Profãe: O Sagrado Ofício de Partejar Sonhos
Ser professora é, por essência, um exercício de maternidade expandida. Não existem fronteiras de sangue quando o amor transborda na lousa e se faz presença na sala de aula. Ao longo da minha jornada, observo que a escola se torna um útero pulsante, onde cada lição é um novo parto e cada aluno, um filho que a vida nos entrega para lapidar.
É impossível distinguir onde termina a mestra e onde começa a mãe. Ambas habitam o mesmo pêndulo, bailando entre a sala de estar e a sala de ensinar, unidas pela sintonia do cuidar. Para definir essa entrega divina, criei o termo Profãe: essa mistura profunda de ternura e autoridade, de quem ilumina caminhos e acolhe medos com a mesma mão que corrige o caderno.
Às professoras-mães, deixamos aqui nosso reconhecimento. Vocês são donas de incontáveis partos intelectuais, transformando o saber em chama vívida. Não desanimem ante os desafios; sigam firmes no propósito de educar para fazer sonhar. Ousar e amar são os remos que nos fazem avançar. Afinal, ensinar é, acima de tudo, uma forma sublime de parir o futuro.

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