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sexta-feira, 8 de maio de 2020

O dia D na guerra contra a Covid-19 - O Globo - 8 de Maio de 2020

O dia D é um termo utilizado frequentemente para denotar o dia em que um ataque ou uma operação de combate deve ser iniciado. O dia D ocorreu num momento decisivo da guerra, quando os aliados ocidentais desembarcaram na Normandia, França, dando início ao fim da Segunda Guerra Mundial. Estamos em um momento decisivo da guerra contra a Covid-19: encontram-se os profissionais de saúde enfraquecidos, deprimidos, ante a impossibilidade de salvar pessoas. A população segue sem entender o futuro que a espera. No momento, é necessário organizar a tropa, mostrar que há futuro e que tudo dará certo. Sem vacinas, testes diagnósticos confiáveis e uma terapia efetiva para conter o número exponencial de mortos, temos que nos reorganizar. Quando o dia D ocorrerá? Para tal, com base na ciência, é fundamental:

1. Isolamento social rígido; ficar no meio do caminho só aumenta a letalidade e retarda a volta da economia. De onde vem a ideia de que o Brasil seria diferente da China e Itália? Sei que muitos pensam que “Deus é brasileiro”, no momento, porém, Ele precisa de ajuda. O vírus não pode ser visto a olho nu, no entanto, ele existe e pode matar;

2. Estabelecer terapia com base no exame clínico, laboratorial e de imagem, bem como em artigos científicos. Por que inventar a roda, se países que estão à nossa frente em relação a essa pandemia já relataram quais condutas não dão certo? Por que repetir o erro? Neste momento, tudo é novo. Não há a famosa frase “na minha experiência”. Essa doença se manifesta de múltiplas formas. A Covid-19 não é doença que acomete somente o pulmão, agride, também, outros órgãos. Por isso, torna-se imperioso que diversas especialidades médicas trabalhem em conjunto: pneumologistas, intensivistas, cardiologistas, neurologistas e nefrologistas, dentre outros, com o suporte da enfermagem. A fisioterapia é fundamental, não somente para auxiliar na retirada do paciente do ventilador mecânico, como também melhorar o tônus muscular, já que foi constatada a presença do vírus em diversos músculos esqueléticos, inclusive os músculos respiratórios, contribuindo para a fadiga muscular frequente nos pacientes com Covid-19. Sejamos humildes! Retornemos ao tempo em que ouvir e examinar o paciente se tornavam tarefas obrigatórias. Hipócrates já dizia: “Há verdadeiramente duas coisas diferentes: saber e crer que se sabe. A ciência consiste em saber, em crer que se sabe reside a ignorância”;

3. Acreditar nos estudos clínicos que vêm sendo realizados no Brasil e no mundo. A ciência brasileira, quando solicitada a atuar, é excelente e sempre solidária. Ficou durante anos sucateada e desacreditada, mas jamais desiste. Quando solicitada, trabalha, incessantemente, para resolver o problema. Assim foi na zika e assim está sendo na Covid-19. Confie nos cientistas brasileiros. Eles jamais abandonam a população.

A ciência brasileira é excelente e sempre solidária. Ficou por anos sucateada e desacreditada, mas jamais desiste

O dia D na guerra contra a Covid-19

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