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domingo, 12 de janeiro de 2020

O problema de procrastinar os compromissos e tarefas em uma Organização Escolar.


No campo da vida pessoal é muito comum a gente adiar o início ou término de uma tarefa, de um compromisso, de adiar praticas pela busca de metas, sonhos e realizações individuais. Criamos muitos muros invisíveis para justificar o adiamento de nossas ações. É muito comum deixarmos para os eternos amanhãs, ou então para os últimos momentos, a entrega de uma atividade, com data marcada e tudo, projetando para frente algo que está no campo da nossa responsabilidade. Quando isto acontece no campo pessoal, as consequências são absorvidas pelo próprio indivíduo e não envolve um grupo social maior, uma instituição, ou seja os prejuízos dizem respeito somente a mim. O problema é quando esta situação está relacionada com o nosso campo de trabalho e as nossas tarefas estão dentro de uma empresa escolar.  Esta prática de não cumprir prazos, com as tarefas do nosso ofício é um fenômeno complicado e tem nome: PROCRASTINAÇÃO. A matéria do fantástico foi bem didática e quer chamar a nossa atenção para este contratempo. Se você está ligado à Educação tente imaginar esse imbróglio ocorrendo dentro de uma  Escola. É muito transtorno, porque este é um problema  que interfere em todo o andamento de instituição,  podendo esta perder benefícios para seus estudantes, uma vez que alguns dos seus profissionais deixaram de cumprir e entregar atividades dentro do prazo determinado. Não tem como fugir porque todas as ações de uma escola estão conectadas umas as outras, a tarefa que não foi feita aqui, emperra a ação de acolá e assim sucessivamente até paralisar tudo. Este sufoco provoca transtornos para todos os segmentos da escola e em todos as dimensões da organização escolar, seja no campo da gestão pedagógico, financeira ou de pessoal. Discutimos sempre o problema da procrastinação em nossas reuniões pedagógicas e a reportagem do fantástico do dia 29 de dezembro de 2019 me inspirou a escrever sobre este tema na educação. Não existe nada mais aliviante do ponto de vista pessoal, do que entregar uma tarefa na data determinada, atendendo prazos de tarefas relacionadas ao nosso ofício. Muitas vezes o professor não conclui o fechamento e envio de um diário porque fica aguardando a entrega de uma tarefa de um dos seus estudantes. Dessa forma a instituição não avança em suas atividades porque fica preso a entregas docentes não realizadas, uma vez que todas as ações estão super articuladas entre si. A Escola é uma engrenagem em que o mundo educacional presencial, com todos os seus atos, hoje deve ser inserido no mundo online. Uma ação procrastinada em um setor impede outra de ser realizada em outro departamento atrasando em cadeia o trabalho da organização escolar no seu todo. As chefias imediatas ficam de cabeça quente e ansiosas diante deste fenômeno tão presente no dia a dia das escolas. Os sistemas educacionais sendo todos informatizados e onlines se fecham em datas pré-programadas, muitas vezes não dando chance para novas inserções. 
Como se combate este problema? Uma das formas é olhar atento, logo no início do ano letivo,  para o Caléndário Escolar, checando datas e o Planejamento. É preciso amarrar bem, articulando e se organizando no ano letivo, em um viés bem pessoal, para que as tarefas sejam entregues nas datas prevista evitando os conflitos interpessoais  que só causam desgastes emocionais e não tem funcionalidade alguma. 
Ninguém gosta de ser notificado por atividades não realizadas e portanto não entregues, portanto é preciso evitar o mal estar das cobranças  por tarefas que não foram feitas. Para que não ocorra o aborrecimento das notificações é preciso olhar  de forma longitudinal e muito seriamente para o planejamento anual, fixar compromissos e datas na agenda de modo bastante acessível e visível. Hoje tem agendas eletrônicas que lembram com antecedência seus compromissos no seu celular diariamente, desde que você os cadastre no sistema, sem procrastinação. É preciso também estar atento ao grupo institucional de whatsAap da Escola, pois este é instrumento importante da gestão onde sempre se antecipa lembretes quanto as datas e entregas de tarefas e atividades relacionadas ao seu ofício. 
O nosso cérebro se ressente deste stress que vivemos hoje, nessa corrida maluca pela sobrevivência, e ele não é uma máquina infalível em termos de ser capaz de nos lembrar de todas as tarefas e datas de entregas de nossas atividades, por isso precisamos sempre da ajuda dos eletrônicos.
A vida é movimento mas no século XXI temos a tendência da acomodação, com a ilusão de termos o comando das coisas sob nossas mãos através do controle remoto. Se não ficarmos vigilantes podemos a todo momento ser puxados pela correnteza das zonas de conforto e afogados numa prática de procrastinação sem fim, deixando para amanhã o que pode ser feito neste momento, provocando muitos prejuízos à instituição e a nós mesmos. A luta é diária contra o problema que está na gente mesmo e tem haver com nosso emocional. É preciso muita autoterapia (ou terapia para quem pode pagar) e esforço para vencer esta calamidade que destrói por dentro as possibilidades de avançarmos na caminhada da educação. É importante que cada profissional se perceba, olha para suas potencialidades e fraquezas e trabalhe pelo seu próprio desenvolvimento pessoal e pelo fortalecimento de uma resiliência interior específica capaz de atacar esse mal  que assola as nossas instituições escolares por dentro.  
                  Por Deodato Gomes Costa

Um comentário:

Anônimo disse...


O valor da vida passa necessariamente pelo grande compromisso de responsabilidade com todas as tarefas que o cargo exige. Ser organizado, zeloso e trabalhar com disposição ajuda ao trabalhador ser mais feliz com o que faz.