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domingo, 30 de agosto de 2026

Carlos Chagas participa do "Direito na Escola Experience 2026" e amplia diálogo sobre metodologias ativas, gamificação e cidadania.

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Carlos Chagas participa do "Direito na Escola Experience 2026" e amplia diálogo sobre metodologias ativas, gamificação e cidadania.

Encontro realizado em Belo Horizonte reuniu profissionais do Direito e da Educação para discutir novas formas de ensinar, envolvendo protagonismo dos estudantes, metodologias ativas e aprendizagem por meio de experiências.

Nos dias 14 e 15 de agosto de 2026, Belo Horizonte recebeu o Direito na Escola Experience 2026 – “Que comecem os jogos!”, iniciativa promovida pelo Grupo Direito na Escola, em articulação com a Escola Superior da Advocacia de Minas Gerais (ESA-MG) e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB-MG).

Carlos Chagas esteve representado no encontro por três profissionais: a analista da Secretaria Municipal de Educação Viviani Moreira Evangelista Ferreira, a Professora e Advogada Dra. Cibelly Viana, coordenadora da Comissão do Direito na Escola da OAB em Carlos Chagas, atualmente presidida por Dra. Núncia Dantas e a Advogada Dra. Morgana.

Viviani retornou do encontro bastante entusiasmada com as experiências e possibilidades apresentadas, especialmente pela aproximação entre conteúdos relacionados ao Direito, formação cidadã e práticas pedagógicas capazes de ampliar a participação dos estudantes no processo de aprendizagem.

Aprender, jogar e transformar

A proposta do Experience parte de uma ideia importante: ensinar não significa apenas transmitir conhecimentos. O trabalho pedagógico também pode despertar curiosidade, estimular colaboração, provocar reflexões e proporcionar experiências que permaneçam na memória dos estudantes.

A cartilha “Metodologias Ativas e Gamificação – Aprender, Jogar, Transformar”, utilizada durante a formação, apresenta as metodologias ativas como abordagens que colocam o estudante em posição de maior protagonismo. Entre as estratégias abordadas estão a Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), sala de aula invertida, Design Thinking e Peer Instruction (instrução por pares).

A formação também dedicou atenção especial à gamificação, entendida não simplesmente como utilização de jogos durante as aulas, mas como incorporação planejada de elementos próprios dos jogos — desafios, missões, pontos, narrativas, cooperação, recompensas e feedback — para favorecer o envolvimento dos estudantes e contribuir para objetivos pedagógicos previamente estabelecidos.

Um aspecto particularmente relevante da proposta é justamente este: não se trata de jogar por jogar. A própria formação chama a atenção para o risco de inserir pontos, rankings e competições sem que esses recursos estejam vinculados à aprendizagem. A gamificação precisa estar a serviço de uma intencionalidade pedagógica.

Da teoria para situações concretas de aprendizagem

Entre os exemplos apresentados pela formação estão possibilidades bastante interessantes para diferentes componentes curriculares.

Em História, por exemplo, estudantes podem organizar-se em equipes representando cidades-Estado gregas, realizando pesquisas, debates e outras missões. Em Língua Portuguesa, a leitura pode integrar um clube do livro gamificado, com desafios literários, produção de resenhas e progressão por etapas. Em Matemática, desafios e sistemas de acompanhamento podem estimular resolução de problemas e colaboração.

No campo específico do Direito na Escola, uma das possibilidades apresentadas é a realização de Tribunal do Júri Simulado, no qual estudantes assumem diferentes funções diante de casos hipotéticos relacionados a questões próximas da realidade juvenil, desenvolvendo argumentação, capacidade de escuta, análise crítica e compreensão de direitos e deveres.

A formação também apresentou recursos digitais que podem auxiliar essas experiências, mas fez uma ressalva fundamental: a tecnologia não é condição para a utilização da gamificação. Cartas, tabuleiros, desafios, narrativas e outros recursos analógicos também podem produzir excelentes experiências quando empregados com planejamento e objetivos educacionais claros.

Direito e Educação: campos que podem caminhar juntos

Para o Secretário Municipal de Educação de Carlos Chagas, Deodato Gomes Costa, a aproximação entre Direito e Educação apresenta possibilidades importantes, mas deve ser construída com clareza de objetivos, planejamento e adequada preparação dos profissionais.

“Direito e Educação possuem importantes pontos de encontro. O conhecimento de direitos, deveres, responsabilidades, convivência democrática e cidadania pode contribuir tanto para o fortalecimento das relações entre os profissionais da educação quanto para as relações entre professores e estudantes e para a própria formação cidadã dos nossos alunos. Independentemente da faixa etária, a escola pode ajudar o estudante a compreender melhor seu lugar no mundo, sua relação com o conhecimento, com o outro e com a coletividade. Vejo nessa proposta um potencial significativo para o cotidiano escolar, seja por meio de abordagens transversais, seja, quando houver fundamentação pedagógica e normativa para isso, por meio de propostas curriculares específicas. Mas qualquer iniciativa dessa natureza precisa estar sustentada por planejamento, intencionalidade pedagógica e profissionais devidamente preparados para compreender a complexidade das relações que acontecem diariamente no processo de ensinar e aprender.”

A reflexão coloca uma questão central para qualquer proposta de inovação educacional: uma boa ideia somente se transforma em boa prática quando encontra profissionais preparados, objetivos definidos e conexão efetiva com as necessidades dos estudantes.

Uma experiência que pode gerar novas experiências

Carlos Chagas já possui uma Comissão específica do Direito na Escola, coordenada pela Professora e Advogada Dra. Cibelly Viana, circunstância que abre possibilidades para ampliar o diálogo entre a OAB, os profissionais do Direito e a rede educacional.

A participação de representantes do município no Experience representa, portanto, mais que a presença em uma formação. Significa trazer para Carlos Chagas novas referências, experiências e possibilidades para serem analisadas à luz da realidade de nossas escolas.

A mensagem que atravessou o encontro em Belo Horizonte talvez possa ser resumida em uma ideia simples: a aprendizagem se torna mais significativa quando o estudante deixa de ser apenas espectador e passa a participar da construção do conhecimento.

Metodologias podem mudar, tecnologias podem surgir e novas estratégias podem chegar à escola. Entretanto, permanece uma questão essencial: para que e para quem estamos ensinando?

Quando essa resposta está clara, o jogo deixa de ser apenas jogo, a metodologia deixa de ser apenas novidade e a experiência pode, efetivamente, transformar-se em aprendizagem, cidadania e formação humana.

Que comecem os jogos!


2 comentários:

Anônimo disse...

👏🏻👏🏻👏🏻

Anônimo disse...

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