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quinta-feira, 9 de abril de 2020

O quadro "Triunfo da Morte" (1563), do holandês Pieter Brueger The Elder foi inspirados nas grandes epidemias que a humanidade vivenciou.









A tela do holandês Pieter Brueger The Elder,  grande artista plástico do renascimento, autor da obra - O Triunfo da Morte - de 1563, é muito interessante e superatual, mesmo sendo do século XVI. Ela apresenta a morte enquanto vencedora sobre todas as coisas do mundo. É invencível o poder da morte, diante da vulnerável fragilidade da vida, em todos os possíveis contextos e dimensões. Simbolicamente, a situação da morte como vencedora se apresenta na tela por meio de um grande exército de esqueletos, devastando a Terra e transformando a mesma em uma paisagem árida e improdutiva, na qual as cenas das piores destruições aparecem. Ao olhar a imagem, a primeira coisa que vemos é  a morte diante de seus exércitos, montada em um cavalo avermelhado, destruindo o mundo dos vivos.O resultado de todas as ações da morte são levados a um caixão enorme, sem nenhuma esperança de salvação. É muito assustador. Todas as pessoas estão incluídas na composição da obra. Contudo, essas são as delicadas personagens na luta incansável pela vida, onde nada e nem ninguém pode atuar  a favor da sua salvação. 
                                      Por Deodato Gomes

Que  análise interessante encontrei na rede sobre esta tela:

Esta obra, terminada em 1562, é um óleo sobre tela.
O tema - a MORTE - é omnipresente: numa paisagem desolada, em que ao longe se veem forcas, a morte e o seu exército seguem caminho levando consigo todas as personagens.
Apesar da paisagem sombria, destacam-se vários elementos de cores quentes (sobretudo vermelho e laranja), que tornam o quadro menos escuro e mais atraente.
Da Morte, ninguém consegue escapar, seja rico ou pobre, novo ou velho.
No canto inferior esquerdo, consegue ver-se um rei que, apesar de todo o seu poder e riqueza, não pode evitar a morte.
No canto inferior direito, em volta de uma mesa, estão pessoas a comer e a jogar; representam os astutos e os ricos, os últimos a ser levados pela morte mas que serão também arrastados.
Alguns homens armados tentam resistir ao exército da Morte mas essa resistência é também infrutífera.
Nas ruínas encostadas ao lado esquerdo do quadro, vê-se um esqueleto que retira os ponteiros a um relógio, simbolizando que, para os que vão morrer, o tempo acabou.
Por trás de trincheiras, estão centenas de esqueletos, significando que o exército da morte está sempre a crescer. Essa ideia é reforçada pelo facto dos ainda vivos serem empurrados para um enorme túnel, semelhante a um caixão, parecendo que também eles, ao morrer, vão engrossar as fileiras da Morte.
O quadro foi pintado numa época de enorme instabilidade, guerras políticas e religiosas, doenças e epidemias e grandes fomes.

Na minha opinião, apesar de não ser o quadro melhor concebido ou aquele que melhor representa o estilo de Bruegel, é uma obra curiosa por ser simultaneamente simbólica (no tema e personagens escolhidos) e realista (no pormenor das figuras e da paisagem).

Penso que é um quadro com uma mensagem interessante e que é muito divertido.

FONTE:Tiago Seixas, acesso em 09-04-2020

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