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sábado, 10 de janeiro de 2026

Dois Professores, um Amor que ficou!

Revirando as páginas da minha Bíblia, encontrei um cartão que o tempo guardou com delicadeza. Foi o cartão entregue na Missa de 7º dia do professor de Matemática José Ayrton Córdova Coutinho. Ao relê-lo, percebi que certas memórias não pedem esquecimento, pedem partilha.

Ayrton foi mais que um professor exigente, organizado e disciplinado. Foi educador no sentido mais pleno: ensinava números, mas formava caráter. Deixou saudade profunda em alunos e colegas, porque sua presença na sala de aula era também presença de cuidado, fé e compromisso. Sua trajetória, interrompida precocemente aos 33 anos, marcou Carlos Chagas como exemplo de doação, de amor à família, à juventude e à educação.

Dentro do cartão, está o texto escrito por Jane Esquerdo Coutinho, sua esposa, também professora — mas de Língua Portuguesa. Enquanto Ayrton ensinava a lógica dos números, Jane ensinava a sensibilidade das palavras. Juntos, foram educadores dentro e fora da escola, acolhendo jovens, formando consciências e vivendo a fé como prática cotidiana.

Jane partiu em 13 de janeiro de 2013, mas sua escrita permanece como extensão de sua docência: palavras que educam, consolam e eternizam. Publico este cartão para que essa memória não se perca. Porque professores como Ayrton e Jane não passam: permanecem ensinando, mesmo depois do  seu tempo na terra.

                    Parte da frente do cartão

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