CAMPANHA CONTRA O BULLYING

domingo, 29 de setembro de 2019

A campanha de conscientização e prevenção do suicídio promovida pela Escola João Beraldo, junto aos seus alunos, trabalhou ações importantes no setembro amarelo. Encerramos esta campanha satisfeitos com os resultados obtidos.


Por um período de um mês nos mativemos mobilizados contra o suicídio. Foi pensando no que a Escola pode ou não pode fazer pelos adolescentes e jovens que pensam em se matar, isto mesmo gente, pode parecer forte mas é esta a expressão,  que neste mês denominado SETEMBRO AMARELO desenvolvemos uma série de atividades junto aos nossos estudantes, com o intuito de olhar para este tema e para os jovens com olhos de esperança e de agir na Escola de maneira a não mais aceitar os preconceitos de sempre e as verdades impostas sobre a autodestruição dos jovens. 
Foi também impulsionados pelo conhecimento da estatística de suicídio entre jovens que é a 4ª maior causa de morte entre eles, que nos envolvemos com o problema do autoextermínio. Com o trabalho desenvolvido pensamos que auxiliamos os adolescentes a  refletir sobre o problema e a se proteger emocionalmente. 

Foram muitas informações encontradas, por exemplo a de que das 100 tentativas de autocídio, como também é chamado, 31% é de homens e 69% mulheres, no entanto 79% dos homens chegam as vias de fato, e apenas 21% das mulheres que tentam o suicídio, concluem. 
Falamos muito sobre o assunto neste mês na escola, tentando quebrar um tabu. Todos os professores durante todo o mês frequentou a escola com o lacinho amarelo, símbolo da campanha. Não é para menos, sabemos que a adolescência é uma fase de turbulências na vida. Entre as idades de 10 a 19 anos aparecem as primeiras frustrações e a escola joga papel importante sendo talvez o único lugar de socialização da juventude. Acreditamos que é preciso coragem para entender este problema, e entender  também como ele afeta os estudantes e assim desenvolver formas de prevenção dentro das unidades escolares. Esse tema era realmente muito complicado de abordar até termos realizados uma RODA DE CONVERSA com os nossos alunos.
O jovem precisa ter razões para viver, quando ele se sente no vazio, na solidão vem a angústia e os desejos de morte. E isso é cada vez mais frequente porque eles estão fechados em círculos sociais cada vez menores. É muito díficil para eles olharem para o futuro e vê ao seu redor tanto desemprego e violência. Pior ainda é quando eles param para pensar na própria vida e não enxerga absolutamente nenhuma saída para os seus grandes dramas pessoais. A situação complica e há um claro perigo e ameaça a sua vida.  A Escola é o lugar onde se rompe com a solidão, onde ele pode se abrir com o professor expondo seus medos sem preocupação de ser mal interpretado, pois é o espaço que lhe sobra. A Escola portanto tem uma  importância emocional na vida dos jovens, não é atoa que o novo Currículo de Minas, que tem fundamento na BNCC, preconiza o trabalho com as competências sócio emocionais. O trabalho contra o bullying não pode parar, porque interfere diretamente na autoestima dos jovens e é um grande fator desencadeador de ansiedade e depressão entre eles. Combater o bullying é trabalhar na prevenção ao suicídio como pudemos constatar, e este é um problema que começa na escola e se estende para as redes sociais se transformando no ciberbullying. É consciente deste papel que nos mantemos abertos e em atenção especial a todos os nossos estudantes. Encontramos vários sinais de alerta junto aos estudantes com os quais nos envolvemos diretamente montando uma escuta sobre as várias aflições que atingem os mesmos. Olhando para os filtros de gerenciamento dos problemas da escola, nos deparamos com situações que estão para além do que podemos fazer, seria fundamental poder contar com um sistema público de saúde onde se priorizasse o atendimento às crianças e adolescentes das escolas, oferecendo um atendimento psicológico, psiquiátrico gratuito, além da ajuda para compra dos medicamentos receitados pelos médicos.
Quantos alunos temos na escola que necessitam de tratamento? Vários com receitas e solicitações de exames sem condições de realizá-las.  Percebemos também, como algo de suma importância é que os professores precisam receber formação específica para lidar com as questões emocionais dos estudantes. 

Um comentário:

Juelice disse...

Foi relevante o tema abordado e com bons resultados. Os próprios alunos passaram a cuidar daquele com problema. Que possamos sempre fazer a nossa parte. juelice