas docentes não realizadas, uma vez que todas as ações estão super articuladas entre si. A Escola é uma engrenagem em que o mundo educacional presencial, com todos os seus atos, hoje deve ser inserido no mundo online. Uma ação procrastinada em um setor impede outra de ser realizada em outro departamento atrasando em cadeia o trabalho da organização escolar no seu todo. As chefias imediatas ficam de cabeça quente e ansiosas diante deste fenômeno tão presente no dia a dia das escolas. Os sistemas educacionais sendo todos informatizados e onlines se fecham em datas pré-programadas, muitas vezes não dando chance para novas inserções. 
Como se combate este problema? Uma das formas é olhar atento, logo no início do ano letivo,  para o Caléndário Escolar, checando datas e o Planejamento. É preciso amarrar bem, articulando e se organizando no ano letivo, em um viés bem pessoal, para que as tarefas sejam entregues nas datas prevista evitando os conflitos interpessoais  que só causam desgastes emocionais e não tem funcionalidade alguma. 
Ninguém gosta de ser notificado por atividades não realizadas e portanto não entregues, portanto é preciso evitar o mal estar das cobranças  por tarefas que não foram feitas. Para que não ocorra o aborrecimento das notificações é preciso olhar  de forma longitudinal e muito seriamente para o planejamento anual, fixar compromissos e datas na agenda de modo bastante acessível e visível. Hoje tem agendas eletrônicas que lembram com antecedência seus compromissos no seu celular diariamente, desde que você os cadastre no sistema, sem procrastinação. É preciso também estar atento ao grupo institucional de whatsAap da Escola, pois este é instrumento importante da gestão onde sempre se antecipa lembretes quanto as datas e entregas de tarefas e atividades relacionadas ao seu ofício. 
O nosso cérebro se ressente deste stress que vivemos hoje, nessa corrida maluca pela sobrevivência, e ele não é uma máquina infalível em termos de ser capaz de nos lembrar de todas as tarefas e datas de entregas de nossas atividades, por isso precisamos sempre da ajuda dos eletrônicos.
A vida é movimento mas no século XXI temos a tendência da acomodação, com a ilusão de termos o comando das coisas sob nossas mãos através do controle remoto. Se não ficarmos vigilantes podemos a todo momento ser puxados pela correnteza das zonas de conforto e afogados numa prática de procrastinação sem fim, deixando para amanhã o que pode ser feito neste momento, provocando muitos prejuízos à instituição e a nós mesmos. A luta é diária contra o problema que está na gente mesmo e tem haver com nosso emocional. É preciso muita autoterapia (ou terapia para quem pode pagar) e esforço para vencer esta calamidade que destrói por dentro as possibilidades de avançarmos na caminhada da educação. É importante que cada profissional se perceba, olha para suas potencialidades e fraquezas e trabalhe pelo seu próprio desenvolvimento pessoal e pelo fortalecimento de uma resiliência interior específica capaz de atacar esse mal  que assola as nossas instituições escolares por dentro.  
                  Por Deodato Gomes Costa