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terça-feira, 21 de abril de 2020

O que foi condenado a morte, Tiradentes, com o corpo exposto em praça pública para servir de exemplo, é também a figura mais lembrada da Inconfidência Mineira.



Enforcado em 21 de abril de 1792, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi o único dos  inconfidente executado pelo governo.
O primeiro movimento da nossa História que teve como objetivo a Independência do Brasil de Portugal foi a Inconfidência Mineira. Este pioneirismo inclusive é muito exaltado em Minas pelas autoridades políticas em seus eventos. Mas realmente nosso Estado traz esta marca inicial de luta pela liberdade. Pessoas importantes da Capitania de Minas Gerais integraram este movimento que não chegou a ser levado à prática. Grandes poetas como: Cláudio Manuel da Costa, Antonio Tomas Gonzaga, Inácio José de Alvarenga Peixoto e José da Silva e Oliveira Rolim, chamado de Pe. Rolim, além de outras pessoas da nossa elite da época. Foram denunciados por Joaquim José Silvério dos Reis, naturalmente para levar vantagem da coroa,  presos e condenados, mas só Tiradentes foi executado e esquartejado, para exemplo dos moradores da província. 
Por ter sido o único dos participantes que foi executado, Tiradentes acabou, com o tempo, tornando-se símbolo do movimento e transformado em mártir da luta pela independência do Brasil. Após a proclamação da República, a figura de Tiradentes foi resgatada como herói nacional e em 1965, em plena Ditadura Militar, o dia da execução se tornou feriado oficial.
Tiradentes é uma figura que nos transporta à Colônia e a nos conscientizar daquela nossa situação de dependência e exploração por parte da nação mais poderosa da época: Portugal. Ele só foi elevado à condição de herói nacional  após a Proclamação da República em função de sua execução ter virado um símbolo da  nossa Independência. As ideias liberais, a independência dos EUA e a Revolução Francesa foram os fatores de grande influência no pensamento e a ação daqueles inconfidentes.
Os historiadores falam que a vinda da família real para o Brasil em 1808, com a instalação de D. João VI no Rio de Janeiro, provocou uma certa acomodação, ainda que não tivesse impedido a eclosão da Revolução Pernambucana de 1817. A Revolução do Porto de 1820 e a volta de D. João VI para Portugal acabaram por escancarar as tensões que, por fim, levariam à proclamação da independência do Brasil em 7 de setembro de 1822, num processo atípico se comparado às demais colônias americanas, particularmente pelo protagonismo de D. Pedro, filho e herdeiro do rei de Portugal.
Neste processo, tanto a Inconfidência Mineira, como Tiradentes, não tiveram nenhum papel em especial, pois como foi dito anteriormente, tanto o movimento, como seu personagem emblemático, só foram resgatados após a proclamação da República.

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