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Na segunda-feira, 18 de maio de 2026, Brasília deixou de ser apenas a capital política do Brasil para se transformar, aos meus olhos, em um território de esperança educacional. Ao lado da colega Ednalva Kretli, participei do Seminário “Rotas da Equidade”, um encontro promovido pelo Ministério da Educação que nos convidou a olhar para as desigualdades não como números frios, mas como feridas históricas que ainda atravessam as salas de aula brasileiras.
A palestra conduzida por Zara Figueiredo foi profunda, sensível e inquietante. Ela apresentou dados que revelam que não existe qualidade sem equidade: quanto maior a desigualdade de aprendizagem, menor a renda e menores as oportunidades de vida.
Mais do que diagnósticos, o encontro trouxe caminhos concretos. Foram debatidas políticas como o VAAR/FUNDEB, formações continuadas para professores, protocolos de enfrentamento a desigualdade de aprendizagem e programas nacionais voltados à Educação para as Relações Étnico-Raciais.
Saí de Brasília convencido de que educar é também reparar injustiças históricas. A equidade não pode ser um discurso bonito nos documentos oficiais; ela precisa chegar à gestão, à escola e ao coração da prática pedagógica. Talvez seja exatamente aí que começa a verdadeira transformação da Educação.


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