Bullying

CAMPANHA CONTRA O BULLYING

sábado, 23 de maio de 2020

REFERÊNCIA CULTURAL: uma orientação que pode levar ao preconceito ou à solidariedade.



Gosto muito desta charge, ela é bastante famosa e muito significativa por isso excessivamente usada em provas. Vejo que ela expressa muito a forma de como somos e atuamos no mundo e na sociedade. Incrível como achamos muito estranho o jeito de pensar e ser daquele que é e se comporta diferente da forma como somos e comportamos. Olhamos o outro a partir do nosso próprio jeito de pensar e ser. O outro é um ser humano digno, independente de ter nascido: pobre, preto, deficiente, índio, branco, homem ou mulher. Somos todos iguais e ao mesmo tempo diferentes.

Porque será que temos tanta dificuldade em aceitar o outro como nosso semelhante? Isto para usar um termo cristão. Porque tomamos a gente como parâmetro para olhar o outro? Ninguém é superior a ninguém, desta forma ser humano nenhum pode ser vítima de preconceitos, desprezo e estranhamento por causa do seu jeito de pensar e ser. O preconceito é um mal escondido no mais profundo do nosso ser e disseminado entre todos. No caminho contrário a esta realidade está a Educação que tem papel importante na construção da alteridade. O preconceito desarmoniza e termina com toda a possibilidade de vivencia da solidariedade assumindo muitas vezes  formas terríveis e variadas de se manifestar.  Para além do veneno que se encontra em cada um de nós e que precisa ser vigiado, o pior estranhamento para com o diferente é o prejulgamento estrutural, praticado pelo próprio Estado contra os indivíduos, que insiste no geral, na falsa igualdade entre todos e que se expressa na configuração da exclusão e morte dos mais pobres e relegados da nossa sociedade. Muito intrigante portanto é que é este abuso estatal que alimenta o crescimento dos venenos individuais, na medida em que não leva em conta a nossa diversidade humana, cultural, e ideológica. Mais do que nunca, neste tempo de pandemia que atinge mais os zeros econônimos, aqueles que estão fora do orçamento governamental, precisam de auxílios, e da ação providencial do Estado, para vencerem este vírus, que tem um potencial de morte muito superior  entre os pobres.

                                                     Por Deodato Gomes


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