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sexta-feira, 20 de março de 2020

CORONAVÍRUS, DESINFORMAÇÃO SÓ PIORA A PANDEMIA

Se tem uma coisa que espalha mais rápido sobre o CORONAVÍRUS é a desinformação sobre ele. Mas pouca gente tem noção do perigo que isso traz. Os estudos já comprovaram, notícias falsas se espalham 6 vezes mais rápido do que as verdadeiras. Isso ocorre porque normalmente as informações são tão absurdas que apelam diretamente para as nossas emoções. No susto de repente as pessoas já compartilharam, não deu nem tempo para verificar. Mas quando a gente está falando de um tema como o CORONAVÍRUS, é preciso ter muito cuidado. Vinte e sete (27) pessoas morreram intoxicadas no Irã depois que beberam álcool adulterado, acreditando em informações falsas de que as bebidas alcoólicas ajudam a curar o novo vírus. Em um momento como esse, em que sabe pouco, sobre em quanto tempo o vírus vai se espalhar entre os países é natural o sobresalto. Mas as autoridades de saúde em todo o mundo já alertaram,  muita calma nessa hora. O risco da desinformação é real e nesse caso chega a ser surreal o tanto de mentiras que as pessoas compartilham. Alguns exemplos: 
1-É fake que o Bill Gates ou a Cia obtiveram a patente do Coronavírus em 2015. 
2-É fake um texto que manda beber água quente para evitar o coronavírus. 
3-É fake que produtos importados da China podem conter coronavírus. 
4-É fake que vitamina C e limão combatem o coronavírus. 
5-É fake uma mensagem em vídeo que diz que o álcool em gel não funciona como forma de prevenção contra o coronavírus. Funciona sim. 

Esta duas últimas, são muitos bons exemplos, para entender porque passar adiante este tipo de mensagem  não verificada, é um grande problema. 

A ANVISA reforça que a lavagem de mãos com água e sabão e o álcool gel 70% são procedimentos padrão mais recomendado na literatura médica, para prevenção de infecção, não somente pelo coronavírus mas também por outros agentes patogênicos. Esse é o procedimento preconizado pelos serviços de saúde e preconizado por toda literatura sobre o tema. 
Sabe o que não tem na literatura, uma indicação de que a vitamina C combate o Coronavírus. Então, se você acredita nessas duas mensagens, você vai tomar a vitamina C e não vai usar o álcool gel, aumenta o risco e a vulnerabilidade. 
Não passar adiante este tipo de mensagem, é fundamental para as pessoas conseguirem atravessar esta crise. A desinformação tem o potencial de acelerar a propagação de doenças e novas epidemias. O próprio alarmismo que decorre desse tanto de mensagens já é um problema. Se não tem indicação, para que pessoas sem sintomas comprem máscaras por exemplo, você vai lá e compra para estocar, quando alguém que realmente precisa usar a máscara vai procurar, pode não encontrar, e o risco de epidemia com isto, aumenta mais do que nunca. 
É preciso sempre desconfiar quando as mensagens forem absurdas, do tipo, beber água sanitária para evitar o coronavírus. Recorra a fontes confiáveis de informação como site de notícias com profissionais treinados para apuração e verificação das histórias. Existe uma coisa no jornalismo, chamada responsabilidade jurídica. Quando algém escreve um texto ou faz um vídeo como este, está colocando a cara e o seu nome, assinando o negócio. Quando você recebe uma mensagem sem assinatura, mas compartilhada por alguém em que você confia, não tem como ter certeza de que essa pessoa verificou se aquilo alí é correto. Links para sites confiáveis e matérias assinadas por profissionais que existem de verdade são um bom antidoto. Além disso nesse caso de saúde pública é claro, tem um trabalho ágil e preciso dos portais oficiais do Ministério da Saúde e da Secretaria da Saúde do Estado e da sua cidade. 
Para terminar, apresentamos uma lista do que levar em conta quando receber uma mensagem dessas: 

 1-Verifique se o site é verdadeiro. Não tem site? Me ajuda aí. 
 2-A notícia tem data? É recente mesmo? 
 3-A notícia é assinada? Por quem? 
 4-Desconfie de notícias bombásticas. compartilhe com a cabeça, não compartilhe com o figádo. 

Este vídeo é muito bom para ser compartilhado. Este trabalho faz parte do canal de vídeos explicativos do Jornal Estado de Minas: o #praentender.

 

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