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domingo, 30 de agosto de 2026

Carlos Chagas participa do "Direito na Escola Experience 2026" e amplia diálogo sobre metodologias ativas, gamificação e cidadania.

TODO O REGISTRO DA PARTICIPAÇÃO- AQUI NESTE LINK:

Carlos Chagas participa do "Direito na Escola Experience 2026" e amplia diálogo sobre metodologias ativas, gamificação e cidadania.

Encontro realizado em Belo Horizonte reuniu profissionais do Direito e da Educação para discutir novas formas de ensinar, envolvendo protagonismo dos estudantes, metodologias ativas e aprendizagem por meio de experiências.

Nos dias 14 e 15 de agosto de 2026, Belo Horizonte recebeu o Direito na Escola Experience 2026 – “Que comecem os jogos!”, iniciativa promovida pelo Grupo Direito na Escola, em articulação com a Escola Superior da Advocacia de Minas Gerais (ESA-MG) e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB-MG).

Carlos Chagas esteve representado no encontro por três profissionais: a analista da Secretaria Municipal de Educação Viviani Moreira Evangelista Ferreira, a Professora e Advogada Dra. Cibelly Viana, coordenadora da Comissão do Direito na Escola da OAB em Carlos Chagas, atualmente presidida por Dra. Núncia Dantas e a Advogada Dra. Morgana.

Viviani retornou do encontro bastante entusiasmada com as experiências e possibilidades apresentadas, especialmente pela aproximação entre conteúdos relacionados ao Direito, formação cidadã e práticas pedagógicas capazes de ampliar a participação dos estudantes no processo de aprendizagem.

Aprender, jogar e transformar

A proposta do Experience parte de uma ideia importante: ensinar não significa apenas transmitir conhecimentos. O trabalho pedagógico também pode despertar curiosidade, estimular colaboração, provocar reflexões e proporcionar experiências que permaneçam na memória dos estudantes.

A cartilha “Metodologias Ativas e Gamificação – Aprender, Jogar, Transformar”, utilizada durante a formação, apresenta as metodologias ativas como abordagens que colocam o estudante em posição de maior protagonismo. Entre as estratégias abordadas estão a Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), sala de aula invertida, Design Thinking e Peer Instruction (instrução por pares).

A formação também dedicou atenção especial à gamificação, entendida não simplesmente como utilização de jogos durante as aulas, mas como incorporação planejada de elementos próprios dos jogos — desafios, missões, pontos, narrativas, cooperação, recompensas e feedback — para favorecer o envolvimento dos estudantes e contribuir para objetivos pedagógicos previamente estabelecidos.

Um aspecto particularmente relevante da proposta é justamente este: não se trata de jogar por jogar. A própria formação chama a atenção para o risco de inserir pontos, rankings e competições sem que esses recursos estejam vinculados à aprendizagem. A gamificação precisa estar a serviço de uma intencionalidade pedagógica.

Da teoria para situações concretas de aprendizagem

Entre os exemplos apresentados pela formação estão possibilidades bastante interessantes para diferentes componentes curriculares.

Em História, por exemplo, estudantes podem organizar-se em equipes representando cidades-Estado gregas, realizando pesquisas, debates e outras missões. Em Língua Portuguesa, a leitura pode integrar um clube do livro gamificado, com desafios literários, produção de resenhas e progressão por etapas. Em Matemática, desafios e sistemas de acompanhamento podem estimular resolução de problemas e colaboração.

No campo específico do Direito na Escola, uma das possibilidades apresentadas é a realização de Tribunal do Júri Simulado, no qual estudantes assumem diferentes funções diante de casos hipotéticos relacionados a questões próximas da realidade juvenil, desenvolvendo argumentação, capacidade de escuta, análise crítica e compreensão de direitos e deveres.

A formação também apresentou recursos digitais que podem auxiliar essas experiências, mas fez uma ressalva fundamental: a tecnologia não é condição para a utilização da gamificação. Cartas, tabuleiros, desafios, narrativas e outros recursos analógicos também podem produzir excelentes experiências quando empregados com planejamento e objetivos educacionais claros.

Direito e Educação: campos que podem caminhar juntos

Para o Secretário Municipal de Educação de Carlos Chagas, Deodato Gomes Costa, a aproximação entre Direito e Educação apresenta possibilidades importantes, mas deve ser construída com clareza de objetivos, planejamento e adequada preparação dos profissionais.

“Direito e Educação possuem importantes pontos de encontro. O conhecimento de direitos, deveres, responsabilidades, convivência democrática e cidadania pode contribuir tanto para o fortalecimento das relações entre os profissionais da educação quanto para as relações entre professores e estudantes e para a própria formação cidadã dos nossos alunos. Independentemente da faixa etária, a escola pode ajudar o estudante a compreender melhor seu lugar no mundo, sua relação com o conhecimento, com o outro e com a coletividade. Vejo nessa proposta um potencial significativo para o cotidiano escolar, seja por meio de abordagens transversais, seja, quando houver fundamentação pedagógica e normativa para isso, por meio de propostas curriculares específicas. Mas qualquer iniciativa dessa natureza precisa estar sustentada por planejamento, intencionalidade pedagógica e profissionais devidamente preparados para compreender a complexidade das relações que acontecem diariamente no processo de ensinar e aprender.”

A reflexão coloca uma questão central para qualquer proposta de inovação educacional: uma boa ideia somente se transforma em boa prática quando encontra profissionais preparados, objetivos definidos e conexão efetiva com as necessidades dos estudantes.

Uma experiência que pode gerar novas experiências

Carlos Chagas já possui uma Comissão específica do Direito na Escola, coordenada pela Professora e Advogada Dra. Cibelly Viana, circunstância que abre possibilidades para ampliar o diálogo entre a OAB, os profissionais do Direito e a rede educacional.

A participação de representantes do município no Experience representa, portanto, mais que a presença em uma formação. Significa trazer para Carlos Chagas novas referências, experiências e possibilidades para serem analisadas à luz da realidade de nossas escolas.

A mensagem que atravessou o encontro em Belo Horizonte talvez possa ser resumida em uma ideia simples: a aprendizagem se torna mais significativa quando o estudante deixa de ser apenas espectador e passa a participar da construção do conhecimento.

Metodologias podem mudar, tecnologias podem surgir e novas estratégias podem chegar à escola. Entretanto, permanece uma questão essencial: para que e para quem estamos ensinando?

Quando essa resposta está clara, o jogo deixa de ser apenas jogo, a metodologia deixa de ser apenas novidade e a experiência pode, efetivamente, transformar-se em aprendizagem, cidadania e formação humana.

Que comecem os jogos!


quarta-feira, 26 de agosto de 2026

A Morte de Sócrates, do pintor francês Jacques-Louis David.

 

A Morte de Sócrates (1787), de Jacques-Louis David. Óleo sobre tela. Acervo do Metropolitan Museum of Art, Nova York. Imagem de domínio público. Fonte: The Met.

Santhatela: um encontro encantador com a arte

Recentemente, por indicação de um professor, cheguei ao site Santhatela enquanto procurava pela obra A Morte de Sócrates, do pintor francês Jacques-Louis David. Confesso: fiquei simplesmente encantado!

A busca começou pelo meu interesse em compreender melhor a representação dos últimos momentos de Sócrates — uma cena que simboliza a fidelidade à consciência, à verdade e à justiça, mesmo diante da condenação. Ao encontrar a reprodução dessa obra, deparei-me também com um vasto universo de pinturas consagradas.

A Santhatela é uma galeria virtual brasileira especializada na comercialização de reproduções de obras de arte em tecido canvas. O projeto reúne trabalhos de grandes artistas e permite a pesquisa por pintor, movimento artístico, tema, formato e outras categorias.

Na página dedicada a Jacques-Louis David, encontramos, além de A Morte de Sócrates, outras obras importantes, como O Juramento dos Horácios, Napoleão Cruzando os Alpes, A Coroação de Napoleão, A Ira de Aquiles e A Intervenção das Sabinas.

Mais do que decorar ambientes, conviver com uma obra de arte é abrir uma janela para a história, para a filosofia e para a sensibilidade humana. Cada pintura nos convida a observar, interpretar, questionar e aprender. Nesse sentido, a arte também educa: desperta a curiosidade, amplia o repertório cultural e nos ajuda a compreender diferentes tempos e experiências humanas.

Fiquei tão encantado com A Morte de Sócrates que pretendo colocar essa tela em minha sala. Mais do que um elemento de decoração, ela será um convite permanente à reflexão sobre a consciência, a verdade, a justiça e a coragem de permanecer fiel aos próprios princípios.

Compartilho esta descoberta porque acredito que aquilo que nos encanta também merece ser apresentado aos outros. Aos professores, estudantes, admiradores da arte e pessoas que desejam enriquecer culturalmente seus ambientes, fica o convite para conhecer o projeto.

Conheça o site da Santhatela:

https://santhatela.com.br/

Vale a pena conhecer, contemplar e permitir-se encantar pela arte!

Deodato Gomes Costa
@professordeodatogomes

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Resenha do Capítulo III do Livro Semente da Vitória de Nuno Cobra: Trabalhando o físico, o mental, o espiritual e o emocional!

https://drive.google.com/file/d/1HvXCcQYVie8596AV1bWLX6n_uTYlfQLM/view?usp=sharing

O corpo como ponto de partida para a transformação: uma releitura de A Semente da Vitória

Há livros que lemos e guardamos na estante. Outros permanecem guardados também em nossa memória afetiva. A Semente da Vitória, de Nuno Cobra, pertence a essa segunda categoria.

Ganhei este livro de presente no dia 24 de janeiro de 2005, das mãos do professor de Educação Física Dailton, a quem considero um amigo, apesar de pouco nos encontrarmos. Na primeira página, ele deixou uma dedicatória que, mais de vinte anos depois, adquiriu um significado ainda mais especial:

“Deodato, espero que esse livro venha lhe trazer aperfeiçoamento na sua profissão e consequentemente em sua vida, pois quando transcendemos os nossos conhecimentos passamos a cada dia conciliarmos em uma nova esfera da vida...”

Dailton encerrou com as palavras “Um abraço! Feliz 2005!”, seguidas de sua assinatura e da data: 24-01-2005.

Voltar a esse livro é também reencontrar aquele momento da minha vida e perceber o que mudou em mim desde então. Agora concluo a releitura do Capítulo III, intitulado “Trabalhando o físico, o mental, o espiritual e o emocional”. Embora mais de duas décadas tenham se passado desde que recebi essa verdadeira pérola, as ideias de Nuno Cobra continuam provocadoras e atuais.

O aspecto que mais transformou minha concepção foi a inversão proposta pelo autor. Durante muito tempo, ouvi falar sobre o poder da mente: pensar positivamente, acreditar, desenvolver a força mental e controlar os próprios pensamentos. Nuno Cobra, sem desprezar a mente, apresenta outro caminho. Ele mostra o extraordinário poder que o corpo possui para interferir na mente, fortalecer as emoções e mudar a vida.

Essa é, para mim, a ideia central do capítulo: a transformação humana pode e deve começar pelo corpo.

O ser humano como uma unidade

Nuno Cobra compreende o ser humano a partir de quatro dimensões inseparáveis: corpo, mente, emoção e espírito. Uma dimensão interfere continuamente nas outras. Quando o corpo está enfraquecido, faltam disposição, energia e vitalidade. Essa fragilidade repercute no pensamento, desorganiza as emoções e dificulta o desenvolvimento espiritual.

Por isso, o autor não trata a atividade física apenas como instrumento para emagrecer, melhorar a aparência ou prevenir doenças. O movimento corporal torna-se um caminho de reconstrução da pessoa.

Ao movimentar o corpo, enfrentamos a preguiça, o cansaço, a falta de vontade e as desculpas que criamos. Precisamos estabelecer horários, respeitar limites, manter a continuidade e cumprir o que foi planejado. Cada uma dessas atitudes representa um exercício emocional.

Há momentos em que precisamos começar mesmo sem vontade. Em outros, precisamos parar quando gostaríamos de continuar. Nos dois casos, aprendemos disciplina e autocontrole. O corpo, portanto, transforma-se em uma verdadeira escola para as emoções.

Pensar positivo não é suficiente

Uma das contribuições mais importantes do capítulo é mostrar que o pensamento positivo, sozinho, não produz transformação. Dizer “eu vou vencer” não é suficiente quando essa afirmação não se converte em ação.

A verdadeira mudança exige esforço, disciplina, continuidade e enfrentamento das próprias resistências. O vencedor não nasce pronto nem se constitui apenas pelo desejo. Ele é construído por meio das ações que realiza todos os dias.

Nesse sentido, uma conquista corporal possui grande força educativa. Quando uma pessoa consegue caminhar uma distância maior, melhorar sua respiração, controlar sua frequência cardíaca, emagrecer, aumentar sua força ou superar uma limitação, ela produz uma prova concreta de sua capacidade.

Essa experiência ensina ao cérebro que a transformação é possível. Uma conquista real e mensurável com o próprio corpo pode ter mais força do que milhares de palavras motivacionais. O corpo apresenta evidências de que somos capazes de mudar.

O “cérebro burro” e a alimentação mental

Nuno Cobra emprega a provocativa expressão “cérebro burro” para explicar que o cérebro processa as informações recebidas pelos sentidos e qualificadas pelas emoções. Ele tende a aceitar como verdadeira a interpretação que fazemos dos acontecimentos.

Duas pessoas podem viver a mesma situação e reagir de maneiras completamente diferentes. Uma poderá enxergar possibilidades, enquanto a outra verá apenas obstáculos. Aquilo que alimentamos continuamente com emoção pode orientar nosso comportamento a favor ou contra nós mesmos.

Por isso, o autor chama a atenção para a “alimentação mental”. Assim como precisamos cuidar daquilo que oferecemos ao corpo, devemos vigiar o que oferecemos à mente: pensamentos, palavras, amizades, ambientes, notícias e interpretações.

As expressões “cérebro burro” e “hormônios de boa ou má qualidade” devem ser compreendidas como metáforas empregadas pelo autor, e não como conceitos científicos literais. O sentido principal, entretanto, permanece válido: aquilo que pensamos, sentimos e repetimos interfere em nossa disposição e em nossas ações.

O corpo contra o boicote interior

O capítulo também aborda o mecanismo do boicote. Ao longo da vida, acumulamos mensagens negativas que nos fazem duvidar de nossas capacidades. Quando estamos próximos de uma conquista, podem surgir a hesitação, o adiamento, o medo e a vontade de desistir.

É o conhecido “faço ou não faço”, acompanhado de perguntas como: “E se eu não conseguir?”, “E se eu fracassar?” ou “E se eu não estiver bem naquele momento?”.

O trabalho corporal ajuda a enfrentar esse boicote porque exige uma decisão prática. Levantar, calçar o tênis, sair para caminhar e cumprir aquilo que foi planejado são maneiras concretas de contrariar as programações internas que nos conduzem à desistência.

Cada pequena vitória fortalece o poder de acreditar. Não se trata de uma confiança vazia, mas de uma crença construída pela experiência. A pessoa acredita em si porque começa a reunir provas de que consegue avançar.

A família, a escola e o “tripé da anulação”

Nuno Cobra apresenta uma crítica contundente à família, à escola e à religião quando essas instituições se organizam exclusivamente em torno da repressão, da culpa, do medo e da obediência. Ele chama essa estrutura de “tripé da anulação”.

Desde cedo, a criança recebe muitos “nãos”, críticas e punições, enquanto seus acertos frequentemente são considerados apenas uma obrigação. Aos poucos, ela pode aprender que seus erros são mais importantes do que suas qualidades e que não possui capacidade para vencer.

Como educador, considero especialmente importante a reflexão do autor sobre a escola. Uma educação baseada na humilhação e na obediência cega pode destruir a autoestima do estudante. O verdadeiro professor corrige sem anular, estabelece limites sem desrespeitar e reconhece as potencialidades de cada aluno.

Uma das frases mais significativas do capítulo afirma que “o verdadeiro mestre é aquele que exalta o discípulo, e não aquele que o reprime”. Isso não significa ignorar os erros, mas impedir que o erro seja transformado na identidade do estudante.

Os dois sacos e a importância do elogio

O autor utiliza a imagem de dois sacos simbólicos. Em um deles, guardamos nossos acertos, qualidades, elogios, conquistas e vitórias. No outro, acumulamos erros, defeitos, críticas, fracassos e repreensões.

Na educação familiar e escolar, o saco das negatividades costuma ficar cheio, enquanto o das positividades permanece quase vazio. O problema não está em corrigir os erros, mas em atribuir a eles uma importância muito maior do que aquela concedida aos acertos.

Nuno Cobra propõe, então, o difícil exercício do elogio. O elogio sincero fortalece a autoestima, reconhece o esforço e estimula a continuidade das boas ações. Elogiar exige generosidade e segurança, porque significa colaborar para que outra pessoa cresça — talvez até mais do que nós mesmos.

Essa reflexão é fundamental para pais, professores e gestores. Precisamos aprender a enxergar e nomear as conquistas das pessoas. Quem somente aponta erros pode produzir medo e insegurança; quem reconhece os avanços ajuda a construir confiança e autonomia.

Quem muda o corpo, muda a vida

Ao terminar este capítulo, compreendo com mais clareza por que este livro mudou tanto minha concepção. A mente não atua separadamente do organismo. O corpo não é apenas o lugar onde a vida acontece; ele participa ativamente da construção de quem somos.

Mudar o corpo, no sentido apresentado por Nuno Cobra, não é submeter-se a padrões estéticos nem buscar uma aparência idealizada. É recuperar energia, movimento, disciplina, disposição e capacidade de agir. É deixar de ser mero coadjuvante para assumir o protagonismo da própria existência.

O movimento produz pequenas vitórias. As pequenas vitórias fortalecem a confiança. A confiança reorganiza as emoções. E emoções fortalecidas ampliam nossa capacidade de pensar, agir, relacionar-nos e encontrar sentido na vida.

Mais de vinte anos depois de receber este livro, percebo a profundidade da dedicatória escrita pelo amigo Dailton. O conhecimento realmente pode nos conduzir a outras esferas da vida, especialmente quando não permanece apenas no pensamento e se transforma em experiência.

A semente da vitória germina quando o pensamento encontra a ação. Ela cria raízes quando fortalecemos o corpo, cresce quando educamos as emoções e floresce quando assumimos a responsabilidade pela condução da nossa vida.

Talvez essa seja a principal mensagem que levo desta releitura: não devemos esperar que a mente transforme sozinha o nosso corpo e a nossa existência. Muitas vezes, é justamente quando colocamos o corpo em movimento que começamos a movimentar tudo aquilo que existe dentro de nós.

Deodato Gomes Costa
@professordeodatogomes

Resumo do Capítulo III - Trabalhando o físico, o mental, o espiritual e o emocional! Nuno cobra


Este capítulo defende que a vitória pessoal não nasce apenas do pensamento positivo. Ela é construída pela integração entre corpo, mente, emoção e espírito, começando por ações concretas realizadas com o corpo.

Ideia central

O ser humano precisa desenvolver quatro dimensões interligadas:

  • corpo;

  • mente;

  • emoção;

  • espírito.

Segundo Nuno Cobra, um corpo enfraquecido reduz a disposição, prejudica o equilíbrio emocional e limita o desenvolvimento mental e espiritual. Por isso, a transformação deve começar pelo movimento corporal.

1. O “cérebro burro”

Ao dizer que o cérebro é “burro”, o autor emprega uma expressão provocativa. Ele quer afirmar que o cérebro:

  • processa as informações recebidas pelos sentidos;

  • é fortemente influenciado pelas emoções;

  • tende a aceitar como verdadeira a interpretação que fazemos dos acontecimentos;

  • pode trabalhar a nosso favor ou contra nós, conforme aquilo que repetimos e acreditamos.

Duas pessoas podem viver a mesma situação e interpretá-la de maneiras completamente diferentes. A realidade emocional de cada uma influencia sua disposição e seu comportamento.

Frase para memorizar:

O cérebro processa como verdade aquilo que alimentamos com emoção.

2. A alimentação mental

Assim como o corpo depende de uma boa alimentação, a mente precisa receber conteúdos saudáveis. A “alimentação mental” é formada por:

  • pensamentos;

  • palavras;

  • amizades;

  • informações consumidas;

  • ambientes frequentados;

  • interpretações dos acontecimentos.

Pensamentos negativos repetidos podem produzir insegurança, medo e bloqueios. Por isso, devemos vigiar aquilo que oferecemos à mente e evitar pessoas e conteúdos que alimentem constantemente o pessimismo.

A mensagem é: não devemos permitir que a televisão, as notícias, as críticas ou as pessoas negativas determinem nosso estado emocional.

3. Pensar positivo não é suficiente

O capítulo não reduz a transformação a repetir frases otimistas. Dizer “eu vou vencer” não basta.

A verdadeira mudança exige:

  • disciplina;

  • continuidade;

  • esforço;

  • controle emocional;

  • ações concretas;

  • enfrentamento das próprias resistências.

O movimento corporal é apresentado como uma escola emocional. Em alguns momentos, é preciso começar uma atividade mesmo sem vontade; em outros, é necessário parar, ainda que exista vontade de continuar. Nos dois casos, exercita-se o autocontrole.

Frase-chave:

O vencedor não nasce pronto: é construído pela ação disciplinada.

4. Corpo forte, emoção equilibrada

Para o autor, transformar o corpo produz conquistas visíveis e mensuráveis: melhora do condicionamento, da frequência cardíaca, da respiração, da força e da aparência.

Essas vitórias corporais ensinam concretamente à pessoa que ela é capaz de:

  • superar limites;

  • modificar hábitos;

  • vencer dificuldades;

  • confiar em si mesma;

  • assumir o protagonismo da própria vida.

Uma conquista real com o corpo pode ter mais força do que milhares de palavras motivacionais.

5. O poder de acreditar

Acreditar em si mesmo é uma força fundamental. Entretanto, essa crença precisa estar sustentada por emoção e experiência.

A dúvida — representada pelo “e se?” — pode sabotar o desempenho:

  • “E se eu não conseguir?”

  • “E se eu fracassar?”

  • “E se hoje eu não estiver bem?”

Para o autor, a pessoa deve preparar-se, entregar o melhor de si e agir sem alimentar antecipadamente o fracasso.

Não basta que os outros acreditem em você; é necessário que você acredite em si mesmo.

6. O “tripé da anulação”

Nuno Cobra afirma que muitas pessoas cresceram emocionalmente fragilizadas pela atuação de três instituições:

  1. família;

  2. escola;

  3. religião.

Essas instituições, quando baseadas apenas na repressão, na culpa, no medo e na obediência, formam o que ele chama de “tripé da anulação”.

A criança recebe inúmeros “nãos”, críticas e punições, mas pouco reconhecimento. Com isso, pode aprender inconscientemente que:

  • seus erros são mais importantes que seus acertos;

  • demonstrar alegria provoca repreensão;

  • ficar triste ou adoecer traz atenção;

  • sua opinião não tem valor;

  • ela não possui capacidade para vencer.

O autor não defende deixar a criança fazer tudo o que quiser. Ele propõe conduzi-la com sabedoria, limites e estímulos, preservando sua identidade e suas potencialidades.

Frase importante:

Não se trata de deixar a criança fazer o que quiser, mas de ajudá-la a querer aquilo que faz.

7. A responsabilidade da escola

O capítulo critica a escola que exige apenas silêncio, obediência e reprodução. Para o autor, o verdadeiro professor:

  • reconhece os talentos dos estudantes;

  • valoriza suas manifestações;

  • corrige sem humilhar;

  • desenvolve sua autoestima;

  • forma pessoas capazes de liderar;

  • eleva o discípulo em vez de anulá-lo.

Essa é uma das ideias mais importantes do capítulo para a educação:

O verdadeiro mestre é aquele que exalta o discípulo, e não aquele que o reprime.

Isso não significa ignorar os erros, mas impedir que o erro seja transformado na identidade do estudante.

8. O mecanismo do boicote

As mensagens negativas recebidas durante a infância podem permanecer no inconsciente. Quando a pessoa se aproxima de uma conquista, surge o “boicote”:

  • hesitação;

  • adiamento;

  • abandono;

  • medo repentino;

  • comportamento autodestrutivo;

  • decisões contrárias aos próprios interesses.

É o conhecido movimento do “faço ou não faço”. Para enfrentá-lo, a pessoa precisa reconhecer a hesitação e manter conscientemente sua decisão.

9. A teoria dos dois sacos

O autor imagina que cada pessoa possui dois sacos simbólicos:

Saco das positividadesSaco das negatividades
AcertosErros
ConquistasFracassos
QualidadesDefeitos
ElogiosCríticas
VitóriasRepreensões

Na educação familiar e escolar, o saco das negatividades costuma ficar cheio, enquanto o das positividades permanece quase vazio.

O problema não é corrigir os erros, mas valorizá-los muito mais do que os acertos. Isso faz a pessoa construir sua identidade com base no fracasso.

10. O difícil exercício do elogio

O elogio sincero fortalece a autoestima e estimula a repetição de comportamentos positivos. Ele pode transformar:

  • a família;

  • a escola;

  • a empresa;

  • as relações sociais.

Elogiar exige segurança e generosidade, pois significa ajudar outra pessoa a crescer — talvez até mais do que nós mesmos.

A felicidade também depende da importância que atribuímos aos acontecimentos. Pessoas positivas não vivem somente experiências boas; elas valorizam intensamente as boas e não permitem que as ruins dominem toda a vida.

Mapa rápido para memorizar

  1. Integração — corpo, mente, emoção e espírito formam uma unidade.

  2. Cérebro — processa aquilo que recebe dos sentidos e das emoções.

  3. Alimentação — pensamentos e ambientes alimentam a mente.

  4. Ação — pensar positivo sem agir não transforma ninguém.

  5. Movimento — o exercício desenvolve disciplina e força emocional.

  6. Crença — acreditar em si sustenta a superação.

  7. Anulação — família, escola e religião podem fragilizar a autoestima.

  8. Boicote — antigas mensagens negativas agem contra nossas conquistas.

  9. Dois sacos — valorizamos excessivamente os erros e pouco os acertos.

  10. Elogio — reconhecer conquistas fortalece pessoas e relações.

  11. Transformação — quem muda concretamente o corpo também modifica a mente.

  12. Protagonismo — cada pessoa deve assumir a condução da própria vida.

Síntese em uma frase

A semente da vitória germina quando transformamos pensamentos em ações, fortalecemos o corpo, educamos as emoções, vencemos as programações negativas e aprendemos a reconhecer nossas conquistas e as dos outros.

Uma observação importante: expressões como “cérebro burro” e “hormônios de boa ou má qualidade” são metáforas explicativas do autor, e não conceitos científicos empregados literalmente pela neurociência.

sábado, 22 de agosto de 2026

Tire Suas Dúvidas Sobre Aposentadoria: IPMCC Promove Encontro de Esclarecimento para Servidores Municipais.


Planejamento e Direitos: O Futuro do Servidor Público em Pauta em Carlos Chagas

Construir uma carreira no serviço público é dedicar anos ao desenvolvimento da nossa comunidade. Mas quando pensamos no amanhã, você sabe exatamente quais são os seus direitos e os passos necessários para uma aposentadoria tranquila e segura?

Informação clara é a chave para planejar o futuro com estabilidade. Por isso, o Instituto de Previdência do Município de Carlos Chagas (IPMCC) convida todos os servidores públicos municipais efetivos, aposentados e pensionistas para um encontro essencial de esclarecimento e orientação.

Por que a sua presença é fundamental?

  • Esclarecimento Direto: Entenda as regras, direitos e procedimentos atualizados sobre aposentadorias e pensões.

  • Planejamento de Futuro: Tire dúvidas práticas sobre a transição para a inatividade com segurança jurídica e financeira.

  • Espaço de Diálogo: Um momento pensado para ouvir o servidor e fortalecer a transparência da previdência municipal.

Detalhes do Encontro

  • Data: 03 de setembro de 2026 (quinta-feira)

  • Horário: 19h

  • Local: Biblioteca Municipal (3º andar)

  • Público-alvo: Servidores efetivos, aposentados e pensionistas da rede municipal de Carlos Chagas

Cuidar do que foi construído ao longo de anos de dedicação é um compromisso de todos nós. Não deixe para tirar suas dúvidas depois: participe, informe-se e compartilhe este convite com seus colegas de trabalho.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Reunião de gestores define calendário escolar e confirma JECC Kidds para outubro!

 


Reunião de gestores define calendário escolar e confirma JECC Kidds para outubro

Encontro realizado em 18 de agosto estabeleceu reposições, sábados letivos, recesso escolar e atividades pedagógicas para o segundo semestre de 2026

A Secretaria Municipal de Educação de Carlos Chagas realizou, no dia 18 de agosto de 2026, uma reunião com os gestores das escolas municipais para definir importantes ações do calendário escolar do segundo semestre. O encontro aconteceu na Sala de Reuniões da Secretaria Municipal de Educação e tratou da recomposição dos dias letivos, da realização de projetos interdisciplinares e da organização dos Jogos Escolares de Carlos Chagas destinados aos estudantes dos anos iniciais.

Entre as principais definições está a realização do JECC Kidds, marcada para a semana de 26 a 30 de outubro de 2026. O evento envolverá todas as escolas municipais e representará a vez das crianças dos anos iniciais participarem dos Jogos Escolares de Carlos Chagas.

A proposta é proporcionar momentos de integração, convivência, aprendizagem e incentivo à prática esportiva, garantindo às crianças a oportunidade de vivenciar o esporte em um ambiente educativo, inclusivo e colaborativo.

Reposição das aulas suspensas em 29 de junho

Também ficou definido que o dia 29 de agosto de 2026, sábado, será destinado à reposição da carga horária correspondente às aulas do turno vespertino suspensas em 29 de junho, em razão do jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

Na data, as escolas promoverão um Encontro com os Pais, com a participação dos estudantes. A presença dos alunos, o cumprimento da carga horária e os respectivos registros serão necessários para que a atividade seja validada como dia letivo.

A reposição atende ao artigo 13 da Resolução SEE nº 5.222/2025, que determina a imediata reposição dos dias letivos e da carga horária quando houver interrupção das atividades escolares programadas.

Dia 19 de novembro será recesso escolar

Outra definição foi a inclusão do dia 19 de novembro de 2026, quinta-feira, como recesso escolar decorrente da adequação do calendário.

O dia 7 de setembro, inicialmente considerado feriado, será computado como dia letivo devido à participação das escolas no desfile cívico. Dessa forma, substituirá o dia letivo anteriormente previsto para 19 de novembro, sem redução dos 200 dias letivos e da carga horária anual obrigatória.

Para a validação do dia 7 de setembro como letivo, as atividades deverão estar integradas ao Projeto Político-Pedagógico das escolas, contar com a participação dos estudantes e possuir os devidos registros de frequência dos alunos e servidores.

Projeto “Empreendedores do Futuro” será realizado em setembro

O dia 12 de setembro de 2026 será sábado letivo correspondente a uma segunda-feira. Na ocasião, todas as escolas desenvolverão o Projeto Interdisciplinar “Empreendedores do Futuro”, envolvendo a Educação Infantil e os ensinos fundamentais I e II.

A programação será a culminância do trabalho realizado em sala de aula a partir dos quadrinhos Empreendedores do Futuro. Cada escola ficará responsável por elaborar sua programação pedagógica, assegurar a participação dos estudantes e registrar a frequência e as atividades desenvolvidas.

Sábado letivo de dezembro abordará a Consciência Negra

A reunião também confirmou o dia 12 de dezembro de 2026 como sábado letivo, correspondente a uma quinta-feira. A orientação é que as escolas organizem um projeto interdisciplinar relacionado à Consciência Negra.

Para que a data seja validada como dia letivo, deverão ser garantidos o cumprimento da carga horária, a participação dos estudantes, o desenvolvimento de atividades pedagógicas e os respectivos registros de frequência e conteúdo.

As definições foram formalizadas no Memorando-Circular nº 02/2026/SME e buscam assegurar o cumprimento da legislação educacional, a organização do calendário e a continuidade das atividades pedagógicas da Rede Municipal de Educação de Carlos Chagas.