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sábado, 2 de maio de 2020

As emoções estão no ar!...O presente do rei Roberto Carlos para as mães é um ao vivo que está marcada para o próximo domingo, dia 10 de maio às 15 horas.



Quando se fala em Roberto Carlos me vem sempre a lembrança os fãs do artista com os quais conheci e convivi no ambiente de trabalho. A primeira da lista é Terezinha, uma empolgada com o carisma de Roberto e suas canções, que alimenta sempre um sonho, muito distante por sinal,  de um dia poder vê-lo de pertinho em um show. Ela sempre acompanhou os shows do artista que aconteceram ao longo de todo este tempo com exclusividade na Globo. Conhece praticamente todas as canções do seu ídolo. Em nossas rodas de conversas, Roberto sempre foi objeto de muitas controvérsias e discussões em função da sua falta de posicionamento político durante os anos de chumbo e de vigência do AI 5  no Brasil. Enquanto Chico, Gil e Caetano viviam um exílio forçado o cantor experienciava o apogeu da Jovem Guarda, movimento cultural que mesclava música, comportamento e moda de uma forma bem distante dos duros embates políticos da época e das vidas ceifadas  nos porões mais crueis do regime militar. Nos dias de hoje a gente não vê  envolvimento do mesmo nas polêmicas do país. E quanta polêmica temos nesta encruzilhada da nossa história, não é mesmo pessoal? Transformaram o maldito vírus em um problema político. Mas tem outros e outras admiradores de carteirinha da velha guarda, como se costuma dizer, do estilo puro apaixonado de Roberto. Me lembro da Professora Cecy Prates que em meio ao trabalho diário sempre tirava um tempo para escutar Roberto tomando uma cervejinha. E contava prá gente sempre com muito orgulho que esteve ouvindo o Rei. Sem dizer que não perdia, não sei hoje, um especial de fim de ano do Rei. Este show foi habitualmente sempre muito esperado e com altas expctativas. Outra colega fissurada em Roberto era Jane Esquerdo (em lembrança). Certo dia fomos para Teófilo Otoni porque ela tinha uma consulta marcada, mas ao passar em frente a uma loja de vinil, os antigos bolachões, ouviu uma canção na voz do Roberto e resolveu investir no disco de lançamento do ano o dinheiro que seria destinado ao atendimento médico, logo depois comprou também o vinho que acompanharia a sua escuta Robertiana.  Segundo ela ouvir o Rei tomando o vinho foi muito terapêutico e o seu melhor remédio. Tem meu cunhado Véo Chia, também (em lembrança) por muitas vezes declarou seu vício pela canções de Roberto. Trago também a cantineira Nice que declarava verdadeiro amor pelo artista maior do Brasil. Mas a maior fissura por Roberto que já vi foi de uma vizinha. D. Elvira dizia ser a esposa de Roberto e vivia um estado de constante encantamento no embalo do estilo das eternas canções. O Rei não perde a magestade, diz o dito popular, uma vez rei será sempre rei. No reino dos fãs aficionados temos também outro colega, que sempre deixou claro sua super admiração  por Roberto,  o Jurandy. Roberto desperta sentimentos românticos, pois prega sempre em seus shows a delicadeza das emoções,  o amor e o azul.  Achei o máximo quando nossa colega Vitória Nogueira, lá pelos anos 90, foi a Governador Valadares, especialmente para  assistir ao show de Roberto. Nem precisa dizer que ela chegou deslumbrada e nos falou da emoção de ter visto seu ídolo tão de pertinho a ponto de até mesmo registrar um momento com ele.  Roberto nasceu em 19 de abril de 1941, estando hoje com 79 anos,  começou sua carreira quando tinha 19 anos, na década 60. De lá prá cá muitas emoções e shows de final de ano já assistimos.  Falar de Roberto é lembrar um romantismo que suas canções parecem espalhar pelo ar.  Suas músicas, na sua voz pura e doce mexe com corações. Tem muita sutileza e nuances incapazes de serem alcançadas na  expressão do romantismo do Rei que terminam por tocar as pessoas na sua emoção. Sem dúvida, ele é um talento, muito empático na comunicação com o público. Seu lírico poético é como já dissemos, parece que vem com a missão de engrandecer sempre um amor sonhador, com as suas tantas e "tantas emoções". Tô dizendo tudo isto para lembrar que teremos também a oportunidade de ouvir esse comprovado lirismo, meio fora desse nosso tempo pandêmico,  neste movimento de lives que tomou conta da nossa internete na quarentena. Uma live de Roberto em um especial do dia das mães é um grande presente. A palavra Mãe em si, só em pronunciá-la já evoca um turbilhão de emoção e estará automaticamente  articulada  de forma muito adequada com o ardor emocional das canções de Roberto, cantadas por ele mesmo, e ao vivo no próximo dia 10. Claroque Roberto já deve ter colocado em seu repertório a canção Lady Laura na qual homenageia sua mãe.
Roberto Carlos  se apresentará pelo projeto “Em casa”, na TV Globo, domingo (10) da semana que vem, dia das mães, às 15h, será transmitida tanto pelo face quanto pelo twitter. O show ao vivo terá transmissão simultânea da Globo, Multishow, Globoplay por 30 minutos e nos canais no YouTube do cantor, que exibirá na íntegra o conteúdo. As informações  da live de Roberto li no Globo do dia 02-05-2020. 
Não tenho lá grandes admirações pelo lirismo sentimental e entusiasta  do Rei, mas é claro que vou assistir, porque sempre acompanhei os seus shows na televisão com Terezinha. É que por meio dela acabei me afeiçoando também pelas toadas de Roberto. Me pego refletindo sobre como um artista que marcou inúmeras gerações, como Roberto Carlos,  com essas baladas românticas inconfundível, poderia posteriormente vir marcando mais e mais através dos tempos a juventude que ouve muito "cultural garbage"? Usei este termo em inglês para não usar outro muito agressivo. Tem alguns jovens que entraram na onda das canções imortais de Roberto, mas a maioria não que nem saber. Penso que esses, os jovens que nem conhecem o Rei, passam bem distante do Roberto, nem imaginam o que venha ser esse tal de lirismo romântico.  Quem sabe eles, os filhos, acatando a  sugestão da Jane, vão  assistir ao show, acompanhados da homenageada do dia, suas mães é claro, e possam acabar se encantando pelo talento orgulhosamente brasileiro e extremamente romântico  de Roberto Carlos. A magestalidade de Roberto é imortal e quem sabe em meio a tantos descaminhos do COVID-19, que nos impôs esta absurda quarentena, o clássico possa fisgar um desses pretensiosos jovens que enxergam apenas a cafonice na musicalidade da magestade. Que deixem o vinho apenas para a mãe, mas compartilhem a vontade as canções! Acompanhem a seguir o Rei numa  emocionante apresentação de uma de  suas conções mais ouvidas e cantadas de todos os tempos: Emoções.
                                                     Por Deodato Gomes

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