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domingo, 1 de dezembro de 2019

Governador e secretária de educação apresentam novo modelo do ensino médio integral e contemplam Escola João Beraldo. Diretor da Escola participa de reunião em Belo Horizonte dia 03 de dezembro sobre a implantação desta inovação do ensino.


O governador Romeu Zema e a secretária de Educação Julia Sant’Anna presentaram nesta quinta-feira (21/11), no Palácio da Liberdade, o novo modelo do Ensino Médio Integral e Ensino Médio Integral Profissional em Minas Gerais para cerca de 220 alunos da rede estadual de ensino. Os estudantes do 9º ano do ensino fundamental tiveram a oportunidade de discutir sobre mercado de trabalho e o papel da educação integral na vida dos jovens, por meio do seminário “Construindo seu Futuro – Itinerários do Ensino Médio Integral em Minas Gerais”.



Em outubro deste ano, o Governo de Minas anunciou a criação de 16 mil novas vagas, a partir do próximo ano, para a educação integral e profissional no estado, alcançando 281 escolas de todas as regiões mineiras. Ao todo, serão investidos R$ 151 milhões em equipamentos, obras, alimentação e folha de pessoal. A Escola João Beraldo foi uma das contempladas.


No seminário, o governador Romeu Zema destacou o esforço de sua gestão para priorizar o investimento na educação, além da oportunidade de aprendizado que os jovens terão a partir do ano que vem.

“Existem muitas oportunidades de trabalho. O que precisamos é formar pessoas capacitadas. Hoje, vejo empresas querendo contratar e não encontrando profissional. E vejo pessoas querendo trabalhar e não possuindo as capacidades de que a empresa ou o prestador de serviço precisa. Então, vocês estão no momento certo, no momento de se qualificarem. Não percam essa janela única na vida que vocês estão tendo”, disse.

Zema ainda reforçou a importância do conhecimento na formação de bons profissionais. “Quem investe em conhecimento, nunca vai perder o que adquiriu, vai usar para sempre. Então, eu falo que não tem ativo melhor que esse. A escola integral vai ao encontro disso. Quem fizer bem a Escola Integral, tenho certeza, vai estar capacitado para poder ocupar várias posições que estão abertas por falta de pessoas qualificadas”, finalizou.

Esforço

A secretária de Estado de Educação, Julia Sant’Anna, destacou o esforço do governo para melhorar a gestão da educação no Estado, construindo projetos que visam melhorar os índices e a qualificação dos jovens.


“Desejamos para Minas um ensino médio moderno, interessante, colorido e com muito conteúdo e, principalmente, liberdade de escolha, que dialogue de maneira muito próxima com o mercado de trabalho. Assumimos um Estado quebrado, sem sonhos, em que as escolas sequer estavam recebendo recursos de merenda. Onze meses depois, estabelecemos a dignidade do funcionamento da nossa rede e, ainda, conseguimos viabilizar R$ 151 milhões para iniciar uma expressiva expansão do tempo integral de ensino médio, etapa fundamental para o futuro dos jovens, com uma metodologia de atenção à sua formação como protagonista da sua vida”, afirmou.

Julia ainda ressaltou a oportunidade de profissionalizar os jovens e apostar no empreendedorismo. “Com muito esforço das equipes e dos parceiros, e pela primeira vez no Brasil, associamos a essa inovadora forma de ensinar e de aprender, a educação profissional. A partir da identificação dos setores produtivos do nosso estado, estamos reformulando toda a educação profissional inspirados em matrizes curriculares dos melhores cursos do país”, disse.

Segundo a secretária, as inscrições para os cursos profissionalizantes e a escola de tempo integral serão iniciadas no próximo dia 28 de novembro.  

Números

Atualmente, o ensino médio integral atende cerca de 12 mil alunos de 78 escolas que integram o programa. Com a ampliação, a rede estadual contará, em 2020, com aproximadamente 28 mil estudantes do ensino médio na educação integral, em 281 escolas, contemplando todas as 47 Superintendências Regionais de Ensino (SRE).

Em 43 escolas, o ensino médio será integrado à educação profissional. Para a definição das escolas, foram priorizadas unidades de ensino em municípios sem oferta da educação integral para estudantes do ensino médio.

A oferta de cursos foi determinada pela demanda de empregabilidade regional. Ao todo, são 18 opções de cursos técnicos: Açúcar e Álcool, Agronegócio, Agropecuária, Alimentos, Análises Químicas, Celulose e Papel, Desenvolvimento Cultural Regional, Desenvolvimento de Sistemas, Eletroeletrônica, Eletromecânica, Eletrônica, Eletrotécnica, Informática, Logística, Mecânica, Química, Segurança do Trabalho e Transações Imobiliárias.

Para que a oferta dos cursos técnicos atendesse às necessidades das diferentes regiões, foram realizados estudos abrangendo as 12 mesorregiões do estado, conforme divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também foram utilizadas informações do mercado de trabalho formal na tentativa de captar as tendências do emprego no nível local.

O estudo foi resultado de uma parceria entre as Secretarias de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), Desenvolvimento Econômico (Sede) e de Educação (SEE). Partindo desse esforço, foi possível identificar ocupações que apresentam maior potencial de contratação e, a partir delas, direcionar a oferta dos cursos. O alinhamento às necessidades e dinâmicas de contratação dos setores empregadores contribuirá, inclusive, para a empregabilidade e  inserção do jovem no mundo do trabalho. 
Fonte: página da SEEMG

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